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Dados da Bolsa por TradingView
2021-11-17T07:54:17-03:00
Renan Sousa
Renan Sousa
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney. Twitter: @RenanSSousa1
De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: Exterior segue sem tração, enquanto Ibovespa luta contra incerteza envolvendo a PEC dos precatórios

Os debates envolvendo o teto da dívida americana voltam ao radar, enquanto Joe Biden escolhe sucessor da presidência do Federal Reserve

17 de novembro de 2021
7:54
Congresso Nacional Ruído Gráfico
Imagem: Shutterstock, com intervenção de Andrei Morais

O touro de ouro na frente do prédio da B3 não foi suficiente para animar os negócios no pregão da última terça-feira (16). O domador desta fera dourada foi a cautela envolvendo a PEC dos precatórios, dados mais fracos e risco de recessão no horizonte, o que fez o Ibovespa recuar 1,82%, aos 104.403 pontos, no fechamento

O dólar à vista, usado como proteção em momentos de incerteza, subiu 0,78%, a R$ 5,4997 na mesma sessão. 

E o pregão desta quarta-feira (17) também não deve ser de otimismo. A Secretaria de Política Econômica (SPE) divulga hoje projeções para indicadores da economia nacional, que deve manter as projeções otimistas do governo e ir na contramão das estimativas de outras autoridades do mercado. 

Por fim, o exterior deve permanecer de olho nos desdobramentos da sucessão da presidência do Federal Reserve, enquanto os debates em torno do teto da dívida dos EUA voltam ao centro das discussões no final de ano.

Confira o que deve movimentar os mercados hoje:

PEC dos Precatórios

A história sem fim de “As Mil e Uma Noites” se repete com a proposta que permite o parcelamento das dívidas que a União tem com o judiciário. O livro que tem começo (mas não tem fim) continua ganhando capítulos que refletem em turbulências do mercado. 

Após uma fala do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre um reajuste dos servidores com recursos vindos da PEC dos precatórios, o ministro da Cidadania, João Roma, afastado do cargo para discutir emendas ao Orçamento de 2022, desmentiu a fala.

Segundo ele, os recursos de R$ 91,6 bilhões não devem contemplar os servidores, mesmo Bolsonaro tendo afirmado que conversou com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Os planos do governo incluem o pagamento de R$ 400 no mínimo para o Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, encerrado no mês passado. Entretanto, o benefício ainda não foi instaurado porque a PEC precisa ser aprovada em dois turnos no Senado.

De olho hoje

No campo dos indicadores, a Secretaria de Política Econômica (SPE) divulga projeções para indicadores da economia nacional. É esperado que o SPE mantenha as estimativas otimistas para 2022, com um crescimento do PIB em 2%, mesmo com o Boletim Focus apontando que o mercado se mantém cético com um crescimento de mais de 1%

Além disso, a perspectiva para inflação também deve subir. Atualmente, as projeções para o  IPCA seguem em 7,9%, enquanto o mesmo Boletim indica que o mercado espera uma alta de preços na casa dos 9,33% até o final de 2021.

Já no campo das autoridades, o ministro da Economia participa hoje de evento do Bradesco BBI, no final da tarde. 

Quem vai ficar com Fed?

O mandato do presidente do Banco Central americano está chegando ao fim e o chefe de Estado dos EUA, Joe Biden, deve decidir quem assumirá o cargo até o final desta semana. O favorito do mercado é sem dúvidas o atual mandatário Jerome Powell, que deve conduzir os planos de tapering, a retirada dos estímulos da economia americana, nos próximos meses.

Por outro lado, outro nome agrada a ala mais liberal do partido Democrata. A também diretora do Federal Reserve, Lael Brainard, também é um dos nomes cotados para assumir o posto. Ambos já foram sabatinados por Biden nos últimos dias. 

Apesar da dúvida, o presidente americano Joe Biden não está na melhor das posições para agradar apenas o seu partido após a aprovação do pacote de US$ 1 trilhão para infraestrutura. Costurar um apoio à medida com o partido Republicano pode fazer Biden optar por não mexer na gestão do BC, tendo em vista que outro assunto mais urgente exigirá mais trabalho político. 

Extensão do teto

O teto da dívida dos Estados Unidos foi estendido até o dia 15 de dezembro, mas os congressistas já iniciaram um movimento para uma nova suspensão do limite de gastos. A secretária do Tesouro, Janet Yellen, já afirmou que o governo pode ficar sem recursos para a máquina pública até o final do ano.

O partido Republicano concorda com essa gastança a mais, desde que a aprovação ocorra por um mecanismo unipartidário. Em outras palavras, se as contas públicas saírem do controle, a fatura será endereçada diretamente ao partido Democrata, o que tem gerado tensão no Congresso americano. 

Bolsas pelo mundo

As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta quarta-feira sem direção definida. As maiores praças da região (Tóquio e Xangai) digeriram dados locais enquanto os investidores olhavam os desdobramentos da reunião entre o presidente americano Joe Biden e o presidente chinês Xi Jinping.

De maneira semelhante, os principais índices europeus também abriram sem uma única direção. O CPI da Zona do Euro veio acima do esperado peço mercado, o que deve renovar as apostas de uma alta nos juros do Banco da Inglaterra (BoE, em inglês). 

E por mais um dia seguido os futuros de Nova York amanhecem próximos da estabilidade, enquanto os títulos do Tesouro americano avançam. Sem maiores indicadores para o dia, os investidores devem ajustar as projeções para a inflação e os juros nos próximos meses.

Agenda do dia

  • FGV: IPC-S Capitais (8h)
  • Brasil: Secretaria de Política Econômica (SPE) divulga projeções de indicadores econômicos (9h30)
  • Brasil: Secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, comenta nova grade de indicadores econômicos (10h)
  • Estados Unidos: Dirigente do BCE, Isabel Schnabel participa de evento do Goldman Sachs (11h)
  • Ministério da Economia: Ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de evento online do Bradesco BBI (18h)
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