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Forte demanda por papéis do clube de assinaturas de aplicativos mostra o interesse dos investidores por empresas de tecnologia
Provando que empresas de tecnologia tem espaço na B3, as ações da Bemobi Mobile (BMOB3) estrearam no mercado com forte alta nesta quarta-feira (10).
Por volta das 11h25, os papéis do clube de assinaturas de aplicativos subiam 6,82%, a R$ 23,50, depois de dispararem mais de 20% no começo do pregão. Contudo, o jogo virou. Às 15h38, as ações da Bemobi caíam cerca de 0,27%, cotadas a R$ 21,94. Acompanhe a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.
A empresa movimentou R$ 1,094 bilhão em uma oferta pública de distribuição primária e secundária de ações (IPO, na sigla em inglês). A ação foi precificada a R$ 22,00.
Assim como muitas das novatas, a Bemobi tem uma frente de atuação financeira, com a venda de recarga com pagamento eletrônico. Mas o principal negócio da empresa é o de venda de assinaturas de apps e jogos - com 200 parceiros de conteúdo, incluindo Disney.
A chegada da Bemobi à B3 ocorre num momento em que os investidores brasileiros estão mais propensos a olhar para empresas fora dos segmentos tradicionais da bolsa, como commodities e bancos.
A queda dos juros a patamares mínimos forçou a busca por rentabilidade. E a onda de IPOs que se formou no ano passado permitiu aos investidores irem atrás de outras teses de investimentos, para além dos mercados tradicionais.
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Estes dois fatores colaboram muito para que empresas do ramo de tecnologia se sintam estimuladas a listar ações na B3. Antes, elas acabavam indo para Nova York, mercado em que estes tipos de negócios não são novidade e tem demanda.
O apetite por nomes de tecnologia ficou claro na semana passada, quando os papéis da Mosaico (MOSI3) dispararam 97% na estreia da empresa na bolsa. A Mobly (MBLY3), que estreou no mesmo dia, subiu 25%.
Antes de ambas, o desempenho de companhias como Méliuz, Enjoei e Locaweb evidenciaram o interesse do investidor pelas novas techs.
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