Na mesa com os grandes: Warren Buffett se torna membro do clube dos US$ 100 bilhões
Na lista estão nomes conhecidos como Mark Zuckerberg, Jeff Bezos, Bill Gates, Bernard Arnault e Elon Musk

Imagine chegar aos 90 anos com uma fortuna de mais de US$ 100 bilhões de dólares. Esse é o gosto que Warren Buffett está sentindo agora.
Nos últimos anos ele caiu nessa lista conforme sua fortuna ligada à empresas de tecnologia disparavam e sua mão quente esfriava. Mas o bilionário não se deu por vencido e agora voltou ao grupinho mais seleto entre os escolhidos.
[captacao]
A riqueza do chairman da Berkshire Hathaway Inc. saltou para US$ 100,4 bilhões, de acordo com o Bloomberg Billionaires Index. Isso torna Buffett o sexto membro do clube de US$ 100 bilhões, um grupo que inclui Mark Zuckerberg (US$ 101 bilhões), Bernard Arnault (US$ 122 bilhões), Bill Gates (US$ 138 bilhões), Elon Musk (US$ 173 bilhões) e Jeff Bezos (US$ 180 bilhões).
Histórico
As fortunas combinadas do clã cresceram rapidamente, alimentadas pelo estímulo do governo, pela política do banco central e pelo mercado de ações em alta. Na quarta-feira, 10 de março, o projeto de lei anti-covid-19 de US$ 1,9 trilhão do presidente Joe Biden superou seu obstáculo final no Congresso, somando-se aos US$ 3 trilhões em estímulos que Washington já desembolsou ao longo de 2020.
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A Berkshire, a fonte de praticamente toda a riqueza de Buffett, teve um forte início em 2021. As ações da empresa subiram 15% este ano, superando o ganho de 3,8% do índice S&P 500. Isso foi ajudado pela recente pressão de Buffett para gastar quantias recordes comprando de volta as próprias ações da Berkshire, uma mudança notável para um investidor que preferiu usar a pilha de US$ 138 bilhões em dinheiro para adquirir outras empresas ou ações ordinárias.
Buffett tem lutado nos últimos anos para encontrar negócios consideráveis para estimular o crescimento da Berkshire, em parte devido ao tamanho do conglomerado. Isso fez com que as ações tivessem um desempenho inferior ao S&P 500 nos últimos cinco anos. Mas em 2020, Buffett gastou um recorde de US$ 24,7 bilhões em recompras e os registros indicam que ele já adquiriu pelo menos US$ 4,2 bilhões em ações até meados de fevereiro.
"Seu aquecimento para a recompra de ações foi claramente bem-visto pelos investidores", disse Matthew Palazola, analista da Bloomberg Intelligence, que também observou que os temores do ano passado sobre o impacto inicial da pandemia no grupo foram exagerados. "A força do portfólio de ações da Berkshire, especificamente a Apple, foi um grande contribuinte para o valor contábil", disse ele.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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