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Eduardo L’Hotellier, fundador e CEO do GetNinjas (NINJ3), fala sobre os planos da empresa pós-IPO e a expectativa de aumento na demanda
Se você sentir aquela vontade de fazer uma compra online… Bem, é só entrar na Amazon, no Mercado Livre ou em qualquer site do tipo. Se o seu desejo for um hambúrguer caprichado, bastam alguns cliques no Rappi ou no iFood. Mas e se um imprevisto acontecer e você precisar de um eletricista ou um chaveiro? Nesse caso, é só correr para o GetNinjas (NINJ3) — ao menos, essa é a meta de Eduardo L'Hotellier, fundador e CEO da companhia.
Nascido há 10 anos como uma plataforma virtual que conecta clientes e prestadores de serviços — uma espécie de versão 2.0 das Páginas Amarelas — o GetNinjas quer virar o nome de referência nesse mercado, tal qual os gigantes de e-commerce e de delivery de comida. E, para tal, o executivo conta com a ajuda do mercado financeiro.
O GetNinjas, afinal, concluiu seu IPO em maio deste ano, colocando R$ 330 milhões no caixa. A motivação sempre foi muito clara: captar recursos para patrocinar um plano de crescimento acentuado, mesmo que, no curto prazo, isso coloque a companhia no vermelho.
"O plano é continuar investindo pelos próximos dois anos", disse L'Hotellier, em entrevista ao Seu Dinheiro. "A companhia está super bem capitalizada, temos caixa para acelerar bastante a nossa expansão; estamos realmente [nos preparando] para o longo prazo".
Tanto é que o prejuízo de R$ 17,8 milhões reportado pelo GetNinjas no segundo trimestre de 2021 não é encarado com grande preocupação pelo CEO; para ele, o salto na receita líquida e o aumento forte na base de profissionais é mais relevante nesse momento — e ratificam o plano crescimento rápido pós-IPO.
A forte instabilidade das ações NINJ3 ao longo de agosto também não tira o sono de L'Hotellier. "Eu estaria mentindo se dissesse que, ao ver a ação caindo, não sinto um certo desconforto", disse o executivo. "Mas estou bastante confiante no que a gente entregou e no que ainda vamos entregar". Confira a entrevista na íntegra também no nosso YouTube:
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O GetNinjas funciona como uma espécie de marketplace de serviços. Digamos que você precise de um encanador: basta escolher essa categoria e detalhar sua demanda; os profissionais que estiverem aptos a te atender dentro do prazo estipulado entram em contato e, a partir daí, a negociação ocorre diretamente entre as partes.
Dito isso, o sucesso desse modelo de negócios depende diretamente do tamanho da base de profissionais cadastrados — e da diversidade de serviços que podem ser encontrados. É preciso ter escala; de nada adianta atrair novos usuários se eles não encontrarem o que estão procurando.
Nesse sentido, o GetNinjas elencou três áreas essenciais para alocar os recursos do IPO:
Os resultados operacionais da companhia mostram que esse aumento no alcance já está acontecendo. Tanto em termos de novos prestadores de serviços que aderiram à base quanto em profissionais ativos nos últimos 12 meses, o crescimento foi bastante expressivo — o total de pedidos pelos clientes também deu um salto.
"A gente investiu muito para trazer mais profissionais de todas as categorias. Hoje, o GetNinjas tem mais de 500 categorias de serviços, em mais de três mil cidades no Brasil", disse L'Hotellier.

O volume maior de operações fechadas dentro da plataforma também deu impulso às métricas financeiras: o GetNinjas teve receita líquida de R$ 15,5 milhões no segundo trimestre, alta de 55% na base anual; o lucro bruto avançou 48%, para R$ 14,1 milhões.
Mas, por outro lado, as despesas operacionais também saltaram: no começo do ano, o GetNinjas tinha uma equipe de 95 pessoas; agora, são mais de 250. "O nosso ativo é a tecnologia que os nossos engenheiros, nossos gerentes de produtos desenvolvem. Nós fortalecemos o nosso time, e isso causa uma despesa maior", afirmou o executivo, ressaltando também os maiores gastos com marketing.

Expostos esses números, vale ressaltar que o segundo trimestre de 2020 foi marcado pelo auge da incerteza ligada à pandemia do coronavírus. O fechamento da economia e a necessidade de distanciamento social foram particularmente maléficos para o setor de serviços, já que muitos preferiram adiar qualquer tipo de procedimento que envolvesse o contato direto com outras pessoas. Sendo assim, a base de comparação anual não é muito útil.
Mas, independente disso, o GetNinjas tem mostrado crescimento trimestre após trimestre — e a decisão de pisar no acelerador ocorreu em paralelo ao avanço da vacinação no país. L'Hotellier mostra-se bastante otimista com os próximos meses, seja pela reabertura da economia ou pela mudança de hábitos das pessoas.
"Categorias como psicologia online, aula particular online, todas tiveram um crescimento muito grande durante a pandemia", disse ele, apostando na continuidade da demanda elevada por esse tipo de atividade. Por outro lado, o CEO acredita que a adoção de modelos flexíveis de trabalho, com mais dias de home office, vai provocar uma onda de contratações para serviços residenciais diversos — reformas, consertos e afins.
No âmbito do alcance geográfico, o executivo estima que o GetNinjas atenda hoje cerca de 70% do território nacional; o objetivo é continuar se expandindo, de modo a cobrir cada vez mais cidades. No lado das categorias, L'Hotellier é mais ousado: quer ter todos os tipos de serviço sendo oferecidos na plataforma.
A ideia é passar a impressão de que o GetNinjas tem de tudo e, assim, virar o nome de referência quando se busca por um serviço. Pintores, diaristas, fotógrafos de casamento, professores de árabe — é a chamada 'cauda longa', que inclui inúmeras categorias pequenas, mas que trazem receita e geram volume.
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Eduardo L'Hotellier, fundador e CEO do GetNinjas (NINJ3)
O otimismo do CEO também se deve à maior sofisticação da plataforma do GetNinjas, que caminha para a construção de um ecossistema com diferentes funcionalidades. Um dos passos nesse sentido foi a parceria firmada com o Banco Pan para oferecer serviços financeiros aos profissionais cadastrados na base — como abertura de contas, emissão de cartão de créditos e concessão de empréstimo pessoal.
Por mais que L'Hotellier esbanje segurança em seu discurso, o mercado tem se mostrado reticente em relação ao GetNinjas. As ações NINJ3 estrearam na bolsa a R$ 20,00, abaixo do piso pretendido pela companhia, e fecharam o primeiro dia em queda; desde o IPO, os papéis têm enfrentado uma montanha-russa na B3, com oscilações fortes de um dia para o outro.
Na verdade, o mês de agosto foi particularmente ruim para as ações de empresas de tecnologia: com a abertura da curva de juros futuros e uma certa decepção quanto aos resultados trimestrais de algumas companhias, o setor como um todo foi punido duramente, em especial as empresas que fizeram IPO recentemente.
Mesmo com a volatilidade vista em NINJ3 nos primeiros meses de bolsa, o executivo ressalta que a estratégia do GetNinjas sempre foi muito clara: crescer agora para colher os frutos depois.
"Teses novas geram incerteza e volatilidade", diz L'Hotellier. "Nossa captação foi para esse tipo de investimento, e é isso que procuramos para a nossa base de acionistas: pessoas físicas e jurídicas que acreditem na tese de que vale a pena queimar um pouco mais agora, ter um prejuízo no curto prazo, para criar uma empresa muito maior daqui alguns anos".

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