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Com retomada da operação em uma oferta restrita, as ações da fabricante de defensivos biológicos e fertilizantes especiais enfim estrearam na bolsa
O caminho até a bolsa de valores foi tortuoso para a Vittia (VITT3). A fabricante de defensivos biológicos e fertilizantes especiais chegou a interromper o IPO duas vezes, em abril e agosto deste ano, mas conseguiu levar a abertura de capital adiante.
Após a retomada da operação em uma oferta restrita (voltada para investidores profissionais), as ações da companhia enfim estrearam na B3 — e em grande estilo. Nas máximas, chegaram a disparar mais de 25% nesta quinta-feira.
O preço por ação da Vittia foi definido em R$ 8,60, no piso da faixa indicativa. Agora, por volta das 15h52, os papéis se aproximam do topo anteriormente perseguido, de R$ 10,30, cotados em R$ 10,23 com alta de 18,95%.
O IPO da Vittia movimentou R$ 382 milhões. A maior desse dinheiro vai para o Brasil FIP, acionista vendedor na parcela secundária da oferta.
Já a parcela primária, que contou com a venda de 8,3 milhões de ações e levantou cerca de R$ 53,85 milhões, fica no caixa da empresa. A Vittia pretende usar os recursos em aquisições estratégicas.
Fundada em 1971, a Vittia é uma produtora nacional de fertilizantes especiais e biológicos, além de defensivos agrícolas. Seus produtos voltados ao agronegócios estão presentes em todas as regiões do Brasil.
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A operação é formada pela união das empresas Biosoja, Samaritá, Granorte, Biovalens, Vitória Fertilizante e JB Biotecnologia. Juntas, são responsáveis pelo desenvolvimento de tecnologias que atendem 1.255 produtores de diferentes portes, perfis e locais.
Ainda de acordo com informações do prospecto, o Grupo Vittia cresceu 41,1% entre 2017 e dezembro de 2020, com uma receita líquida de R$ 530,6 milhões. Já o lucro líquido avançou 162,8% no mesmo período e partiu de R$ 32,7 milhões em 2017 para R$ 85,9 milhões em 2020.
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