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Com a ‘onda verde’ dos investimentos, comprar ações do setor de óleo e gás soa como ofensa para alguns. Mas há oportunidades nas petroleiras
Você pode não ter sentido porque aconteceu bem longe do Brasil, mas um terremoto abalou o ambiente das companhias de óleo e gás nos últimos dias.
Em uma decisão inédita no mundo corporativo, um tribunal holandês ordenou que a petroleira Shell corte suas emissões de carbono em pelo menos 45% até 2030, colocando uma sombra sobre o setor.
Será que outras companhias sofrerão sanções parecidas? Será que o fim está chegando para aquelas que um dia foram as estrelas do mercado financeiro?
Para falar a verdade, eu não tenho a menor intenção de adivinhar como será o mundo em 2030 – aliás, se você desse uma olhada no meu histórico de desempenho no bolão dos jogos da Copa, ia ver que minha capacidade de previsão é péssima.
Mas isso não quer dizer que não podemos fazer algumas observações pertinentes.
Para começar, apesar dessa decisão inédita do tribunal holandês, a pressão sobre as petroleiras não é algo tão recente.
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Há muito tempo essas companhias já eram o alvo predileto de ativistas preocupados com as mudanças climáticas.
Mas nos últimos anos essas preocupações pararam de se restringir ao ambiente de ONGs e começaram a ser levadas em consideração no processo decisório no mundo financeiro também.
Hoje já tem muito fundo que prefere ficar de fora de companhias rentáveis e baratas pelo simples fato de que elas não estão comprometidas com a sustentabilidade ambiental, social ou com boas práticas de governança corporativa.
Um bom exemplo é a JGP, uma das gestoras que eu mais admiro, que criou recentemente o fundo temático JGP ESG, focado justamente nesse tipo de preocupação. Mas esse é apenas um dos vários fundos temáticos criados para satisfazer os anseios de investidores que se dizem "preocupados com o bem-estar social".
Você pode concordar com esse discurso "mais responsável" ou achar que ele não passa de "história para boi dormir", como dizia a minha avó.
O fato é que isso tem impacto relevante no preço dos ativos.
É a lei da oferta e demanda agindo mais uma vez. Se menos pessoas se interessam por um determinado setor, a balança pende para o lado da oferta e os preços tendem a se estabilizar em patamares mais baixos.
E à medida que vemos notícias como essa da Shell, mais e mais investidores passam a evitar o setor.
Não é à toa que a Petrobras e a Vale (que, convenhamos, também não está em um setor muito popular em termos ambientais) negociam por cerca de cinco vezes seus lucros esperados para 2022. Isso significa que, nessa toada, o lucro acumulado dessas companhias conseguiria superar o valor investido nelas em cinco anos.
Eu realmente não sei se em 2035 estaremos todos andando em carros elétricos e morando em prédios "eco-friendly" com estruturas de bambu e que não utilizam mais aço para ficar de pé.
Mas com múltiplos tão baixos e mais alguns anos de bons resultados pela frente até que o mundo consiga se adaptar às mudanças, é pouco provável que quem compre as ações por preços tão baixos não consiga um bom retorno nesses investimentos.
Não à toa a VALE3 está em várias séries da Empiricus e a PETR4 é uma das grandes apostas do FIRE.
Mas é sempre importante lembrar que produtor de petróleo não é tudo a mesma coisa, como costuma se pensar por aí.
Enquanto algumas companhias continuam tentando encontrar novos poços como se estivéssemos num mundo no qual não houvesse preocupações ambientais, outras companhias começaram a focar num segmento que deve se beneficiar do aumento das restrições: o redesenvolvimento de campos maduros.
Em vez de procurarem novas áreas para explorar, essas companhias tentam prolongar ao máximo a expectativa de vida útil de poços que já estão em produção ou que inclusive já foram abandonados. O resultado dessa abordagem é basicamente o mesmo da reciclagem: diminui drasticamente a necessidade de novas perfurações e também o desperdício de recursos naturais.
Com a perspectiva de restrições cada vez mais severas à atividade de exploração e de novas perfurações, é de se esperar que a atividade de redesenvolvimento de campos existentes ganhe cada vez mais importância nos próximos anos.
Aqui no Brasil, temos duas companhias focadas nesse tipo de atividade — Petrorecôncavo (RECV3) e 3R Petroleum (RRRP3). Gostamos das duas, mas vemos mais potencial em uma delas, que inclusive faz parte da série Oportunidades de Uma Vida.
Se quiser conferir os detalhes, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a próxima!
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