Enjoei quer crescer rápido enquanto ainda não tem concorrência, diz CEO Tiê Lima
Para CEO do brechó online, crescimento e lucratividade não são conceitos opostos; foco da plataforma agora são os vendedores e o aumento do inventário

O investimento em empresas de tecnologia que crescem muito, mas não dão lucro, já não deixa o mercado tão desconcertado, mas muitos investidores pessoas físicas ainda tem o pé atrás com a ideia.
Mas a oposição entre crescimento e lucratividade é apenas aparente, na visão de Tiê Lima, CEO do brechó on-line Enjoei. “Crescimento e lucratividade não são coisas opostas, só precisam estar alocados no tempo da melhor maneira possível”, disse hoje a uma plateia de empreendedores e investidores, durante evento promovido pelo banco BTG Pactual.
Em outras palavras, não há uma dicotomia entre os dois conceitos, mas sim uma questão temporal: uma empresa novata deve investir para crescer rapidamente e o máximo possível enquanto o investimento valer a pena, pois isto maximiza a sua rentabilidade no futuro.
E é exatamente esse o foco do Enjoei no momento. “Queremos investir agora para gerar o máximo de valor para nossos clientes e parceiros hoje, enquanto ainda não temos concorrência e este investimento é barato”, diz Tiê Lima.
A meta da plataforma online de compra e venda de roupas e acessórios usados é que metade das peças adquiridas pelos brasileiros já tenham pertencido a outra pessoa.
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“Hoje, nossos compradores fazem, em média, sete compras no ano, o que já é a média do consumo nacional. Queremos dobrar esse número. E isso só será possível com o aumento da quantidade de produtos, o que é fruto do efeito de rede, então o crescimento tem que ser rápido”, diz Lima.
O CEO do Enjoei destacou a importância de deixar essa visão de longo prazo clara para seus investidores pessoas físicas desde o início, e disse que muitos dos seus acionistas são também usuários da plataforma.
Para o futuro, o Enjoei espera se expandir com foco nos vendedores, minimizando o atrito no processo de venda, com melhorias em áreas como logística, parcerias com lojistas e tecnologia de pagamentos. “Nossos focos são os vendedores e o aumento do inventário”, diz o CEO.
O Enjoei captou R$ 1,1 bilhão no seu IPO em novembro do ano passado, com o objetivo justamente de expandir a marca e sua base de usuários, por meio de investimentos em contratações e na melhoria de conversão e recorrência.
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