Menu
2021-03-23T09:36:24-03:00
Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
selic ainda vai subir

Mesmo com pandemia, Copom vê necessidade de ajuste ‘mais célere’ do grau de estímulo monetário

Choque positivo da demanda e riscos fiscais de curto prazo são responsáveis por contaminar expectativas de inflação, diz ata

23 de março de 2021
9:36
Banco Central Copom Selic Crise
Fachada da sede do Banco Central (BC) em São Paulo - Imagem: Shutterstock

Na decisão de elevar a taxa básica de juros, a Selic, a primeira alta em seis anos, o Comitê de Política Monetária (Copom) viu que a combinação de choque positivo da demanda e riscos fiscais de curto prazo resultaram na reversão das expectativas de inflação, exigindo um ajuste “mais célere do grau de estímulo”, mesmo que a pandemia demonstre sinais de agravamento.

Os integrantes do Comitê avaliaram que há um choque positivo de demanda atuando na economia, o que está ajudando a puxar a inflação para cima. Eles chegaram a esta conclusão após avaliarem que a normalização das cadeiras produtivas está demorando para se materializar, segundo a ata da reunião da semana passada, em que a Selic foi elevada em 0,75 ponto percentual (p.p.), a 2,75% ao ano.

Eles destacaram ainda os riscos fiscais de curto prazo, que seguem elevados devido ao agravamento da pandemia, implicando um viés de alta nas projeções de inflação, também afetando “o grau apropriado de estímulo monetário”.

Para diversos membros, essas pressões sendo observadas neste começo de ano podem contaminar as expectativas de inflação para 2022, “gerando risco de uma desancoragem das expectativas no horizonte relevante de política monetária”, por mais que eles próprios considerem que os choques atuais são temporários.

“Todos esses fatores contribuíram para uma postura mais assertiva na condução da política monetária”, diz trecho da ata do encontro. “Esse ajuste mais célere do grau de estímulo é compatível com o cumprimento da meta no horizonte relevante mesmo em um cenário de aumento temporário do isolamento social.”

Segundo semestre melhor

Os membros do Copom trataram ainda da trajetória da economia na reunião da semana passada.

Para eles, os últimos dados indicam que o país está em trajetória de retomada, mas que a piora da pandemia pesará sobre a atividade, indicando que “há bastante incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia no primeiro e segundo trimestres deste ano”.

Ainda assim, o Copom não demonstra preocupação quanto à situação, avaliando que a economia não deve piorar na mesma proporção do que o visto em 2020. A expectativa é de uma recuperação rápida da economia a partir do segundo semestre.

“Para o Comitê, o segundo semestre do ano pode mostrar uma retomada robusta da atividade, na medida em que os efeitos da vacinação sejam sentidos de forma mais abrangente”, diz trecho da ata.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

Carteira digital

PicPay entra com pedido de IPO na Nasdaq

Aplicativo atingiu recentemente a marca de 50 milhões de usuários, mas crescimento veio acompanhado de um prejuízo de mais de R$ 800 milhões só no ano passado

Mercados hoje

Bolsas sobem em Nova York após dois dias de queda; índice de empresas brasileiras avança apesar do petróleo

Otimismo com retomada da economia norte-americana impulsiona bolsas. A maior surpresa do dia é o Nasdaq, que sobe mesmo com o peso das ações da Netflix

O varejo ferve

Renner mira compra da Dafiti com recursos da oferta de ações

Varejista anunciou captação de até R$ 6,5 bilhões na bolsa e pode usar os recursos para fazer uma proposta pelo e-commerce de moda

Pouso forçado

Demanda por voos deve encerrar o ano em menos da metade do nível pré-pandemia

O prejuízo total das companhias aéreas em 2021 deve ficar entre US$ 47 bilhões e US$ 48 bilhões, de acordo com a ação Internacional de Transporte Aéreo (Iata)

Agora vai?

Governo vai reduzir valor de arrecadação por áreas “micadas” do pré-sal em novo leilão

A arrecadação que o governo pretende receber pela exploração de dois campos do pré-sal foi reduzida em R$ 25,5 bilhões; novo leilão deve acontecer em dezembro

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies