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Depois do resultado difícil da Via no terceiro trimestre, Via pode se tornar uma nova Magalu?
Todo mundo quer encontrar o novo Magazine Luiza da bolsa: uma ação baratinha, meio largada às traças — e que esteja às vésperas de uma valorização alucinante.
É claro que o salto do Magalu não ocorreu por acaso. A empresa apostou nas vendas digitais numa época em que ninguém pensava nisso; a estratégia deu certo e quem percebeu o que estava para acontecer, ganhou muito dinheiro.
Dito isso, águas passadas não movem moinhos — é preciso achar uma nova mina de ouro. Só que, muitas vezes, o mercado troca os pés pelas mãos nessa busca.
Uma das candidatas clássicas ao posto é a Via; o raio dos ganhos desenfreados na bolsa cairia pela segunda vez sobre uma varejista, desta vez sobre a dona das Casas Bahia e do Ponto Frio.
Os defensores da Via sempre tiveram argumentos na ponta da língua: a empresa tem marcas consolidadas no mercado e muito espaço para desenvolver seus canais de e-commerce, que ficaram parados no tempo. As ações são um canhão prestes a disparar.
Só que a disparada iminente nunca aconteceu, pelo menos não para quem esperava pelo Magazine Luiza 2.0. A crença na tese, sozinha, não foi suficiente para concretizá-la — não há profecia autorrealizável no mercado.
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É verdade que a Via teve uma evolução notável em seu e-commerce, dando um salto de escala num período relativamente curto. Mas não é fácil sustentar um crescimento forte no e-commerce e nas lojas físicas, simultaneamente, num mercado com concorrentes de peso.
O balanço da Via no terceiro trimestre foi um golpe duro em quem apostava que a empresa seria o novo Magalu, tanto no lado operacional quanto no front do desempenho das ações. Muitos analistas mostraram-se decepcionados com o que viram, cortando suas projeções para a empresa.
Na sua coluna desta sexta-feira, o Ruy Hungria comenta sobre a mudança de visão do mercado em relação à Via e a forte baixa pós-balanço nos papéis da empresa. Recomendo a leitura!
ESQUENTA DOS MERCADOS
Bolsa brasileira caminha para semana positiva à espera de dados do setor de serviços e relatório de emprego nos EUA. Ainda hoje, os balanços do dia devem movimentar os negócios mais uma vez, com Cogna, Cosan, CVC, Enjoei, Saraiva e outras empresas divulgando os resultados do terceiro trimestre.
LU DECEPCIONOU?
E-commerce do Magazine Luiza (MGLU3) segue crescendo, mas lojas físicas não acompanham e lucro líquido da varejista recua 30% no terceiro trimestre. Quem esperava um crescimento mais sólido que o da rival Via (VIIA3) se decepcionou ao encontrar sinais negativos em diversas linhas do balanço divulgado hoje.
A DONA DA BOLSA
Receita menor e alta tímida no lucro: confira os destaques da B3 (B3SA3) no terceiro trimestre. Apesar da queda na receita líquida, o número de investidores da bolsa brasileira cresceu 33,5% no período e chegou a 3,3 milhões.
MOVIMENTO VOLTANDO
Lucro da CCR cresce 53% no 3º trimestre. Concessionária foi beneficiada pela recuperação do tráfego nas rodovias com a gradual retomada da atividade econômica devido ao arrefecimento da pandemia.
PREJUÍZO MENOR
IRB tem prejuízo de R$ 155 milhões no 3º trimestre. Resultado líquido contábil da resseguradora foi negativamente impactado pelos “negócios descontinuados”.
CRÉDITO ESPECIAL
Com remanejamento no Orçamento, Congresso garante verba R$ 9,36 bilhões para Auxílio Brasil. O montante, originalmente previsto para o finado Bolsa Família, garantirá um reajuste de quase de 18% no novo programa social.
Um ótimo fim de semana!
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua manhã". Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
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