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O dinheiro do acordo com a American Airlines deve ajudar a Gol a atravessar a pandemia. A empresa levantou um total de R$ 3,7 bilhões nos últimos seis meses
Duramente afetada pela pandemia da covid-19, que praticamente paralisou o setor aéreo em escala global, a Gol (GOLL4) ampliou a parceria com a American Airlines, uma das gigantes desse mercado.
O negócio prevê a expansão do acordo de compartilhamento de voos (codeshare) e um aporte de capital de US$ 200 milhões (R$ 1,05 bilhão) na companhia brasileira. Com a injeção de recursos novos no caixa da Gol, a American Airlines passará a deter 5,2% do capital da empresa.
O preço por ação GOLL4 na operação foi definido em US$9,00, equivalente a R$ 47,03. O valor ficou bem acima da cotação atual dos papéis (R$ 19,28) e também do patamar médio do segundo semestre de 2019, antes da pandemia, quando GOLL4 foi negociada a um preço médio de R$ 35,68.
O dinheiro do acordo com a American deve ajudar a Gol a atravessar a pandemia. A empresa levantou um total de R$ 3,7 bilhões nos últimos seis meses, incluindo mais de R$ 2 bilhões de capital novo.
As ações da Gol reagem em forte alta ao anúncio da entrada da American Airlines no capital. Por volta das 10h50, os papéis GOLL4 subiam 5,08%, a segunda maior valorização do Ibovespa. Leia nossa cobertura completa de mercados.
O negócio com a American Airlines estipula um acordo exclusivo de compartilhamento de voos (codeshare). As companhias já possuem um acordo em vigor desde fevereiro do ano passado.
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Os voos da parceria atualmente operam nos hubs da Gol em São Paulo (GRU) e no Rio de Janeiro (GIG), integrando 34 opções de rotas brasileiras e internacionais, como é o caso de Montevidéu, no Uruguai.
A malha da Gol atende 63 destinos no Brasil e 140 internacionais por meio de acordos de codeshare. A companhia confirmou recentemente que Cancún (México) e Punta Cana (República Dominicana) serão primeiras rotas internacionais a reabrir desde o início da pandemia de Covid-19. A Gol começará a operar voos nessas rotas em meados de novembro de 2021.
No comunicado encaminhado pela companhia, há poucos detalhes sobre o que muda no acordo de codeshare, mas a Gol informa que o negócio permite exceder os termos da parceria de codeshare existente com a American Airlines, “aumentando as oportunidades de viagens aos seus passageiros”.
Antes da Gol, a American Airlines mantinha um acordo de codeshare com a Latam, que foi encerrado depois que a companhia anunciou a venda de uma participação para a Delta.
Os programas de fidelidade Smiles da Gol e AAdvantage da American serão parceiros, com benefícios superiores já no início de 2022, segundo a companhia.
O acordo incluirá acesso para membros do programa a benefícios como prioridades no check-in, na inspeção de segurança e no embarque, uma maior franquia de bagagem despachada, acesso a salas VIP e assentos preferenciais em ambas as empresas aéreas.
Os clientes poderão ganhar e resgatar milhas em qualquer uma das duas companhias aéreas. A parceria entre a Gol e a American também permite que os clientes adquiram voos de conexão em ambas as empresas por meio de uma única reserva.
A empresa também promete "uma experiência extremamente conveniente de emissão de bilhetes, check-in, embarque e despacho de bagagem ao longo de toda a viagem".
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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