Queda de Vale e Petrobras pressiona, mas Ibovespa e dólar se agarram ao menor sinal de respeito ao teto de gastos
Além disso, o medo da variante delta do coronavírus segue pressionando os mercados e as commodities de energia e infraestrutura
A temporada de balanços do segundo trimestre entra em sua reta final e, até aqui, o saldo tem sido bem positivo. Brasília, no entanto, segue sendo uma grande pedra no sapato, atrapalhando o clima de negócios no Brasil e impedindo melhores resultados para o Ibovespa
O risco fiscal é o principal temor dos investidores e ganha novos contornos nesta segunda-feira (09). Há pouco, o ministro Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro entregaram ao presidente da Câmara, Arthur Lira, a medida provisória que institui o Auxílio Brasil, reformulação do programa Bolsa Família, e a PEC dos precatórios.
A perspectiva de que o parcelamento dos precatórios dê uma folga de R$ 7,8 bilhões no orçamento ainda este ano como forma de acomodar o aumento do Bolsa Família e outras medidas de caráter populista segueM não sendo bem-recebido pelo mercado. Esses gastos extras ameaçam furar o teto de gastos, que limita o aumento das despesas do governo à inflação. Segundo o presidente, o Bolsa Família deve ser reajustado em pelo menos 50%.
Com as bolsas em Nova York sem uma direção definida, o Ibovespa encontrou dificuldade para se firmar em um sentido, principalmente porque o desempenho ruim das ações do setor de commodities pressionam os negócios.
Dessa vez, quem veio ao socorro do teto de gastos foi o ministro da Cidadania, João Roma. Ao comentar os planos de Jair Bolsonaro para o Bolsa Família, Roma afirmou que o governo irá observas os limites do teto de gastos e também que Bolsonaro irá "apertar o cinto" em outros setores.
Por volta das 15h45, o principal índice da B3 avançava 0,47%, aos 123.389 pontos, após as ações de Vale e Petrobras desacelerarem o ritmo de queda. O dólar à vista, depois de passar boa parte do dia em alta, agora recua 0,17%, a R$ 5,2278.
Leia Também
Também estão no radar do investidor nacional a reforma do imposto de renda e as mudanças no Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), mais conhecido como Refis.
Não é só o risco fiscal que pressiona o mercado de juros. Com a divulgação do índice de inflação oficial marcado para os próximos dias, o assunto deve seguir em alta. No boletim Focus desta segunda-feira, o mercado financeiro voltou a elevar a projeção para a Selic - de 7,0% para 7,25%. Os principais contratos de DI operam em alta. Confira:
- Janeiro/22: de 6,47% para 6,52%
- Janeiro/23: de 8,15% para 8,21%
- Janeiro/25: de 9,05% para 9,15%
- Janeiro/27: de 9,40% para 9,50%
Não deixe de conferir a ação que pode turbinar a sua carteira:
Petróleo e minério de ferro
A principal commodity energética do mundo, o petróleo chegou a desvalorizar até 4,0% na manhã desta segunda-feira. O medo de que a variante delta do coronavírus freie a retomada da economia mundial segue pressionando o mercado e a demanda por energia.
Os dados da balança comercial chinesa também mantém o viés de baixa nas commodities. A segunda maior economia do mundo tem apresentado dados mais fracos do que o esperado, apesar de ainda seguir a trajetória de retomada dos negócios.
Por volta das 10h30, os futuros do barril de petróleo Brent caíam 2,84%, aos US$ 68,69.
Em meio a isso, o contrato futuro de minério de ferro negociado na Bolsa de Dalian terminou em queda de 4,43%, a US$ 131,59 a tonelada, devido à expectativa de demanda mais fraca em meio à campanha do governo para cortar a produção de aço.
Falta um empurrãozinho
O plano de ajuda do presidente americano Joe Biden voltou a ser debatido nas Casas Legislativas dos Estados Unidos. A ajuda de US$ 1 trilhão à economia também deve furar o “teto de gastos”, o que desperta a cautela dos investidores.
A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, voltou a insistir que o legislativo aumente o teto da dívida do país. Ela lembra que isso não significa um aumento de gastos, mas permite que o Tesouro pague os débitos devidos, o que deveria acalmar os investidores.
Por outro lado, as atenções estão voltadas aos discursos dos dirigentes regionais do Fed, que devem intensificar os debates sobre o tapering, a retirada de estímulos da economia.
Assim, as bolsas americanas começam o dia com sinais mistos e somente o Nasdaq avança.
