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A Eletromidia fez a primeira aquisição desde o IPO e comprou 75% da Ótima, responsável pelos painéis de propaganda dos pontos de ônibus em SP
Todo mundo já viveu o dilema do ponto de ônibus: você está lá, esperando no ponto, e nada dele passar. O tempo está cada vez mais apertado, mas a condução não aparece. E, se você estiver em São Paulo, é capaz que sua única companhia nesse calvário seja o onipresente painel de publicidade da Ótima — que, agora, pertence à Eletromidia.
Numa transação anunciada nesta manhã, a pioneira no setor de propaganda digital na bolsa anunciou a compra de 74,65% da Ótima, empresa que, desde 2013, detém os direitos de exploração dos painéis anexos às paradas de ônibus em São Paulo.
Ela também possui projetos semelhantes em mobilidade urbana no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador. O valor da operação? R$ 416,8 milhões, a serem pagos pela Eletromidia em dinheiro — R$ 357 milhões à vista e o restante a prazo.
Os outros 25,35% da Ótima ficarão com a RuasInvest Participações, que já era acionista da empresa; o Grupo Bandeirantes de Comunicação e a Kalitera venderam a totalidade de suas fatias à Eletromidia.
Essa é a primeira aquisição da Eletromidia desde que abriu seu capital, em fevereiro deste ano — na ocasião, a empresa colocou R$ 700 milhões no caixa. De lá para cá, as ações ON (ELMD3) acumulam ganhos de 23%.
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Analisando o racional da operação, a compra da Ótima faz bastante sentido para a Eletromidia: a empresa possui pouca exposição ao setor de publicidade em vias públicas em São Paulo — na cidade, ela é mais atuante em metrôs, trens e prédios comerciais.
E, é claro, vale lembrar: São Paulo é o principal mercado de publicidade e propaganda do país.
Naturalmente, há ganhos de escala e sinergia envolvidos na compra. Agora sob administração da Eletromidia, os painéis de propaganda dos pontos de ônibus da capital devem ser modernizados e digitalizados — boa parte deles ainda usa a tecnologia tradicional com folhas de papel que devem ser trocadas manualmente.
Painéis digitais trazem uma série de vantagens ao mercado publicitário, desde a redução de custos com a equipe de manutenção até a customização das peças a serem veiculadas, tanto por região quanto por horário — uma maneira de elevar a rentabilidade dos espaços.
Dito isso, a Eletromidia projeta que o Ebitda (o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Ótima poderá chegar a R$ 107,2 milhões em 2022. Tomando esse número como base, a compra tem múltiplo EV/Ebitda (o valor da empresa dividido por seu Ebitda em 12 meses) de 6,7x.
Apenas como base de comparação: o EV/Ebitda estimado para a Eletromidia em 2022 é de 14,4x, segundo dados do Trademap. Portanto, os múltiplos da compra da Ótima foram bastante atraentes.

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A Eletromidia foi bastante afetada pela dinâmica da pandemia: com menos pessoas circulando, os preços dos espaços publicitários caíram bastante — uma realidade que ficou clara no primeiro trimestre deste ano.
A receita bruta da companhia somou R$ 70,3 milhões, queda de 42,6% em relação aos primeiros três meses de 2020, período em que a Covid-19 ainda não tinha provocado restrições tão severas. O prejuízo líquido foi de R$ 16,3 milhões, revertendo os ganhos de R$ 2,7 milhões vistos há um ano.
Com os R$ 700 milhões do IPO, no entanto, a Eletromidia tem uma situação bastante confortável na gestão do endividamento: ao fim do primeiro trimestre, a companhia tinha caixa líquido de R$ 37 milhões.
Assim, a compra em dinheiro da Ótima não traz maiores pressões às métricas de endividamento da Eletromidia, que aposta na retomada da economia para voltar a expandir as receitas com os painéis publicitários.
Na bolsa, as ações ON da companhia abriram o pregão desta segunda-feira (26) em alta e chegaram a bater os R$ 23,00 (+5%), cravando uma nova máxima intradiária. Ao final do pregão, os papéis fecharam com ganho de 1,78%, a R$ 22,30.

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