Bolsa hoje: sinais de aperto monetário nos EUA e atenção aos desdobramentos de Brasília
Mercados não reagem bem a ata do Fed sobre sua última reunião; no Brasil ficamos à espreita dos desdobramentos políticos e agenda de reformas

Depois de muito aguardarmos, finalmente pudemos ler as atas do Federal Reserve dos EUA sobre sua última reunião, com a possibilidade de reduzir as compras de títulos confirmada e o mercado segue reagindo. Faz sentido o Fed comprar menos títulos, uma vez que a liquidez hoje é menos necessária. Isso não significa, entretanto, uma perda de tração, mas, sim, uma redução das medidas radicais elaboradas no pior momento da crise no ano passado. Logo, se o Fed está equilibrando a oferta e a demanda por liquidez, a redução das compras de títulos não deve alterar as expectativas de crescimento.
Os mercados acabaram não reagindo tão bem. A maioria das Bolsas asiáticas fechou em queda nesta quinta-feira (19). Agora, já pela manhã, a Europa segue pelo mesmo caminho, realizando lucros e ajustando a expectativa para um mundo desenvolvido com um pouquinho mais de aperto monetário.
Os futuros americanos também parecem seguir a mesma trajetória, caindo consideravelmente esta manhã. O Brasil corre o risco de acompanhar a tendência dos países desenvolvidos.
A ver...
E adiou de vez... mais uma vez
Depois de adiar novamente a votação do texto sobre a reforma do Imposto de Renda, o deputado Celso Sabino (PSDB-PA), relator da proposta, já iniciou as negociações para redigir um novo relatório (sim, mais um) para o projeto de lei (PL).
Ele se reuniu com o secretário da Receita Federal, José Tostes, participou de discussão na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara e se reuniu com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL) – aparentemente, ainda não foi construído um ambiente amplamente favorável e alinhado com a reforma.
Leia Também
Sem perspectivas para uma das reformas mais aguardadas do segundo semestre, o investidor começa a perder gatilhos macroeconômicos importantes.
Enquanto isso, para piorar um pouco o clima político, Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, disse que deve apresentar o relatório até a segunda quinzena de setembro, acentuando a tensão em Brasília.
O mercado fica apreensivo, aguardando eventualmente falas de Paulo Guedes ou de Roberto Campos Netos (ambos aguardados para se pronunciarem hoje), de modo a recuperar um pouco das perdas recentes; afinal, saímos de 130 mil pontos para a casa dos 116 mil pontos no decorrer de algumas semanas.
O momento demanda atenção, na expectativa de uma maior aderência dos ativos financeiros aos fundamentos – o resultado das empresas não conversa com as sucessivas quedas do Ibovespa. Confira como foi o fechamento do mercado na última quarta-feira (17).
Is it taper time?
De acordo com a ata da reunião de 27 a 28 de julho, a maioria dos membros do Fed disse que poderia ser apropriado começar a reduzir o ritmo de compras de ativos este ano, comentando que as condições econômicas e financeiras provavelmente justificariam uma redução. Ninguém esperava algo diferente, mas isso ainda consegue fazer preço – a autoridade monetária americana tem sido extremamente cautelosa em sua comunicação e bem gradual na condução de política monetária.
O aperto começaria com a desaceleração das compras de US$ 120 bilhões por mês do banco central, o processo chamado de “tapering” – provavelmente começará no final deste ano.
Vários outros indicaram, no entanto, que uma redução no ritmo de compras de ativos era mais provável de se tornar apropriada no início do próximo ano, porque eles viram as condições prevalecentes no mercado de trabalho como não estando perto de atingir o padrão desejado.
Não devemos esperar que um anúncio oficial sobre a redução ocorra antes de novembro. O Comitê continua firme no processo de conversação sobre redução gradual e muitas outras decisões terão que ser tomadas antes que eles estejam prontos para fazer um anúncio – condições para uma elevação dos juros são diferentes daquelas para a redução das compras de títulos. Mais expectativas foram formadas, portanto, para o simpósio de Jackson Hole, que ocorre entre os dias 26 e 28 de agosto.
