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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Rankings

Os fundos imobiliários mais rentáveis dos últimos cinco anos

Saiba quais foram os FII com maiores retornos de dividendos e com as maiores valorizações na bolsa no longo prazo

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
18 de janeiro de 2021
16:24
Montagem com prédios com notas de dinheiro representando fundos imobiliários dividendos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Em tempos de juros baixos, os fundos imobiliários despontam como alternativa interessante de rentabilidade, tanto para quem busca valorização para aumentar seu patrimônio quanto para quem quer uma fonte de renda recorrente.

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Com nível de risco menor que as ações, retornos isentos de imposto de renda e características que os colocam no meio termo entre renda fixa e variável, os FII estão caindo no gosto dos brasileiros e atraindo cada vez mais cotistas.

Mas assim como o investimento em ações, o investimento em fundos imobiliários também tem uma característica de longo prazo, seja para que o investidor consiga usufruir de uma renda recorrente, seja para que haja tempo para uma valorização sólida das cotas, suavizando-se a volatilidade de curto prazo.

Assim, verificar um histórico de rentabilidade maior também dá uma ideia da consistência dos retornos, uma vez que os fundos mais voláteis podem ter grande variação no pagamento de rendimentos ou no preço das cotas de um ano para outro.

A Economatica divulgou hoje um levantamento com os fundos imobiliários do IFIX mais rentáveis dos últimos cinco anos. O IFIX é o Índice de Fundos Imobiliários, que reúne os FII mais negociados da bolsa.

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Os fundos imobiliários que pagaram os maiores retornos de dividendos

O primeiro ranking traz os fundos do IFIX com melhor mediana de dividend yield (retorno de dividendos) nos últimos cinco anos. Para fazer parte da amostra, o FII precisa ter pago dividendos no período e fazer parte da carteira atual do índice. Confira os dez maiores retornos:

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Segundo a Economatica, apenas 33 dos 86 FII da atual carteira do IFIX estão presentes no mercado há mais de cinco anos. Destes, o maior retorno mediano foi o do fundo Mérito Desenvolvimento Imobiliário (MFII11), conforme a tabela, e o menor foi o do fundo Rio Bravo Renda Corporativa (RBRC11), com dividend yield mediano de 4,80% ao ano no período.

A lista dos maiores dividend yields até que é bem variada, incluindo um fundo de desenvolvimento imobiliário (MFII11), um fundo de agências bancárias (BBFI11B), um fundo de shoppings (FIGS11), um de instituições de ensino (RBED11) e dois de lajes corporativas (XPCM11 e SPTW11).

Mas o segmento com maior número de representantes no ranking é aquele com menor volatilidade na bolsa e que tem o costume de remunerar os cotistas todos os meses de forma paulatina, o de recebíveis imobiliários (fundos de papel). Eles investem em títulos de renda fixa ligados ao mercado imobiliário, como CRI e LCI. Os FII CPTS11, BCRI11, HGCR11 e VRTA11 pertencem a este grupo.

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Mas analisar somente os dividendos pode ser enganoso, pois nem sempre um aumento no percentual de retorno reflete uma alta nos rendimentos distribuídos. Às vezes pode apenas significar que as cotas se desvalorizaram muito na bolsa.

Por isso, a Economatica fez um segundo ranking, considerando o retorno total dos fundos (valorização das cotas em bolsa + dividendos reinvestidos no próprio fundo) e apenas os FII da atual carteira do IFIX cujas cotas se valorizaram na bolsa em todos os últimos cinco anos. Neste caso, a lista diminui para apenas 11 FII. Confira o ranking da maior para o menor retorno mediano anual:

O campeão foi o CSHG Prime Offices (HGPO11), cujo retorno total mediano foi de 28,12% em cinco anos. O maior retorno ocorreu em 2019 (36,86%), enquanto que o menor se deu em 2020 (6,20%).

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