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O IBC-Br deve ser divulgado agora pela manhã, com exterior misto após indícios de que a retomada econômica da China esteja comprometida
O pregão da última terça-feira (14) foi um exemplo de como a interferência política e o exterior podem mexer com os negócios no Brasil. Puxado pela Petrobras e com Nova York no vermelho, o Ibovespa fechou o dia em queda de 0,19%, aos 116.180 pontos. O dólar à vista avançou 0,65%, a R$ 5,2573.
Para esta quarta-feira (15), o investidor deve ficar de olho na repercussão do
Confira o que esperar da bolsa hoje:
No campo dos indicadores, o dado mais esperado do dia é o IBC-Br, divulgado pelo Banco Central e considerado uma prévia do PIB brasileiro. Os números da atividade econômica devem fazer os especialistas recalibrarem suas projeções para o PIB até o final do ano e para 2022.
As perspectivas para o PIB do próximo ano foram caindo com o passar do tempo. De acordo com o Boletim Focus, há pouco mais de um mês, o mercado projetava um crescimento de 2,04% em 2022, mas na última publicação, o número foi ajustado para 1,72%.
Para o mês de julho, a mediana das projeções aponta para uma alta de 0,40% das atividades, segundo especialistas ouvidos pelo Broadcast. Na passagem interanual, a mediana aponta para uma alta de 5,0%.
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Já no campo dos eventos, três figuras importantes devem se reunir nesta quarta-feira (15). Paulo Guedes, ministro da Economia, Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, devem participar do evento Movimento Pessoas à Frente, criado pela Fundação Lemann, Instituto Humanize e República.org.
Apesar do clima amenizado entre os Poderes, existe uma certa tensão quanto à aprovação da reforma do Imposto de Renda, nas mãos de Pacheco, e da aprovação da PEC dos Precatórios, em posse do presidente do STF.
O ministro Paulo Guedes já afirmou que coloca o Auxílio Brasil (antigo Bolsa Família) como prioridade do governo. "O presidente [da República, Jair Bolsonaro] já disse que é R$ 300, dentro do teto e com responsabilidade fiscal”, disse o ministro no evento Macro Day, promovido pelo banco BTG Pactual, na capital paulista.
A PEC dos precatórios é essencial para o governo manter o teto de gastos e a meta fiscal e deve ser pautada hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para ser votada amanhã.
Os últimos dados da China pioraram o sentimento dos investidores internacionais. As vendas do varejo subiram 2,5%, bem abaixo da média das estimativas de 6,3% após forte alta de 8,5% em julho. Já a produção industrial ficou levemente abaixo das estimativas: 5,3% frente a 5,6%.
O desaquecimento de uma das maiores economias no mundo pode gerar uma retomada menos intensa das atividades em todo o mundo, em especial do Brasil. A China vem pressionando os preços do minério de ferro nos últimos pregões, o que afeta diretamente empresas do setor na B3, como Vale e outras siderúrgicas.
No radar internacional, os dados do índice de atividade industrial Empire State de setembro dos EUA devem movimentar as bolsas hoje. Além disso, devem ser divulgados os números da produção industrial do país pela manhã.
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão de hoje em baixa, após os fracos dados chineses reforçarem as preocupações do globo com a retomada da economia.
Já as principais bolsas da Europa também seguem o mesmo movimento de baixa e recuam após a abertura desta quarta-feira. Os números de vendas no varejo e produção industrial vieram abaixo do esperado pelos analistas.
Por fim, os futuros de Nova York apontam para uma abertura em alta. O movimento é de recuperação de Wall Street após os números da inflação, abaixo do esperado, não conseguirem segurar o sentimento otimista no pregão de ontem.
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