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Os próximos dias prometem ser movimentados para o mercado financeiro. A agenda está cheia, e os investidores devem se manter atentos às divulgações de índices de atividade, PIB e o principal relatório do mercado de trabalho nos Estados Unidos (payroll), mas a semana começou morna para o Ibovespa.
As bolsas americanas voltaram a renovar recordes, e o dólar à vista recuou 0,12%, a R$ 5,1893, ainda ecoando o discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, na última sexta-feira. Já a bolsa brasileira voltou a apresentar comportamento contrário ao de Wall Street, com uma queda de 0,78%, aos 119.739 pontos, devolvendo parte dos ganhos da última semana.
Para os analistas, sem nenhum fator relevante que possa impulsionar os ativos, a tendência que permanece é a de queda, já que o cenário doméstico segue complicado. A indefinição em torno do orçamento do próximo ano e a movimentação política do presidente Jair Bolsonaro antes do feriado de 7 de setembro causam desconforto, mas hoje a crise política teve uma outra cara no noticiário.
A informação de que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil poderiam deixar a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) após a entidade assinar um manifesto que traria críticas ao governo e cobraria harmonia entre os Poderes gerou ainda mais tensão no mercado.
Em nota, a Febraban esclareceu que o texto em questão não continha ataques ao governo ou oposição à atual política econômica. "O manifesto pedia serenidade, harmonia e colaboração entre os Poderes da República e alertava para os efeitos do clima institucional nas expectativas dos agentes econômicos e no ritmo da atividade", disse a entidade, em nota.
O racha no setor financeiro deve levar a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), idealizadora do documento, a rever o texto, mas a declaração da Febraban foi suficiente para garantir algum alívio nos juros, que embutem o risco da crise político-fiscal.
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A divulgação do déficit de R$ 19,829 bilhões do governo central em julho, bem abaixo da mediana das expectativas, também ajudou os principais contratos de DI a terem um dia de alívio, ainda que a crise hídrica traga uma piora de perspectivas para a inflação.
No noticiário corporativo, os destaques principais ficaram com o otimismo dos analistas com as ações da novata Multilaser (MLAS3) e as novas aprovações de processos pendentes feitas pelo Cade.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta segunda-feira, incluindo os principais destaques do pregão e as ações com o melhor e o pior desempenho.
À ESPERA DA VIRADA
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