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O Federal Reserve deu os primeiros sinais de que a redução de estímulos monetários pode começar já neste ano — e, em condições normais, essa seria a grande notícia da semana.
Mas os últimos dias não foram exatamente comuns. Se é verdade que o Ibovespa subiu hoje, acompanhando o bom humor global, também é verdade que, no restante da semana, o clima foi muito pesado por aqui.
A alta de 0,76% registrada nesta sexta-feira, aos 116.040 pontos, nem de longe apagou as perdas do começo da semana. O Ibovespa ainda amargou uma queda de 2,59% nos últimos cinco pregões — e virou para o campo negativo no saldo do ano.
Sendo assim, é preciso ir com calma antes de comemorar o bom desempenho de hoje. Entre os analistas, o consenso é o de que o mau humor que tomou conta dos mercados globais nesta semana está longe de terminar.
Lá fora, a variante delta traz incerteza às grandes economias e a redução de estímulos no horizonte deve continuar inspirando cautela. E, por aqui, as coisas são ainda mais complicadas.
A reforma do Imposto de Renda foi adiada mais uma vez e deve sofrer novas mudanças, travando outras pautas no Congresso — e sem qualquer garantia de aprovação.
A PEC dos Precatórios voltou a ser enfaticamente defendida por Paulo Guedes, sendo motivo de preocupação no mercado: para o ministro, ou os R$ 90 bilhões são excluídos do teto de gastos, ou elimina-se o limite.
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Nesse cenário conturbado, um alinhamento entre Legislativo, Executivo e Judiciário seria o ideal. Mas isso dificilmente deve acontecer nas próximas semanas: o presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Congresso o pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes.
O resultado, como não poderia deixar de ser, é o aumento da incerteza para o investidor e a elevação da volatilidade para os negócios.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta semana, incluindo os principais destaques do pregão e as ações com o melhor e o pior desempenho no período.
AGORA VAI?
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ENQUANTO ISSO, EM BRASÍLIA
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