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Desde 2018, ano das eleições presidenciais, o papel da única fábrica de armamentos listada na B3 acumula alta de mais de 700%
Após os decretos do presidente Jair Bolsonaro que ampliaram o acesso a armas e munições, as ações da Taurus (TASA4) tiveram uma forte alta nesta quarta-feira (17), fechando com valorização de 14,83%, a R$ 21,76.
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As ações da única fábrica de armamentos listada na B3 acumulam valorização de mais de 270% nos últimos seis meses. Desde 2018, ano das eleições presidenciais, o papel registra ganho de mais de 700%.
A chegada de Bolsonaro ao poder já atuou tanto para o lado positivo quanto para o negativo para a empresa de armas. Enquanto a eleição fez os papéis darem um salto, a iniciativa de zerar o imposto para a importação de revólveres e pistolas derrubou o preço das ações. O decreto, contudo, foi suspenso pelo Supremo Tribunal Federal.
Isso se dá por conta da expansão que a Taurus deve encontrar no mercado nacional. Atualmente, a empresa tem como seu grande foco a exportação para os Estados Unidos, mas com a chegada de Joe Biden à presidência, novas restrições à compra de armas devem ser implementadas.
Enquanto isso, o governo brasileiro coloca decretos que aumentam de quatro para seis o número de armas que o cidadão comum pode possuir. Além disso, o governo também permitiu que atiradores adquiram até 60 armas, e caçadores, 30, sem necessidade de autorização do Exército. Os valores representam o dobro do que era permitido pelo decreto anterior.
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De acordo com Márcio Lórega, analista técnico da Ativa Investimentos, os investidores devem prestar atenção às notícias relacionadas ao governo, já que neste momento, o fluxo de notícias está positivo.
"Mas os investidores que se posicionam neste ativo devem ficar atentos aos riscos envolvidos, pois qualquer interferência (derrubada de decreto ou pressão contrária da população) pode levar a uma mudança rápida de cenário", diz o analista.
Pela parte da análise técnica, Lórega disse que "o ativo está superando a importante resistência na faixa de R$ 21, e já busca a região dos R$ 22. Caso supere essa faixa de preço, vamos a R$ 23,50/R$ 25, o que remete aos preços de 2013/2014 (região de forte resistência)."
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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