Sobe e desce
Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| MRFG3 | Marfrig ON | R$ 19,32 | 2,60% |
| RADL3 | Raia Drogasil ON | R$ 26,46 | 1,77% |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 55,20 | 1,66% |
| BEEF3 | Minerva ON | R$ 8,65 | 1,65% |
| PCAR3 | GPA ON | R$ 30,78 | 1,62% |
Confira também as maiores quedas:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 16,88 | -3,38% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 20,03 | -2,63% |
| USIM5 | Usiminas PNA | R$ 21,05 | -2,50% |
| EMBR3 | Embraer ON | R$ 18,75 | -2,50% |
| PETR3 | Petrobras ON | R$ 28,40 | -2,44% |
Bolsa nas alturas: Ibovespa fecha acima dos 158 mil pontos em novo recorde; dólar cai a R$ 5,3346
As bolsas nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia também encerraram a sessão desta quarta-feira (26) com ganhos; confira o que mexeu com os mercados
Hora de voltar para o Ibovespa? Estas ações estão ‘baratas’ e merecem sua atenção
No Touros e Ursos desta semana, a gestora da Fator Administração de Recursos, Isabel Lemos, apontou o caminho das pedras para quem quer dar uma chance para as empresas brasileiras listadas em bolsa
Vale (VALE3) patrocina alta do Ibovespa junto com expectativa de corte na Selic; dólar cai a R$ 5,3767
Os índices de Wall Street estenderam os ganhos da véspera, com os investidores atentos às declarações de dirigentes do Fed, em busca de pistas sobre a trajetória dos juros
Ibovespa avança e Nasdaq tem o melhor desempenho diário desde maio; saiba o que mexeu com a bolsa hoje
Entre as companhias listadas no Ibovespa, as ações cíclicas puxaram o tom positivo, em meio a forte queda da curva de juros brasileira
Maiores altas e maiores quedas do Ibovespa: mesmo com tombo de mais de 7% na sexta, CVC (CVCB3) teve um dos maiores ganhos da semana
Cogna liderou as maiores altas do índice, enquanto MBRF liderou as maiores quedas; veja o ranking completo e o balanço da bolsa na semana
JBS (JBSS3), Carrefour (CRFB3), dona do BK (ZAMP3): As empresas que já deixaram a bolsa de valores brasileira neste ano, e quais podem seguir o mesmo caminho
Além das compras feitas por empresas fechadas, recompras de ações e idas para o exterior também tiraram papéis da B3 nos últimos anos
A nova empresa de US$ 1 trilhão não tem nada a ver com IA: o segredo é um “Ozempic turbinado”
Com vendas explosivas de Mounjaro e Zepbound, Eli Lilly se torna a primeira empresa de saúde a valer US$ 1 trilhão
Maior queda do Ibovespa: por que as ações da CVC (CVCB3) caem mais de 7% na B3 — e como um dado dos EUA desencadeou isso
A combinação de dólar forte, dúvida sobre o corte de juros nos EUA e avanço dos juros futuros intensifica a pressão sobre companhia no pregão
Nem retirada das tarifas salva: Ibovespa recua e volta aos 154 mil pontos nesta sexta (21), com temor sobre juros nos EUA
Índice se ajusta à baixa dos índices de ações dos EUA durante o feriado e responde também à queda do petróleo no mercado internacional; entenda o que afeta a bolsa brasileira hoje
O erro de R$ 1,1 bilhão do Grupo Mateus (GMAT3) que custou o dobro para a varejista na bolsa de valores
A correção de mais de R$ 1,1 bilhão nos estoques expôs fragilidades antigas nos controles do Grupo Mateus, derrubou o valor de mercado da companhia e reacendeu dúvidas sobre a qualidade das informações contábeis da varejista
Debandada da B3: quando a onda de saída de empresas da bolsa de valores brasileira vai acabar?
Com OPAs e programas de recompras de ações, o número de empresas e papéis disponíveis na B3 diminuiu muito no último ano. Veja o que leva as empresas a saírem da bolsa, quando esse movimento deve acabar e quais os riscos para o investidor
Medo se espalha por Wall Street depois do relatório de emprego dos EUA e nem a “toda-poderosa” Nvidia conseguiu impedir
A criação de postos de trabalho nos EUA veio bem acima do esperado pelo mercado, o que reduz chances de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro; bolsas saem de alta generalizada para queda em uníssono
Depois do hiato causado pelo shutdown, Payroll de setembro vem acima das expectativas e reduz chances de corte de juros em dezembro
Os Estados Unidos (EUA) criaram 119 mil vagas de emprego em setembro, segundo o relatório de payroll divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Departamento do Trabalho
Sem medo de bolha? Nvidia (NVDC34) avança 5% e puxa Wall Street junto após resultados fortes — mas ainda há o que temer
Em pleno feriado da Consciência Negra, as bolsas lá fora vão de vento em poupa após a divulgação dos resultados da Nvidia no terceiro trimestre de 2025
Com R$ 480 milhões em CDBs do Master, Oncoclínicas (ONCO3) cai 24% na semana, apesar do aumento de capital bilionário
A companhia vive dias agitados na bolsa de valores, com reação ao balanço do terceiro trimestre, liquidação do Banco Master e aprovação da homologação do aumento de capital
Braskem (BRKM5) salta quase 10%, mas fecha com ganho de apenas 0,6%: o que explica o vai e vem das ações hoje?
Mercado reagiu a duas notícias importantes ao longo do dia, mas perdeu força no final do pregão
SPX reduz fatia na Hapvida (HAPV3) em meio a tombo de quase 50% das ações no ano
Gestora informa venda parcial da posição nas ações e mantém derivativos e operações de aluguel
Dividendos: Banco do Brasil (BBAS3) antecipa pagamento de R$ 261,6 milhões em JCP; descubra quem entra no bolo
Apesar de o BB ter terminado o terceiro trimestre com queda de 60% no lucro líquido ajustado, o banco não está deixando os acionistas passarem fome de proventos
Liquidação do Banco Master respinga no BGR B32 (BGRB11); entenda os impactos da crise no FII dono do “prédio da baleia” na Av. Faria Lima
O Banco Master, inquilino do único ativo presente no portfólio do FII, foi liquidado pelo Banco Central por conta de uma grave crise de liquidez
Janela de emissões de cotas pelos FIIs foi reaberta? O que representa o atual boom de ofertas e como escapar das ciladas
Especialistas da EQI Research, Suno Research e Nord Investimentos explicam como os cotistas podem fugir das armadilhas e aproveitar as oportunidades em meio ao boom das emissões de cotas dos fundos imobiliários

