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O Orçamento e a paralisação da vacinação também devem ser sentidos pelos investidores
O dia começa com uma corrida com mais fôlego do que o pregão de ontem. Se o investidor estava à deriva, sem muitos indicadores para apontar o caminho das bolsas, hoje a pista está mais bem traçada para caminhar.
Os principais índices mundiais reagiram positivamente à ata do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) que irá manter a sua política de incentivos monetários de compra de ativos. Maiores expectativas ficam para a fala de Jerome Powell, presidente da instituição, no início da tarde de hoje. Veja na agenda do dia mais abaixo.
Mas os buracos no caminho para o investidor brasileiro devem ser um obstáculo a ser superado. O jantar com aliados do presidente Jair Bolsonaro ainda precisa ser avaliado com mais cautela e os debates sobre o Orçamento de 2021 seguem como um problema que já se arrasta por quase cinco meses.
Nesse cenário, o índice futuro do Ibovespa opera em alta de 0,21% e toca os 118 mil pontos, a 118,168, por volta das 9h30. O dólar à vista engata a trajetória de queda e recua 0,20%, a R$ 5,601 no mesmo horário.
Confira esses e outros destaques para o esta quinta feira (08):
O Ibovepsa fechou o pregão de ontem por um triz de receber um golpe de misericórdia para cair. O principal índice da bolsa brasileira fechou o dia em leve alta de 0,11%, aos 117.623 pontos. Já o dólar à vista avançou 0,78%, a R$ 5,643. O leilão dos aeroportos foi uma das notícias que aumentaram as expectativas, mas a fala do presidente Jair Bolsonaro sobre mais interferências na Petrobras fez a bolsa balançar.
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Um assunto que não deve sair do radar por um bom tempo é o debate sobre o Orçamento para 2021. Na tarde de ontem, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que "tecnicamente o orçamento não tem problema. Absolutamente, nem para o Presidente nem para os órgãos que dele precisam para fazer a política pública se desenvolver no ano de 2021".
De acordo com o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), há elementos de "densa relevância" para a análise da Corte de Contas, mas pede uma série de informações ao Ministério da Economia e à Casa Civil. A discussão segue judicializada pela possibilidade de pedalada fiscal que o projeto de lei orçamentária pode proporcionar.
O Orçamento para este ano, entretanto, já conta com quase cinco meses de atraso.
O presidente Jair Bolsonaro se reuniu na noite de ontem para um jantar com empresários, que incluía nomes importantes como Rubens Omeo (Cosan), Paulo Skaf (Fiesp), Claudio Lottenberg (Albert Einstein), André Esteves (BTG Pactual), Davi Safra (Safra) e Luiz Carlos Trabuco (Bradesco).
Do lado do governo, participaram Roberto Campos Neto, presidente do BC, Tarcísio Freitas (infraestrutura), Onyx Lorenzoni (secretaria geral da presidência), Fábio Faria (deputado federal) e Marcelo Queiroga (ministro da Saúde).
Pouco ou quase nada se falou da carta assinada por empresários, banqueiros e ex-ministros da Economia endereçada ao Palácio do Planalto. Durante o evento, Guedes enfatizou a necessidade de acelerar a vacinação e o presidente da República afirmou que “Imagina se o Haddad tivesse ganhado a eleição? O Brasil teria afundado, tinha virado o caos social”.
Após 80 dias do início da Campanha Nacional de Imunização (CNI), apenas 10% da população brasileira recebeu pelo menos a primeira dose da vacina contra o coronavírus. E a produção da Coronavac foi paralisada ontem, de acordo com informe do Instituto Butantã, devido a falta de insumos.
A vacinação em massa é a única saída para a retomada da vida normal e, consequentemente, da volta da economia, como afirmam diversos especialistas da área. Os temores gerais são de que, com o atraso na imunização, o Brasil demore a retomar as atividades.
Os principais índices da Ásia fecharam em alta, após o Federal Reserve sinalizar, por meio da ata da reunião do Fomc (o Copom americano), divulgada na tarde de ontem, que manterá sua postura acomodatícia pelo tempo que for necessário. Isso inclui estímulos ao crescimento e compra de ativos, o que é bem visto por investidores internacionais.
Enquanto isso, as bolsas da Europa operam sem direção definida. Apesar da ata do Fed vir positiva, dados sobre a economia da região não estão sendo bem recebidos pelos investidores.
E os futuros de Nova York caminham para um dia de ganhos, com otimismo com a queda nos juros futuros dos Treasuries, os títulos do Tesouro norte-americano, que influenciam diretamente os índices.
Confira os principais eventos e indicadores divulgados no dia de hoje:
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