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Além disso, dados do setor público e PIB do 2º trimestre devem compor o panorama doméstico, em meio às crises hídrica e entre os poderes
A semana começa com os principais índices mundiais refletindo o discurso da última sexta-feira (27) do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. O otimismo generalizado deve contaminar a bolsa brasileira nesta segunda-feira (30). Sem maiores indicadores pela frente, o Ibovespa deve enfrentar a crise hídrica e entre os poderes, com desdobramentos para os próximos dias.
O cenário doméstico deve sentir o avanço da crise climática ao longo da semana. O anúncio de aumento da bandeira tarifária na última sexta-feira ainda não trouxe o preço que os consumidores pagarão nos próximos meses, mas é certo que será acima dos R$ 9,45 por 100 kW.
A Aneel estuda colocar um adicional, o que elevaria a tarifa para uma faixa entre R$ 14 e R$ 25 por 100 kW. O governo pretende um aumento para o patamar mais baixo possível, mas a escassez de chuvas pode frustrar esses planos.
Enquanto isso, a crise entre os poderes continua pressionando o governo federal. Agora, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), sentam-se de lados opostos da mesa de negociação. Pacheco considera a reforma do Imposto de Renda fraca e ainda mais confusa do que o sistema atual. As divergências envolvendo o texto não devem avançar no Senado federal.
Além disso, o clima eleitoral se instaurou nas Casas Legislativas, o que deve dificultar ainda mais a aprovação de projetos.
No panorama de eventos e indicadores, teremos o resultado das contas do governo central ainda nesta segunda-feira (30). Mas os dados mais importantes começam a ser divulgados na terça-feira (31), com a Pnad Contínua, que deve trazer os números atualizados de geração de emprego.
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No mesmo dia, é o prazo final para a entrega da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022. O impasse envolvendo os precatórios e novos programas sociais deve mexer diretamente com a bolsa, como aconteceu com a LDO para 2021.
A quarta-feira (1º) conta com a divulgação do PIB do segundo trimestre, bem como do índice do gerente de compras (PMI, em inglês). Esses indicadores devem dar um panorama da atividade econômica do país nos últimos meses e impulsionar — ou frear — o otimismo com a bolsa brasileira.
Durante o final de semana, a tensão no Afeganistão aumentou ainda mais. Diversos bombardeios por parte dos Estados Unidos e ataques terroristas próximos ao aeroporto de Cabul pioraram o sentimento de controle da situação durante a saída dos americanos.
O presidente norte-americano Joe Biden já havia falado em retaliação, mesmo confirmando a retirada dos soldados estadunidenses para amanhã (31). A saída dos Estados Unidos da região em meio ao aumento da tensão é vista como uma fraqueza de Biden frente ao governo do Taleban.
Mas outro presidente movimentou os mercados, de maneira positiva. Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, manteve um discurso de retirada de estímulos da economia ainda este ano, mas de maneira controlada.
O Fed ainda não deu maiores indícios sobre um acordo envolvendo o tapering, a retirada de estímulos da economia, para a próxima reunião do BC americano em setembro. A variante delta e o panorama político internacional devem pressionar a decisão dos dirigentes da instituição.
No panorama dos indicadores, a semana deve contar com o PMI dos EUA na terça-feira (31) e com o relatório de empregos ADP na quarta-feira (1º).
A balança comercial e os pedidos de auxílio-desemprego na quinta-feira (02) devem calibrar as expectativas e servir de entrada antes do prato principal na sexta-feira (03): o payroll, o relatório de emprego mais esperado dos Estados Unidos.
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta segunda-feira majoritariamente em alta. No discurso da última sexta-feira (27), o presidente do Federal Reserve manteve um discurso favorável à manutenção dos estímulos à economia, sem descartar o fim da compra de ativos até o final do ano.
De maneira semelhante, as principais bolsas europeias também amanheceram em alta, refletindo o tom agradável de Jerome Powell.
Por fim, os futuros de Nova York apontam para uma abertura em alta, com o otimismo global como panorama geral das bolsas pelo mundo.
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