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2021-05-12T16:51:33-03:00
Estadão Conteúdo
Com recorde no crédito

Lucro líquido da Caixa salta 50% e vai a R$ 4,6 bilhões no 1º trimestre

Uma das responsáveis pela alta foi a contratação de R$ 12,9 bilhões em crédito consignado, maior valor para o período em dez anos

12 de maio de 2021
16:51
Caixa Econômica Federal
Agência da Caixa Econômica Federal em São Paulo - Imagem: Itaci Batista/Estadão Conteúdo

A Caixa Econômica Federal apresentou lucro líquido recorrente de R$ 4,6 bilhões no primeiro trimestre de 2021, 50,3% maior que no mesmo período do ano passado.

A carteira de crédito alcançou R$ 799,6 bilhões, com um avanço de 14,3% em um ano. O destaque foi para contratação de R$ 12,9 bilhões em crédito consignado, maior valor para o período em dez anos, segundo a Caixa.

Houve salto também para o crédito imobiliário, cujo saldo mais do que dobrou em um ano (+103,1%) e alcançou R$ 16,2 bilhões em contratações no período.

Outras linhas destacadas pela Caixa no balanço foram os empréstimos a pequenas e médias empresas, que saltou 125,9% em um ano, para R$ 49 bilhões, e o crédito concedido ao agronegócio, investida recente do banco, que encerrou março com saldo de R$ 8,7 bilhões em carteira, 47,1% maior que um ano antes.

A inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,04% nos primeiros três meses deste ano, 1,1 ponto porcentual menor do que um ano antes.

Efeito Pix

O número de clientes cadastrados no Pix, ferramenta de transferências instantâneas que foi lançada pelo Banco Central na virada do ano, somou 31 milhões de CPFs, ao fim do primeiro trimestre, número que a coloca na liderança entre os grandes bancos, de acordo com a própria Caixa.

A entrada em operação do Pix, porém, pôde ser sentida na perda de receitas administrativas verificada no primeiro trimestre deste ano.

Sem as tarifas que eram cobradas nas transações efetuadas por esse contingente de clientes que aderiu ao Pix, já que a ferramenta do Banco Central é gratuita para pessoas físicas, a receita com serviços encolheu 8,4% no trimestre, para R$ 5,68 bilhões.

Cortes de despesas

O banco também busca cortar despesas. Somente a economia com a devolução de 44 edifícios rendeu à Caixa R$ 119 milhões nos primeiros três meses do ano.

A quantidade de prédios administrativos utilizados pela Caixa já foi reduzida em 113, para um total 135 unidades. "Nosso objetivo é ter o mínimo de prédios administrativos e agências próprios", afirmou Pedro Guimarães, presidente da estatal.

O executivo indicou que pretende reduzir o número atual de prédios próprios a praticamente metade do atual, até o fim do ano. Nos três anos compreendidos entre 2019 e 2021, a poupança propiciada pela devolução de espaços é estimada em mais de R$ 400 milhões.

Além da economia por vir, a Caixa também terá dois reforços de peso no balanço deste segundo trimestre.

Segundo Guimarães, serão amortizados os ágios nas vendas das participações no Banco Pan, agora controlado pelo ex-sócio BTG Pactual, e na Caixa Seguridade, que teve sua oferta inicial de ações realizada em abril, na B3.

Caixa Seguridade

A Caixa Seguridade, holding de seguros da Caixa Econômica Federal, apresentou lucro líquido recorrente de R$ 431,7 milhões no primeiro trimestre deste ano, cifra 4,3% maior do que a vista um ano antes. Foi o melhor primeiro trimestre da história.

O crescimento foi ancorado na elevação das receitas de BDF (receita com distribuição e uso da marca) e corretagem. É a primeira divulgação de suas demonstrações financeiras como uma companhia listada em bolsa.

Na terceira tentativa de emplacar sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a holding de seguros levantou cerca de R$ 5 bilhões na bolsa brasileira, no fim de abril.

Em maio, suas ações acumulam alta de mais de 18% na B3, empurrando o valor de mercado da companhia para quase R$ 35,5 bilhões. A holding desembarcou na bolsa valendo cerca de R$ 29 bilhões.

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