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Sem maiores indicadores pela frente, os investidores procuram no noticiário maiores informações sobre a covid-19
O tombo da última segunda-feira (20) na volta do final de semana pegou os investidores de surpresa. A baixa liquidez do final de ano e a ausência de maiores indicadores macroeconômicos fez as bolsas pelo mundo voltarem seus olhos para o noticiário envolvendo a variante ômicron da covid-19.
O avanço de casos em todos os continentes do planeta antes das festividades de final de ano preocupa as autoridades sanitárias, que veem um cenário parecido com o final de 2020. Mesmo com a vacinação em alta no mundo, a Organização Mundial da Saúde pediu o cancelamento das festas.
Além disso, os debates envolvendo o Orçamento para 2022 movimentam os negócios aqui no Brasil. Vale lembrar que o último debate do texto para 2021 se estendeu até abril deste ano.
No campo dos indicadores, a Receita Federal divulgará a arrecadação federal de novembro, e o número deve ser positivo mais uma vez. De acordo com a mediana das projeções dos especialistas ouvidos pelo Broadcast, o governo deve somar R$ 1,865 trilhão no ano, R$ 156 bilhões em novembro na arrecadação de impostos e contribuições federais.
Na última segunda-feira (20), o Ibovespa encerrou o dia em queda de 2,03%, aos 105.020 pontos. O dólar à vista encerrou o dia em R$ 5,7431, alta de 1,02%. pela primeira vez desde maio de 2020.
Confira o que deve movimentar a bolsa nesta terça-feira (21):
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Os temores envolvendo as contas públicas não devem acabar nem mesmo com o início do próximo ano. Nesta terça, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) se reúne para debater e possivelmente votar a peça orçamentária para 2022.
Existem alguns pontos de impasse para a aprovação do Orçamento, entre eles o reajuste para os policiais federais, a aprovação do mecanismo de negociação de dívidas para pequenas e médias empresas (Refis) e um programa para pagar as parcelas atrasadas do eSocial. Confira alguns pontos importantes do Orçamento:
Ainda hoje também serão divulgados os números da arrecadação federal em novembro. Os números das contas públicas vem surpreendendo o mercado nas últimas leituras, mas os analistas seguem preocupados de que o bom desempenho desses dados seja usado como desculpa para que o governo imponha gastos acima do teto.
Existe, ainda, a preocupação de que qualquer espaço no Orçamento seja utilizado para financiar um programa eleitoreiro do governo federal, que deve buscar uma reeleição em 2022.
O presidente americano Joe Biden deve enviar cerca de 500 milhões de testes gratuitos para rastrear a covid-19 no país. O chefe da Casa Branca ainda deve fazer um pronunciamento à nação para incentivar a prevenção contra o coronavírus nas festas de final de ano.
Biden ainda deve fazer novos anúncios sobre os americanos não vacinados, de acordo com a Bloomberg. Por outro lado, a vice-presidente Kamala Harris descartou a imposição de novos lockdowns no país, em entrevista ao Los Angeles Times.
O mundo segue acompanhando a alta de casos na Europa e Ásia, com casos confirmados nas Américas e uma possível transmissão comunitária em todas essas regiões.
As festas de final de ano devem formar o ambiente perfeito para a disseminação da variante ômicron no mundo. Apesar de a vacinação ter avançado, a grande maioria das vacinas disponíveis precisam de uma dose de reforço além das duas já anunciadas.
Os principais índices da Ásia encerraram a sessão desta terça com ganhos, em busca de uma recuperação das perdas do dia anterior.
De maneira semelhante, as bolsas da Europa também abriram em alta, após a forte queda da última segunda-feira.
Por fim, os futuros de Nova York apontam para a mesma direção e devem abrir no campo positivo hoje.
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