🔴 LIBERADO: ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA –  COMECE A TRANSFORMAR A SUA CARREIRA

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Trabalhadores em falta

Como a falta de bebês na China pode provocar uma crise financeira global

A população da China vem recuando desde 2010, e, com as taxas de natalidade nos menores níveis em 80 anos, o cenário ameaça todo o planeta

Carrinho de bebê vazio
Imagem: Shutterstock

Quem está acostumado a associar a China à política do filho único vai estranhar a afirmação a seguir, mas a próxima crise a ser enfrentada pelo mundo pode estar ligada ao baixo índice de nascimentos no país mais populoso do planeta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As regras que impediam casais de terem mais de um filho foram abandonadas em 2016. Agora, os casais chineses podem ter até três bebês. Contudo, é difícil alterar em uma canetada um costume que durou por cerca de cinquenta anos.

Além disso, os custos para criar uma criança e a mudança cultural do papel social mulheres - que estão cada vez mais focadas em suas carreiras - falam mais alto do que a permissão oficial para reproduzir.

O resultado desse cenário é a taxa de nascimentos mais baixa desde que começou a ser calculada, em 1978. Foram apenas 8,5 nascimentos a cada 1000 pessoas no ano passado, o que também é possivelmente o menor número desde a década de 40.

O problema dos futuros trabalhadores

Se, para as famílias chinesas, a quantidade menor de filhos representa uma economia, para o país esse é um duro golpe na força de trabalho. À medida em que a população envelhece, morre e não é reposta, uma das maiores economias do mundo pode vir a ficar sem trabalhadores no futuro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo dados do Banco Mundial, a população da China entre os 15 e 64 anos vem recuando desde 2010. A queda poderia ser compensada por um aumento na produtividade, mas esse fator também diminuiu bastante nos últimos anos.

Leia Também

FITCH NO BRASIL 2026

CIO da Bradesco Asset vê piora até mesmo no investimento que é o ‘porto seguro’ dos investidores

INVESTIMENTO NO AGRO

Até 97% do CDI, isento de IR e com renda mensal: como funciona o Fiagro do BTG que pode captar até R$ 20 bilhões

Para Caig Botham, economista-chefe da Pantheon Macroeconomics para a China, o país tem de cinco a dez anos até que demografia e redução na produtividade se tornem um grande obstáculo: "As taxas de crescimento que tivemos historicamente não estão voltando". O especialista afirma que, daqui para frente, é "só ladeira abaixo".

Por que isso é um problema para o mundo todo?

Para responder a essa pergunta, é preciso relembrar o peso que o gigante asiático tem na economia mundial. No ano passado, a China foi responsável por mais de 17% do Produto Interno Bruto (PIB) global, enquanto sua participação no comércio total chegou a 15%.

Seja por exportações ou financiamento direto, da África Subsaariana ao Caribe, incluindo o Brasil, muitos países têm seu desempenho econômico intimamente ligado à China. O enfraquecimento da economia do dragão asiático seria um duro golpe para eles.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até mesmo os países desenvolvidos da Europa e dos Estados Unidos não estariam livres do efeito, mesmo que indiretamente. Isso porque um dos principais resultados da crise de mão de obra pode ser o crescimento da inflação mundial.

Inflação é a maior ameaça

Como é possível conferir em uma rápida visita ao comércio - seja de roupas, calçados, itens para casa ou de papelaria, brinquedos e eletrônicos - a China é a "fábrica moderna do mundo". A combinação de seus produtos baratos e baixos salários ajudaram a manter a inflação global baixa e estável nas últimas duas décadas.

Porém, menos trabalhadores disponíveis implicam em salários mais altos. O que seria uma grande vantagem para os chineses, mas, conforme explica Hao Zhou, economista sênior no Commerzbank, "provavelmente traria de volta pressões inflacionárias mais fortes em todo o mundo".

A falta de mão de obra também inviabiliza a projeção de que a China ultrapassará os Estados Unidos como a maior economia do planeta. No ritmo atual, o cenário futuro mais provável se aproxima da situação no Japão, onde o envelhecimento da população desacelerou o crescimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações do Business Insider

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Quatro economistas do BTG Pactual estão sentados em cadeira de madeira. Todos eles vestem terno azul. A mediadora está de lilás. Ao fundo, um painel com o logo Macro Day do BTG Pactual. 31 de agosto de 2026 - 19:01
Bilionária mais jovem do brasil tem herança atrelada à WEG. 31 de agosto de 2026 - 13:05
geraldo alckmin no macro day 2026 31 de agosto de 2026 - 12:30
Imagem gerada por inteligência artificial mostra um prédio, uma casa, moedas e uma ampulheta, representando o rendimento em aluguéis ou fundos imobiliários ao longo do tempo 31 de agosto de 2026 - 8:16
Pé-de-Meia: programa federal que financia a permanência de estudantes no ensino médio público 31 de agosto de 2026 - 5:06
Egas Moniz nobel 30 de agosto de 2026 - 10:03
bolsa família 30 de agosto de 2026 - 7:07
naval ravikant guru Vale do Silício 29 de agosto de 2026 - 15:15
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar