🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Fechou bem o ano

Petrobras tem lucro de quase R$ 60 bi no 4º trimestre e anuncia R$ 10 bi em dividendos

Alta extraordinária de 635% no lucro teve influência de itens não recorrentes de peso, mas mesmo o lucro recorrente totalizou R$ 28 bilhões, alta de 120% na comparação anual; em 2020, estatal lucrou R$ 7,1 bilhões, queda de 82% em relação a 2019

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
24 de fevereiro de 2021
22:07 - atualizado às 22:35
Petrobras
Plataforma da Petrobras. - Imagem: Geraldo Falcão/Agência Petrobras

A Petrobras teve um lucro líquido de R$ 59,9 bilhões no quarto trimestre de 2020, uma alta de quase 635% ante o mesmo período de 2019, devido, sobretudo, a dois itens não recorrentes de grande peso. Entretanto, considerando-se apenas o lucro líquido recorrente, o resultado ainda foi positivo e bastante superior aos cerca de R$ 5 bilhões esperados pelo mercado, totalizando R$ 28 bilhões, alta de 120% na comparação anual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os dois itens não recorrentes que impulsionaram o lucro no trimestre foram uma reversão de impairment (registro contábil de deterioração de ativos) no valor de R$ 31 bilhões e a reversão de gastos passados do plano AMS, no valor de R$ 13,1 bilhões, decorrente da revisão de obrigações futuras da empresa. A Petrobras registrou, ainda, ganhos cambiais no valor de R$ 20 bilhões.

A receita de vendas totalizou R$ 75 bilhões no trimestre, queda de 8,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, mas ficou ligeiramente acima da média das projeções dos analistas, segundo a Bloomberg.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) totalizou R$ 47 bilhões no período, alta de 28,8% ante o quarto trimestre de 2019, e o Ebitda ajustado recorrente somou R$ 35 bilhões, queda de 5,8% na comparação anual. A média das projeções do mercado era de R$ 30 bilhões.

O fluxo de caixa operacional totalizou R$ 37,7 bilhões no trimestre, alta de 22,8% em comparação com mesmo período do ano anterior. Em 2020, o FCO somou R$ 148,1 bilhões, alta de 45,5% na comparação anual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Queda do barril de petróleo e câmbio pesaram no resultado anual

No ano de 2020, a Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 7,1 bilhões, 82% a menos que em 2019. Já o lucro líquido recorrente foi de R$ 13,2 bilhões, queda de 64,2% ante o ano anterior.

Leia Também

Segundo a companhia, a queda no lucro anual se deveu à redução de 35% no preço do petróleo tipo Brent em dólares, maior impairment, menores ganhos com desinvestimentos e desvalorização de 31% do real em relação ao dólar.

"Por outro lado, as iniciativas que aumentaram a resiliência e eficiência e a continuidade do trabalho de redução do endividamento contribuíram para compensar parcialmente os impactos da crise", diz o relatório de resultados, que cita como exemplos ganhos tributários, redução de despesas e juros menores sobre as dívidas.

A receita líquida somou R$ 272 bilhões em 2020, 10% a menos que em 2019. O Ebitda ajustado foi de R$ 143 bilhões em 2020, alta de 10,6% em relação a 2019. Já o Ebitda ajustado recorrente totalizou R$ 127 bilhões, queda de 5,7% ante o ano anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Redução no endividamento

A Petrobras conseguiu reduzir bastante seu endividamento, segundo a companhia, em razão de suas "sólidas iniciativas de geração de caixa e resiliência".

A dívida bruta da companhia atingiu US$ 75,5 bilhões, 13% inferior à meta de US$ 87 bilhões para 2020. O prazo médio da dívida aumentou de 11,19 anos para 11,17 anos.

A dívida bruta também reduziu 5,1% na comparação trimestral, em relação a 30 de setembro de 2020, principalmente em função de recompras no mercado de capitais e pré-pagamentos no mercado bancário.

Assim, a relação entre a dívida bruta e o Ebitda ajustado da companhia reduziu de 2,80 vezes em 30 de setembro de 2020 para 2,66 vezes em 30 de dezembro de 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A dívida líquida viu uma queda de 4,6% no trimestre, atingindo 63,2 bilhões. A relação dívida líquida/Ebitda ajustado diminuiu de 2,33 vezes em 30 de setembro de 2020 para 2,22 vezes em 30 de dezembro de 2020.

Vem dividendo por aí

A Petrobras anunciou, agora à noite, que seu Conselho de Administração aprovou, em reunião realizada hoje, a distribuição de dividendos aos acionistas no valor de R$ 10,3 bilhões, referentes aos resultados de 2020.

Cada investidor receberá o equivalente a R$ 0,787446 por ação ordinária e preferencial em circulação. O pagamento será feito no dia 29 de abril de 2021 para quem tiver posição acionária na B3 no dia 14 de abril de 2021 ou posição em ADRs na bolsa de Nova York no dia 16 de abril de 2021. Todos os valores serão atualizados pela variação da taxa Selic de 31 de dezembro até a data do pagamento.

