Entre aquisição do Big e crescimento de vendas, Carrefour Brasil começa 2021 com tudo
Apesar de cenário adverso no primeiro trimestre, vendas brutas sobem 15,1%, novamente puxadas pelo Atacadão

Parece que 2021 será o ano do Carrefour Brasil (CRFB3). Prestes a se tornar o maior player do varejo de alimentos com a incorporação do Grupo Big, a empresa fechou o primeiro trimestre com desempenho operacional positivo em todos os segmentos de atuação, seja na venda de alimentos ou na parte financeira.
Num trimestre marcado pelo cancelamento do Carnaval, desaceleração da inflação de alimentos, novas medidas restritivas para combater a pandemia em março e a elevada base de comparação estabelecida no primeiro trimestre de 2020, as vendas brutas consolidadas (excluindo gasolina) somaram R$ 18,1 bilhões, alta de 15,1% em base anual.
No conceito “mesmas lojas”, que considera o desempenho de unidades em funcionamento há pelo menos 12 meses, as vendas subiram 11,6%.
“O Grupo Carrefour Brasil registrou outro forte desempenho no primeiro trimestre, superando o mercado com crescimento de vendas de dois dígitos, apesar de um ambiente muito desafiador no Brasil e uma base de comparação difícil”, diz, em nota, o CEO da empresa, Noël Prioux.
[captacao]
Atacadão no ataque
Segundo o Carrefour Brasil, o desempenho de varejo de alimentos foi novamente sustentado pela rede de atacarejo Atacadão.
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Nos primeiros três meses do ano, a receita bruta da divisão somou R$ 12,7 bilhões, aumento de 17,5%, impulsionada pelo crescimento de 12,9% das vendas “mesmas lojas”. Este foi o terceiro trimestre consecutivo de expansão na casa dos dois dígitos deste indicador, segundo o Carrefour Brasil.
“Em um período de dois anos, o crescimento das vendas do Atacadão atingiu 33,5%, demonstrando a relevância deste formato”, diz trecho do comunicado.
Por isso, o Carrefour Brasil está apostando no Atacadão, acelerando o plano de expansão. A empresa encerrou o trimestre com 245 lojas (incluindo 30 atacados de entrega), após a abertura de nove lojas no período, incluindo a conversão de cinco lojas do Makro, com total de 11 lojas convertidas até o momento.
O objetivo é abrir 45 novas lojas do tipo atacarejo em 2021 (incluindo as conversões do Makro), o que deve resultar em uma contribuição para o crescimento de cerca de 10% a 12% nos próximos trimestres.
Varejo competitivo
O segmento de varejo, que inclui lojas menores e da bandeira Carrefour, fechou o primeiro trimestre com receita bruta de R$ 5,4 bilhões, alta de 9,3% em base anual e 8,6% no conceito “mesmas lojas”.
Segundo o Carrefour Brasil, tanto a parte de produtos alimentares, quanto a de não alimentares apresentaram desempenho positivo, com expansões de 7,1% e 11,1% no conceito “mesmas lojas”, respectivamente.
A empresa destacou que as unidades tipo hipermercados tiveram desempenho robusto pelo quarto trimestre consecutivo, com ganho de 1,5 ponto percentual (p.p.) em participação de mercado em fevereiro.
No caso do seu e-commerce, o Carrefour Brasil informou que após um quarto trimestre relativamente fraco por conta do cancelamento da Black Friday, as operações deste segmento voltaram a crescer no primeiro trimestre, impulsionadas pelo desempenho de março.
O volume total de vendas (GMV) cresceu 34,9% (incluindo os serviços de entrega rápida), impulsionado pelo e-commerce alimentar, que cresceu 140,1%.
“Somado ao desempenho impressionante obtido no ano passado, quando crescemos 239%, nós multiplicamos por cerca de 8 vezes o tamanho do nosso canal digital alimentar em um período de dois anos”, diz trecho do comunicado.
Já o segmento não alimentar registrou expansão de cerca de 13% do volume de vendas pela internet.
Mais rápido que o esperado
O Banco Carrefour surpreendeu a administração, mantendo a tendência positiva observada no faturamento ao longo do segundo semestre.
Ele registrou 19,9% de crescimento de faturamento no primeiro trimestre, em base anual, totalizando R$ 10,8 bilhões, com contribuição tanto do cartão de crédito Carrefour (14,5%), quanto do Atacadão (32,6%).
A empresa informou ainda que, pela primeira vez desde o primeiro trimestre de 2020, outros produtos apresentaram variação positiva, alcançado 8,8% de crescimento nos primeiros três meses de 2021, impulsionado pela retomada de empréstimos pessoais.
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