Mais uma na fila: incorporadora de galpões Fulwood protocola pedido de IPO na CVM
A incorporadora de condomínios logístico-industriais busca a abertura de capital para financiar seu crescimento e fortalecer a estrutura de capital

Nem mesmo a queda de 2,48% do Ibovespa, que pegou os investidores de surpresa em agosto, foi capaz de diminuir o ritmo de chegada de novas empresas à fila de espera da B3. Nesta quarta-feira (1) foi a vez da Fulwood protocolar um pedido de oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A incorporadora de galpões e condomínios logístico-industriais, que está no mercado desde 1995, busca a abertura de capital para financiar seu crescimento e fortalecer a estrutura de capital.
Ainda não há muitas informações disponíveis sobre a operação - coordenada por BTG Pactual, Bradesco BBI e Itaú BBA - mas já se sabe que ela será mista. Ou seja, uma parcela primária da oferta vai para o caixa da empresa, enquanto a secundária é destinada aos acionistas vendedores.
Conheça a Fulwood
Segundo informa no prospecto preliminar da oferta, a Fulwood acredita que é uma das principais empresas do setor de condomínios logístico-industriais do Brasil, com a gestão de 90 contratos de locação em 13 empreendimentos no primeiro semestre deste ano.
A empresa destaca que atua em todas as etapas da operação, “incluindo a prospecção de terrenos, diligência legal e técnica, licenciamento e autorizações, construção, além da própria gestão e manutenção dos ativos e futuro desinvestimento do imóvel”.
O foco dos negócios é na incorporação, locação e administração de galpões do tipo Triple-A, a mais alta categoria do segmento quanto a padrões construtivos e de tecnologia de armazenamento de produtos.
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A Fulwood oferece ainda o acompanhamento completo e contínuo do imóvel aos clientes, com vistorias técnicas trimestrais e a supervisão e coordenação de reparos necessários.
Raio-X financeiro
A companhia registrou lucro líquido de R$ 97,1 milhões em 2020, alta de 178% em relação ao ano anterior. A empresa também somou Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da sigla em inglês) de R$ 28,1 milhões no primeiro semestre deste ano, mas não divulgou base de comparação.
Já a receita bruta cresceu, segundo a empresa, “expressivamente” nos últimos três anos. A taxa composta de crescimento anual (CAGR) em 2018, 2019 e 2020, e no período findo em 30 de junho de 2021, foi de 3.926%.
Planos para os recursos
Ainda de acordo com o prospecto, os recursos captados com o IPO serão destinados a:
- Aquisição de participação societária de outros sócios e acionistas em projetos do portfólio da Fulwood;
- Aquisição de terrenos, construção e desenvolvimento do pipeline de projetos;
- Capital de giro para fortalecimento da estrutura de capital.
Além disso, a empresa, que atua em São Paulo e Minas Gerais, busca expandir seus ativos para outras regiões do Brasil, como Santa Catarina e Rio de Janeiro.
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