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A pulga atrás da orelha do Sr. Mercado: afinal, quando o Fed vai retirar os estímulos?

Os eventos reservados para amanhã podem enfim responder à questão que assombra os investidores há meses

26 de agosto de 2021
19:19 - atualizado às 13:57
FED Assombração Fantasma Mercados Gráfico Federal Reserve Jerome Powell bolsa
Imagem: Shutterstock, com intervenção de Andrei Morais

A véspera de sexta-feira teve um gostinho diferente para o mercado financeiro global hoje (26). Mais do que a ansiedade pelo sempre aguardado fim de semana, os eventos reservados para amanhã podem enfim responder à questão que assombra os investidores há meses — quando o Federal Reserve irá começar a reduzir o ritmo da recompra de ativos?

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As pistas estão sendo colecionadas há algum tempo. Na ata da última reunião do Fed, ficou claro que não existe consenso entre os dirigentes, visão que é reforçada cada vez que um deles faz um pronunciamento, mas as conversas convergem para uma redução ainda este ano. 

Amanhã, o tradicional simpósio de Jackson Hole, que reúne as principais autoridades monetárias do mundo, ficará marcado pelo discurso de Jerome Powell, presidente do Fed. Hoje, Esther George, James Bullard e Robert Kaplan, dirigentes do banco central americano, defenderam a retirada dos estímulos, aumentando a expectativa pelas palavras do chefe da autoridade monetária.

Ainda que Powell não anuncie o início da retirada dos estímulos, suas palavras serão observadas atentamente em busca de pistas e, por isso, o mercado entrou em compasso de espera.

As bolsas americanas, que renovaram máximas nos últimos dias, voltaram a recuar. Um ataque terrorista em Cabul, no Afeganistão, voltou a elevar a tensão no Oriente Médio e se refletiu no preço do petróleo.

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No Brasil, muito se falou ao longo do dia a respeito da crise em Brasília, mas quase nenhuma mudança no cenário foi sentida. O ministro da Economia, Paulo Guedes, segue defendendo o parcelamento do pagamento de precatórios, e Arthur Lira, presidente da Câmara, reforçou o seu compromisso com as reformas que estão travadas no Congresso.

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Diante do complicado cenário doméstico e após dois dias de alta, o Ibovespa recuou com mais força do que seus pares internacionais, fechando o dia em queda de 1,79%, aos 118.723 pontos. Amparado pela perspectiva de alta da Selic por aqui, o dólar à vista fechou longe das máximas, mas avançou 0,87%, a R$ 5,2568.

A cautela na bolsa e no câmbio desviou do mercado de juros hoje. Seguindo o mesmo roteiro dos últimos dias, a antecipação dos leilões pelo Tesouro e a redução da oferta de prefixados trouxeram estabilidade aos principais contratos de DIs.

E vem mais oferta de ações por aí! Hoje a Sinqia anunciou que pretende levantar R$ 275 milhões em nova oferta para financiar seus planos de expansão. Já a empresa de cosméticos Coty, dona das marcas Monange, Risqué e Bozzano, engrossa a lista de companhias que entraram com pedido de IPO na CVM.

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Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, incluindo os principais destaques do pregão e as ações com o melhor e o pior desempenho.

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FIM DO IMBRÓGLIO
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