🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO

Brasília força Ibovespa a pisar no freio e bolsa quase zera ganhos após avançar mais de 2%; dólar fica estável

No exterior, as bolsas tiveram dias de ganho expressivo, com os mercados repercutindo de forma positiva a aprovação do pacote de estímulos americano e uma nova opção de vacina

Jasmine Olga
Jasmine Olga
1 de março de 2021
19:45 - atualizado às 20:27
freio
Imagem: Shutterstock

O saldo do dia poderia ter sido bem diferente se Brasília tivesse dado uma trégua e permitisse que o cenário internacional desse as cartas nesta segunda-feira (01).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Poderia”. Porque na última hora de pregão o principal índice da bolsa brasileira quase zerou os ganhos do dia com a notícia que o governo pode fazer o setor financeiro pagar a conta do aumento dos combustíveis. 

De tão frequentes, as reviravoltas no mercado financeiro com base em ruídos que surgem na capital federal quase nem surpreendem mais. Ao invés da alta de cerca de 2%  que se desenhava ao longo do dia (e que foi a norma no exterior), o Ibovespa fechou a sessão com avanço de apenas 0,27%, aos 110.334 pontos. 

Mesmo no melhor momento da bolsa, o câmbio custou a acompanhar o movimento de alívio com o mesmo fôlego, pesando mais as incertezas locais. No fim do dia, a moeda americana ficou praticamente estável, com leve recuo de 0,09%, cotada a R$ 5,6006. O dólar futuro disparou e se aproximou dos R$ 5,63.

Com o cenário internacional favorável, o mercado de juros brasileiro chegou a apresentar uma alta menos acentuada no meio da tarde, mas o que prevaleceu foi a cautela. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para 2025 fechou o dia no maior patamar desde o fim de abril de 2020. Confira as taxas de fechamento:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Janeiro/2022: de 3,74% para 3,88%
  • Janeiro/2023: de 5,59% para 5,80%
  • Janeiro/2025: de 7,23% para 7,47%
  • Janeiro/2027: de 7,84% para 8,07%

Mais do mesmo (e um pouco mais)

A notícia que chacoalhou o mercado na reta final e fez com que o Ibovespa colocasse o pé no freio foi a de que o governo estuda aumentar a Contribuição Social sobre o Lucro líquido (CSLL) dos bancos como uma forma de compensar a desoneração do diesel e do combustível que foi prometida aos caminhoneiros, com a alíquota subindo de 20% para 23%

Leia Também

O mercado reagiu de forma negativa ao que pode ser vista como mais uma intervenção do governo para financiar medidas populistas e jogou para o primeiro plano outras preocupações que já dificultavam o ambiente de negócios brasileiro. 

O primeiro setor afetado é o financeiro - o índice que mede o desempenho do segmento (IFNC) recuou 1,32% hoje - já que a medida deve afetar diretamente o lucro dos bancos, com queda de cerca de R$ 3 bilhões. Mas o impacto não deve se limitar somente a essas empresas. 

“Se não fosse esse cenário de incerteza, mesmo com a queda do setor financeiro hoje poderíamos ter caminhado para uma alta melhor”, afirma o analista técnico da Ativa Investimentos, Marcio Lórega, já que o setor de commodities sustentavam o Ibovespa na tarde de hoje. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas as pontas soltas em Brasília seguem soltas e de certo mesmo não temos quase nada. O que se arrasta semana após semana são as dúvidas com relação à recuperação da economia, a deterioração do cenário fiscal e o prosseguimento da agenda econômica. 

É bom lembrar que o setor financeiro tem sido um dos últimos a tentar emplacar uma recuperação pós-crise e esse novo baque pega as companhias ainda fragilizadas. As ações de Bradesco e Itaú recuaram cerca de 3% nesta tarde, enquanto  o Santander recuou 1,20%. 

As outras preocupações são velhas conhecidas. A PEC Emergencial, que está marcada para ser votada na próxima quarta-feira (3) e que é o caminho mais rápido para liberar uma nova rodada do auxílio emergencial, vem sofrendo sucessivos desgastes no meio do caminho e começa a se ventilar mais um adiamento, o que amplia as incertezas com relação ao cenário fiscal brasileiro. O texto provocou polêmica ao propor a desvinculação de gastos mínimos para saúde e educação. O presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) já se declarou a favor da desvinculação total dos gastos. 