Do valor a ser pago, R$ 5,7 bilhões são referentes à destinação do resultado do exercício de 2020, e R$ 4,6 bilhões são oriundos da conta de reserva de retenção de lucros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O dividendo proposto, superior ao mínimo obrigatório, foi possibilitado pela forte geração de caixa alcançada pela companhia em 2020 e está alinhado ao compromisso de geração de valor para os acionistas", diz comunicado ao mercado divulgado pela estatal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REESTRUTURAÇÕES EM ALTA

Quando a conta chega: por que gigantes como Raízen, Oi, GPA e Americanas recorreram à recuperação para reorganizar bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 18:01

As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileiras

MINERAÇÃO

CSN (CSNA3) despenca após resultado, com queima de caixa e dívida ainda maior: China e até guerra afetam a companhia

12 de março de 2026 - 15:40

A CSN reiterou seus esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil

NA MODA

O que Safra e BB Investimentos viram na Lojas Renner (LREN3)? Veja por que a ação pode subir até 40%

12 de março de 2026 - 15:15

“A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra

BRIGA DE GIGANTES

A ameaça da Shopee: Mercado Livre (MELI34) é rebaixado pelo JP Morgan por preocupações com a concorrência, e ações caem

12 de março de 2026 - 12:45

O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026

CENÁRIO INCERTO

Casas Bahia (BHIA3) virou a página da sua dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora

12 de março de 2026 - 12:15

A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024,? A resposta não é tão simples.

NA CORDA BAMBA

CSN (CSNA3) volta ao vermelho no 4T25 e prejuízo dispara 748% em um ano. O que pesou no balanço?

12 de março de 2026 - 10:01

Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas

VAI PAGAR?

Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 9:43

O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária

RESULTADO

Casas Bahia (BHIA3) corta prejuízo em 82% no 4T25, mas ainda amarga perda bilionária no ano; veja os destaques do balanço

12 de março de 2026 - 7:57

Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação

DEPOIS DA RE

Nada é tão ruim que não possa piorar: Citi abandona ações do GPA (PCAR3) e Fitch corta rating

11 de março de 2026 - 19:47

O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C

CRESCIMENTO ESTRUTURAL

Já deu para a WEG (WEGE3)? Por que analistas veem menos gatilhos para a ação no curto prazo mesmo com tese positiva

11 de março de 2026 - 19:23

Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo

SD ENTREVISTA

Espaçolaser (ESPA3) tem lucro maior no 4T25, vê ano de virada e quer estar pronta para a volta das small caps na bolsa, diz CFO

11 de março de 2026 - 19:07

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores

VAI PINGAR NA CONTA?

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3) vêm aí — mas há condição para o pagamento aos acionistas

11 de março de 2026 - 18:45

A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos

AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS À PARTE

Cobrança de R$ 170 milhões da Casas Bahia empurrou o Grupo Pão de Açúcar para a recuperação judicial; entenda a discussão entre as ex-parceiras

11 de março de 2026 - 17:33

“Hoje, na data do protocolo deste procedimento, a companhia não tem condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações”, disse o Pão de Açúcar

VACAS MAGRAS

Além do Oriente Médio, EUA e China também afetam os frigoríficos e até o preço da carne do seu churrasco

11 de março de 2026 - 15:07

Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro

REESTRUTURAÇÃO FINANCEIRA

Pedido pra cá, pedido pra lá: Quais as diferenças (nem sempre sutis) entre recuperação judicial e extrajudicial

11 de março de 2026 - 14:59

As diferenças estão na forma como essas negociações acontecem e no grau de participação do Judiciário no processo.

AMBIÇÃO GLOBAL

Revolut quer virar “banco de verdade” em 100 países — e acaba de destravar a licença em casa

11 de março de 2026 - 12:48

Fintech recebe licença bancária no Reino Unido e lança oficialmente o Revolut Bank UK, acelerando o plano de se tornar uma plataforma financeira global

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

Para quem o GPA (PCAR3) deve R$ 4,5 bilhões? Lista de credores vai de Itaú a Casas Bahia

11 de março de 2026 - 12:45

Varejista entrou em recuperação extrajudicial e suspendeu os pagamentos por 90 dias para tentar reorganizar suas finanças

CAMINHO TORTUOSO

Como a Raízen (RAIZ4) chegou até a recuperação extrajudicial? As discussões que levaram a gigante dos combustíveis a renegociar dívidas de R$ 65 bilhões

11 de março de 2026 - 11:04

A maior produtora global de açúcar e etanol de cana já havia dito que estava avaliando a reestruturação da sua dívida e que uma recuperação extrajudicial estava entre as possibilidades

EM BUSCA DE FÔLEGO

Raízen (RAIZ4) tenta parar o relógio de R$ 65 bilhões em dívidas: empresa pede trégua em pedido de recuperação extrajudicial

11 de março de 2026 - 7:44

Joint venture de Cosan e Shell busca 90 dias de suspensão de pagamentos enquanto negocia reestruturação com bancos e investidores

DE CARA NOVA

De ex-CEO do Banco do Brasil a ex-S&P: os três conselheiros que devem ajudar a acelerar a transformação do Bradesco

10 de março de 2026 - 19:48

A movimentação, que já havia sido antecipada ao mercado no mês passado, traz nomes de peso do setor financeiro para o colegiado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar