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Analistas esperam crescimento “sólido” dos resultados do setor, com destaque para varejistas tradicionais; em e-commerce, Via deve registrar avanço do marketplace
A temporada de balanços do segundo trimestre para o varejo deve exibir um crescimento sólido dos resultados. Empresas tradicionais e farmácias são os segmentos mais proeminentes do período, disse a XP em relatório.
A avaliação da corretora sobre o setor é feita levando em conta uma reabertura maior da economia a partir de abril e o Dia das Mães, que teria beneficiado o varejo físico.
Nas contas da casa, Arezzo, Vivara, Assaí, d1000, Pague Menos e RaiaDrogasil podem apresentar os avanços mais expressivos do setor.
O Ebitda da companhia no período seria de R$ 77 milhões, e o lucro líquido consolidado em R$ 41 milhões, ainda de acordo com a casa.
"Com relação à rentabilidade [da Arezzo], esperamos que a margem bruta permaneça em patamares sólidos, em 52,5%, em função da melhor gestão dos estoques e do impacto positivo da Reserva no mix da companhia".
A XP fala em resultados mistos para o varejo alimentar, com números mais fracos para supermercados, enquanto o atacarejo deve se manter sólido "uma vez que os consumidores continuam comprando no canal".
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"Ao contrário de outras empresas do setor, esperamos ver expansão na margem bruta para 16,5% (+3,0 p.p. A/A) com expansão da margem Ebitda ajustado de 0,9 p.p. A/A para 7,3%, devido à alavancagem operacional", diz a XP.
Para a Vivara, a lucratividade deve ser outro destaque positivo, "já que a margem bruta deve ficar estável em 67,5%, apesar do aumento nos custos das matérias-primas, enquanto o Ebitda ajustado (ex-IFRS) deve ficar em R$ 69 milhões", dizem os analistas.
Para o segmento de farmácias, a grande influência seria a o do reajuste de preços de medicamentos em 8%, na média, segundo os analistas Danniela Eiger, Thiago Suedt e Gustavo Senday.
O grupo acrescenta que as companhias deste segmento têm uma base fraca em relação à rentabilidade, dado que o aumento de preço do ano passado foi postergado para o terceiro trimestre.
A d1000 deve ter prejuízo líquido de R$ 5 milhões, impactado por efeitos fiscais, enquanto a geração de caixa deverá atingir um equilíbrio.
Margem bruta da Pague Menos seria de 30,8% (+1,5 p.p A/A), enquanto a reestruturação interna e a alavancagem operacional devem elevar a margem Ebitda para 5,9% (+1,2 p.p A/A). A XP projeta lucro líquido de R$ 41 milhões.
A XP fala em expansão de 0,7 p.p A/A da margem bruta da RD, com o ganho de estoque e o reajuste de preços mais que compensando a maior penetração do canal online. A margem Ebitda deve alcançar 7,8% (+2,9 p.p. A/A) devido à alavancagem operacional.
Um dos maiores destaques da pandemia, o segmento de e-commerce deve apresentar resultados sólidos, apesar da forte base de comparação.
A XP fala em crescimento do canal online na base anual, mas desacelerando quando comparado aos trimestres anteriores.
Segundo os analistas da casa, a Via será o destaque positivo, principalmente devido à aceleração do crescimento do seu marketplace, enquanto Mosaico deve ser o destaque negativo por conta de "condições desafiadoras no trimestre".
"Apesar da forte base para o e-commerce, estimamos um crescimento do GMV de +21% A/A (vs. +123% no 1T21), fortalecido pela aceleração do marketplace (+65% A/A), enquanto o 1P (estoque próprio) deve desacelerar para +12% A/A".
A companhia continua expandindo seu marketplace através da adição de novos sellers e de incentivos comerciais, lembra a XP.
A expectativa é de uma margem bruta estável, enquanto a margem Ebitda ajustada deverá se expandir em 1,4 p.p. devido à alavancagem operacional.
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