Uma nova baixa na equipe de Paulo Guedes também aumentou a tensão no mercado doméstico. Na manhã desta segunda-feira, o secretário de coordenação e governança das empresas estatais (Sest) do Ministério da Economia, Amaro Gomes, pediu para deixar o cargo. A saída ocorre em um momento pouco oportuno para a agenda liberal, já que o governo tenta a todo custo segurar o valor do combustível - que hoje sofreu um novo reajuste por parte da Petrobras

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma história diferente

Em Nova York, o dia começou com alta forte e assim seguiu até o fim do dia. A alta dos retornos dos títulos americanos, que provoca uma fuga de recursos da bolsa, segue, mas hoje teve um efeito mais limitado sobre as negociações. Eles chegaram a cair no início das negociações, mas retomaram a trajetória positiva logo em seguida e assim seguiram até o fim do dia. O T-note de 2 anos avançou 0,121%, o de 10 anos teve alta de 1,429% e o T-bond de 30 anos subiu mais de 2,210%. 

Ainda assim, as novidades com relação a aprovação de uma vacina contra o coronavírus em dose única e o otimismo com a aprovação do pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão na Câmara americana falaram mais alto. O grande destaque ficou com o Nasdaq, que subiu mais de 3% hoje. O S&P 500 e o Dow Jones também tiveram um dia de forte alta, subindo respectivamente 2,38% e 1,95%.  

Nos últimos dias, o segmento de tecnologia é um dos que mais tem sofrido com a alta dos retornos dos títulos americanos - que acompanham o aumento dos juros futuros dos EUA, o que torna esse tipo de investimento muito atraente para os investidores de todo o mundo. Assim, os recursos que antes iam para ativos de maior risco, como as bolsas, passam a ir para os de menor risco.

O temor é que a aprovação dos pacotes de estímulos levem a um superaquecimento da economia americana, puxando a inflação e obrigando o Federal Reserve a alterar sua política de juros antes do esperado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, no entanto, essa foi uma preocupação secundária no exterior e o foco foram os aspectos positivos da aprovação do pacote, ainda que tenha influenciado sobre os mercados emergentes, como o brasileiro. A pauta agora segue para o Senado e deve sofrer alterações na cláusula de aumento do salário mínimo, ponto que prejudica o apoio dos republicanos ao projeto. Segundo a proposta original, o salário mínimo sairia de US$ 7,25 por hora para US$ 15 por hora. 

O mercado também recebeu positivamente a notícia de aprovação da vacina da Johnson & Johnson contra a covid-19, que permite a imunização contra a doença com apenas uma dose, diferente das outras opções disponíveis até agora. Tivemos também novidades positivas sobre a retomada da economia americana, com o índice de gerentes de compras do país (PMI) veio acima das expectativas dos analistas, subindo 60,7 em janeiro. A projeção era de uma alta de 58,9.

Refletindo esse cenário, as bolsas da Ásia também tiveram alta expressiva, ainda que o índice de atividade industrial chinês tenha caído ao menor nível dos últimos nove meses. Na Europa, o dia também foi de alta generalizada, com os investidores de olho no bom desempenho do PMI da Zona do Euro.

Sobe e desce

Durante a maior parte do dia, as operadoras de saúde Hapvida (HAPV3) e Notre Dame Intermédica (GNDI3) lideraram as altas do dia após as companhias anunciarem detalhes do acordo para a combinação dos negócios, no que deve criar a maior operadora de saúde do país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As companhias chegaram a subir mais de 10%, mas, na reta final, as ações do setor de commodities voltaram a falar mais alto, com a PetroRio assumindo a ponta da tabela e a Klabin sendo mais uma vez impulsionada pela perspectiva de alta do preço da celulose no mercado internacional.

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
PRIO3PetroRio ON         R$ 88,235,53%
HAPV3Hapvida ON         R$ 16,325,29%
KLBN11Klabin units         R$ 30,764,38%
VALE3Vale ON         R$ 98,574,28%
JBSS3JBS ON         R$ 26,833,91%

O Grupo Pão de Açúcar foi o grande destaque negativo do dia. Com a cisão do seu braço de atacado, o Assaí (ASAI3), as ações do GPA passaram por uma correção de valor. Enquanto os papéis tiveram queda de mais de 60%, a “novata” Assaí fez uma estreia estrondosa, com ganhos superiores a 360% fora fo Ibovespa.  Confira também as principais quedas do dia:

CÓDIGONOME VALORVARIAÇÃO
PCAR3GPA ONR$ 23,33-65,84%
CIEL3Cielo ONR$ 3,38-6,11%
YDUQ3Yduqs ONR$ 28,73-4,61%
HYPE3Hypera ONR$ 31,45-4,06%
SBSP3Sabesp ON R$ 35,43-3,72%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar