James Webb nos ares: o que o novo telescópio da Nasa lançado hoje representa para a corrida espacial?
Foram 25 anos de testes e um investimento de cerca de US$ 10 bilhões para criar um telescópio ultra moderno de 24m e 6,5 toneladas

O lançamento do ultra moderno telescópio James Webb é o marco do momento para a corrida espacial mundial. Ele substituirá o antigo e famoso Hubble após mais de dez anos de serviço observando as estrelas.
O James Webb foi lançado na manhã deste sábado (25) da base aérea de Kourou, na Guiana Francesa. A previsão é que o novo observatório chegue em aproximadamente duas semanas ao local onde ficará orbitando o Sol, a pouco mais de 1,5 milhão de quilômetros da Terra.
[captacao]
Dimensões do James Webb
Foram 25 anos de testes e um investimento de cerca de US$ 10 bilhões, financiados pela agência espacial norte-americana (Nasa) e europeia (ESA). O telescópio recebeu o nome do gerente da Nasa, James E. Webb, morto no lançamento do foguete Apollo 1.
O telescópio tem o tamanho de uma quadra de tênis (cerca de 24m) e pesa 6,5 toneladas. Ele conta com sensores infravermelhos para conseguir detectar as galáxias mais antigas do universo, que emitem ondas com esse tipo de frequência.
Corrida espacial 2.0
Esse telescópio da Nasa será utilizado para observação e estudo do tão vasto universo que conhecemos. Entretanto, esse foi um importante passo na corrida espacial, que ganhou contornos mais específicos e chamou a atenção dos bilionários em 2021.
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Em novembro deste ano, Jeff Bezos teve mais uma derrota para o fundador da Tesla, Elon Musk, em uma disputa pela corrida espacial envolvendo o Tribunal de Reivindicações Federais dos Estados Unidos e a própria Nasa.
Bezos é conhecido por ser um dos fundadores da Amazon, mas também tem debaixo do seu guarda-chuvas a Blue Origin, empresa de táxi espacial que pretende fazer viagens para outros planetas por um preço acessível. Com o mesmo propósito, Musk fundou a SpaceX.
A briga foi motivada por um contrato de US$ 2,89 bilhões para a construção de um sistema de pouso na Lua concedido à SpaceX, de Elon Musk, no início deste ano. Descontente com a decisão da agência espacial norte-americana, a Blue Origin alegou que o processo era uma tentativa de “remediar falhas fundamentais” na operação.
De qualquer forma, ambos devem se beneficiar das descobertas que o James Webb fizer quando atingir seu ápice daqui duas semanas. Os sensores super modernos devem nos dar maiores explicações sobre o futuro das viagens espaciais e o comportamento das estrelas e planetas na galáxia.
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