Todos já ensaiam a terceira dose da vacina
Como antecipamos aqui, ontem (18), o Ministério da Saúde do Brasil veio a público afirmando que a terceira dose da vacina deve começar a ser aplicada em profissionais de saúde e idosos. O comunicado vem em linha com o que já aconteceu em países do Oriente Médio, Europa, Ásia e Oceania.
Nesta semana, por exemplo, o governo Biden já começou a anunciar sua política em relação à necessidade de injeções de reforço da vacina de Covid-19 para a maioria dos americanos. Por lá, o plano é oferecer a dose adicional oito meses após a segunda, o que pode acontecer já a partir de setembro.
Estas seriam inicialmente disponibilizadas para residentes de lares de idosos e profissionais de saúde, seguidos por pessoas mais velhas que estavam na linha de frente quando as vacinações começaram no ano passado.
Com a nova política, o governo pretende permitir que a população tome mais ciência de que é necessário ter mais proteção devido ao aumento da contagem de casos de Covid-19 em todo o mundo. Até quem recebeu a vacina em dose única da Johnson & Johnson também deverá precisar de uma dose adicional.
Anote aí!
A agenda do dia é um pouco esvaziada. Lá fora, o mercado digere os dados de conta corrente da zona do euro para junho, mas esse acaba sendo um indicador secundário, com pouca chance de reverter a queda dos ativos nesta manhã.
Nos EUA, seguindo a tradição semanal, os pedidos de auxílio desemprego são importantes, à medida que o consumidor dos EUA passa de um consumo temporário financiado por poupanças para a estabilidade do consumo financiado por sua renda.
Aqui, no Brasil, pouca coisa chama atenção. Resta acompanhar a nova rodada de reunião trimestral do Banco Central com economistas, evento que pode nos render alguma novidade.
Muda o que na minha vida?
Em meio a preocupações sobre as perspectivas de crescimento econômico e a propagação da variante Delta, diante de uma perspectiva já mais bem formada sobre o aperto monetário americano, investidores começam a aguardar por uma nova rotação setorial para teses de valor. Partes cíclicas do mercado vêm tendo desempenho comprometido devido às revisões de crescimento pela entrega de dados abaixo do esperado – efeito da variante Delta.
Entende-se, porém, que a rotação para longe dos setores cíclicos provavelmente seja revertida, como já pôde ser observado nos últimos dias, com Dow Jones e S&P batendo recordes no fechamento. Neste caso, considera-se que a variante Delta ou outras variantes atrapalhem materialmente a recuperação. Embora o crescimento dos EUA possa ter atingido o pico no segundo trimestre, ainda se projeta crescimento do PIB de 6,9% neste ano e 6,0% em 2022.
Fique de olho!
O primeiro fundo multimercado de agronegócio do Brasil, o Vitreo Agro, irá fazer uma nova aquisição.
Se trata da melhor ação de agronegócio da Bolsa no momento, levando em conta seu preço atual e o seu potencial de retorno – uma excelente assimetria.
Neste momento, a Bolsa brasileira voltou a cair abaixo dos 120 mil pontos. Por isso, o time de gestão do Vitreo Agro resolveu aproveitar essa oportunidade histórica para comprar a ação do agro que está gritando para ser comprada.
Quer saber qual é a nova aquisição do fundo Vitreo Agro?
É a Randon (RAPT3/RAPT4).
Ela possui nove companhias, que reúne fabricantes de autopeças, implementos rodoviários e veículos, além de serviços financeiros. Sem deixar de mencionar as 27 unidades industriais e presença em mais de 120 países.
Mas, o que mais chamou a atenção do nosso time de gestão,é a linha de implementos que permanece forte, sustentada pela demanda resiliente do agronegócio brasileiro.
Os resultados referentes ao segundo trimestre de 2021 vieram fortes, apresentando uma receita líquida (R$ 2,11 bilhões), avançando 127% no ano contra ano e o Ebitda (R$ 322,6 milhões) foi de 110%, com recuperação dos volumes e alavancagem operacional, segundo o relatório da Randon, divulgado em 10 de agosto.
