Hapvida e Notre Dame Intermédica avançam em processo de fusão
Empresas esperam chegar, “em breve”, a um acordo quanto aos termos e condições para criar a maior operadora de saúde do país

A perspectiva de que as operadoras de saúde verticalizadas Hapvida (HAPV3) e NotreDame Intermédica (GNDI3) se unirão são cada vez maiores, um negócio que pode resultar na criação de um conglomerado com quase 13 milhões de usuários e receita líquida combinada de cerca de R$ 5 bilhões.
Em comunicado divulgado na segunda-feira (15) à noite, as companhias informaram que as negociações para fusão das operações avançam, mas que nenhum documento de caráter vinculante foi firmado até o momento.
A Notre Dame Intermédica divulgou que ela e a Hapvida “continuam suas discussões sobre os pontos comerciais e de governança relativos à potencial combinação de seus negócios” e que a nova empresa, se formada, terá os atuais CEOs dividindo a presidência – Irlau Machado Filho, da GNDI, e Jorge Pinheiro, da Hapvida.
A nota da Hapvida acrescenta que “as negociações têm avançado adequadamente e que espera, em breve, chegar a um acordo vinculante quanto aos termos e condições finais da operação”.
Uma nova gigante da saúde
A Hapvida apresentou, no começo de janeiro, uma proposta de fusão com a rival com a combinação das bases acionárias das duas companhias.
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Caso o negócio seja aprovado, os acionistas da Hapvida vão deter 53,1% da empresa que será fruto da união, e os da Intermédica, 46,9%. A relação de troca das ações considera um preço médio ponderado por volume das ações da GNDI e da Hapvida no período de 20 dias de negociação imediatamente anteriores a 21 de dezembro, mais um prêmio de 10%
A proposta feita pela Hapvida contempla também a expansão do conselho de administração da empresa resultante da fusão para nove membros, dos quais cinco serão indicados pela Hapvida, dois pela Intermédica e dois independentes.
Se concretizada, a união resultará na criação da maior operadora de saúde em número de beneficiários, com um portfólio complementar em termos geográficos, e ocorre em meio a um processo de consolidação no mercado de saúde, com grandes nomes como Rede D’Or São Luiz (RDOR3) e Dasa (DASA3), além das duas operadoras, comprando clínicas e hospitais pelo país.
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