Acreditamos que esse é o melhor ponto de entrada dessa empresa, e ainda, você vai buscar se beneficiar com o nosso book completo de ações do agronegócio, além dos ETFs estrangeiros de commodities e contratos futuros.
Clique aqui e seja beneficiado pelo setor que alavanca o Brasil.
Atenção:
- Não deixe de ler o regulamento do fundo e seus fatores de risco antes de investir.
- Retornos passados não garantem retornos futuros.
- Antes de investir, verifique se o apetite a risco do fundo está em linha com o seu perfil de investimento.
- As rentabilidades apresentadas nas comunicações da Vitreo não são líquidas de impostos.
- A aplicação em fundos de investimento não conta com a garantia do FGC, de qualquer mecanismo de seguros ou dos prestadores de serviço do fundo.
Um abraço,
Jojo Wachsmann
Veja no vídeo abaixo cinco ações promissoras que podem turbinar a sua carteira e inscreva-se no canal do Seu Dinheiro no YouTube para mais conteúdos exclusivos:
TOUROS E URSOS #292
Juros altos vieram para ficar? Gestor da XP diz que investidor terá de reaprender a investir em um novo mundo
16 de outubro de 2026 - 12:17TARDE DEMAIS?
Casas Bahia (BHIA3) paga aluguel ao HSLG11, mas segue devendo ao FII; entenda como fica a ação de despejo
16 de outubro de 2026 - 10:38ALOCAÇÃO TÁTICA
Adeus ao CDI fácil: UBS rebaixa renda fixa pós-fixada e vê espaço para a bolsa brasileira saltar até 25%
15 de outubro de 2026 - 18:07TURNAROUND DA CARTEIRA
BC Fund (BRCR11) ganha força na bolsa com dividendos e mudanças no portfólio no radar; entenda os planos do FII
15 de outubro de 2026 - 17:30Conteúdo Empiricus
Opções: Como driblar o principal desafio deste mercado e buscar oportunidades com potencial de multiplicar o capital investido
15 de outubro de 2026 - 14:00MUDANÇAS EM CURSO
Os ETFs estão fazendo com os fundos o que os fundos fizeram com as ações há mais de 20 anos
15 de outubro de 2026 - 12:45TANQUE CHEIO NA BOLSA
Petrobras (PETR4) bate R$ 800 bilhões em valor de mercado pela primeira vez. O que está por trás do novo recorde?
14 de outubro de 2026 - 16:27O PÓDIO MUDOU
A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
14 de outubro de 2026 - 15:56DE OLHO NO AGRO
FII do agronegócio fecha venda milionária de fazenda e estima impacto positivo de R$ 5,78 por cota
14 de outubro de 2026 - 11:58É HORA DE COMPRAR?
Próxima parada do Ibovespa: 220 mil pontos. A visão dos gestores sobre a bolsa depois do 2º turno das eleições
13 de outubro de 2026 - 18:00O PESO DA INADIMPLÊNCIA
Crise das Casas Bahia (BHIA3) pesa sobre o HSLG11: FII pede despejo após calote, e cotas caem mais de 4%
13 de outubro de 2026 - 13:02SEM FOLGA EM NOVA YORK
Nasdaq leva uma queda e puxa S&P 500 para o vermelho; confira o que movimentou os mercados lá fora
12 de outubro de 2026 - 17:10HORA DE COMPRAR?
Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões
12 de outubro de 2026 - 13:01AÇÕES
5 ações para buscar ganhos na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos
11 de outubro de 2026 - 11:00AÇÕES SE DESTACARAM
Ibovespa bate recorde após eleições e sobe 8,82% na semana; veja quem ganhou e quem perdeu
10 de outubro de 2026 - 11:25VISÃO DO GESTOR
Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
9 de outubro de 2026 - 17:15OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA
Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
9 de outubro de 2026 - 12:43RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS