🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO

Ibovespa se recupera parcialmente, mas crise na Turquia e pandemia fazem bolsa abrir a semana em queda

Na parte da tarde, o mercado local conseguiu aliviar o cenário negativo, mas ficou longe de surfar a onda positiva vista em Nova York

Jasmine Olga
Jasmine Olga
22 de março de 2021
18:25 - atualizado às 18:43
Ibovespa mercados queda
Imagem: Shutterstock

O fantasma que assombra os mercados nas últimas semanas decidiu tirar o dia de folga, o que abriu espaço para outra assombração (inesperada) brilhar. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto o rendimento dos títulos públicos americanos recuaram - tirando parte da pressão vendedora da bolsa e deixando espaço para que o Nasdaq puxasse uma alta em Nova York -, a troca inesperada do presidente do Banco Central turco fez com os mercados emergentes patinarem nesta segunda-feira (22). 

A bolsa brasileira fechou longe das mínimas, bem próximo dos 115 mil pontos, mas ainda assim pesando a situação preocupante da pandemia do coronavírus no país e as incertezas políticas na Turquia. O Ibovespa fechou o dia em queda de 1,07%, aos 114.978. Em dia de derretimento da Lira turca, o que por tabela mexeu com as principais divisas dos países emergentes, o dólar à vista teve um avanço de 0,59%, a R$ 5,5179 - longe das máximas do dia.

O que ajudou o mercado local a aliviar parte do noticiário negativo foi o forte desempenha da arrecadação de fevereiro, que somou R$ 127,747 bilhões, acima da mediana de projeções do mercado. Além disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou a importância da vacinação para a recuperação econômica. A declaração vem em um momento extremamente delicado da pandemia no País.

Mesmo com a recente elevação na taxa de juros brasileira, o mercado segue precificando uma alta ainda maior da inflação. O relatório Focus desta segunda-feira trouxe também uma elevação da projeção para a Selic - que passou de 4,5% ao ano para 5%. Essa leitura se reflete no mercado de juros futuro, que desacelerou na reta final, mas ainda fechou o dia em alta. Confira as taxas de fechamento do dia. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Janeiro/2022: de 4,62% para 4,60%
  • Janeiro/2023: de 6,21% para 6,37%
  • Janeiro/2025: de 7,59% para 7,73%
  • Janeiro/2027: de 8,08% para 8,22%

Descontrole

A escalada de mortes em decorrência da covid-19 tem levado a uma cobrança pública de diversos setores da sociedade para o controle da situação, incluindo economistas e membros do Congresso. No domingo (21), renomados economistas assinaram uma carta aberta em que pedem medidas mais efetivas no combate à pandemia.

Leia Também

A falta de perspectiva para o andamento da vacinação no país e a necessidade de medidas mais enérgicas para conter o vírus por parte dos Estados respingam em Brasília, com a pressão aumentando cada vez mais sobre o Executivo. 

O presidente Jair Bolsonaro segue condenando as novas restrições impostas pelos governadores, ao mesmo tempo que busca destacar que tem negociado a compra de novas doses de vacinas contra a covid-19 com diversos laboratórios. 

Essa queda de braço acaba refletindo nos ativos brasileiros, mostrando um cenário um tanto errático, segundo o analista da Apollo Investimentos Victor Benndorf, já que ao mesmo tempo que o mercado comemora as negociações também fica cauteloso com a falta de horizonte para que essas doses realmente estejam disponíveis para a população. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A situação da pandemia na Europa também pesa sobre os mercados, com uma terceira onda de contágio ganhando contornos mais firmes, em meio a uma crise com relação à vacinação no continente. O Velho Continente voltou a aplicar a vacina da AstraZeneca após a confirmação que o imunizante não causava trombose nos pacientes, mas ainda assim as bolsas do continente operaram sem uma direção definida. 

Com o prolongamento dos lockdowns no Brasil, sem uma data para que as novas quarentenas sejam de fato aliviadas, e novas medidas restritivas no exterior, as projeções de crescimento começam a ser mais uma vez revisadas para baixo, o que não colabora para aliviar o cenário.

Ah, a inflação...

A tensão com relação ao ritmo de vacinação na Europa não é a única preocupação no mercado internacional e o Brasil não é o único país que sofre com decisões do presidente indo contra o esperado pelo mercado. Uma crise com origem na Turquia minou o desempenho positivo dos mercados nesta segunda-feira, principalmente nos países emergentes. 

A preocupação com a inflação em escala global tem sido um assunto persistente nos últimos meses. Nos Estados Unidos, essa pressão tem levado a uma elevação dos rendimentos dos juros futuros. Em países emergentes, com menos espaço para atuação, os BCs começam a tirar os seus estímulos, elevando as taxas de juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A decisão do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, de trocar o presidente do BC do país pela terceira vez desde 2019, após uma alta na taxa básica de juros para 19% ao ano que visava conter o avanço da inflação, não pegou bem no mercado.

O movimento levou a Lira turca a derreter, recuando mais de 15%. O mercado acredita que a crise desencadeada por lá pode afetar os outros países emergentes. Para Marcio Lórega, analista técnico da Ativa Investimentos, a atuação do presidente turco gera uma forte instabilidade política e econômica que acaba sendo gerada e causa preocupação com relação a uma mudança de postura na condução da taxa de juros. 

José Luiz Rossi, economista da Investmind, ressalta que esse movimento também reflete parte da preocupação com o crescimento da inflação em diversos países do mundo. Entre os emergentes, Brasil, Rússia e Turquia, são os países que os BCs estão reagindo, mesmo ainda em cenário de pandemia, e que esse tema deve persistir nos próximos meses.

Benndorf, da Apollo Investimentos, reforça que a situação lembra os investidores que os emergentes “nunca estão bem posicionados para uma situação de crise” e a substituição do chefe do BC turco foi um lembrete dessa realidade cheia de riscos extras. No entanto, há menos que existam outros desdobramentos, o analista não acredita que esse deva continuar sendo um driver limitante nos próximos dias. Os olhos dos investidores de fato devem se voltar para a situação da pandemia. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De olho no Fed

Nos Estados Unidos, os investidores passam mais um dia atentos aos juros e aos sinais de que a política monetária do país deve se manter inalterada.

Pela manhã, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, voltou a declarar que o banco central americano irá apoiar a recuperação da economia do país pelo tempo que for necessário. Assim, os juros futuros - principalmente os de vencimento mais longo -, que seguem uma tendência de alta expressiva nas últimas semanas, deram uma trégua.

Aproveitando o momento, as bolsas americanas operaram com alta, puxadas principalmente pelo desempenho das ações do setor de tecnologia. Ao fim do dia, o Nasdaq avançou 1,23%, o S&P 500 teve alta de 0,70% e o Dow Jones, que vem performando melhor do que o restante dos índices, subiu 0,32% hoje. 

Sobe e desce

As incógnitas na mesa abarcam diversas frentes - política, sanitária, reformas, etc - o que acaba deixando o mercado um tanto “em cima do muro” e dá espaço para uma rotação setorial maior, com alguns investidores indo atrás de barganhas - como as administradoras de shopping, que avançaram mesmo diante das expectativas ruins com o cenário da pandemia. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Ficamos com aquela briga de especulação versus crise. É muito importante focar nas empresas, não ficar olhando o fluxo e  sim muita convicção para o longo prazo”, afirma Benndorf. 

Com o câmbio jogando a favor, os frigoríficos tiveram um dia de avanço, também pesando os números positivos sobre a importação de proteínas da China. 

Na ponta da tabela, o destaque ficou mais uma vez com a ação do GPA. Depois de recuar forte com a estreia do seu braço de atacarejo na bolsa, o Assaí, a companhia tem se recuperado nos últimos dias. Pesam a favor rumores sobre desinvestimentos que podem ser favoráveis para a companhia. Confira as principais altas do dia:

CÓDIGONOME R$VARIAÇÃO
PCAR3GPA ON         29,735,02%
BEEF3Minerva ON         10,123,16%
MRFG3Marfrig ON         16,382,63%
TOTS3Totvs ON         29,411,73%
CPLE6Copel PN            7,081,29%

Na ponta contrária, temos empresas do setor aéreo e commodities recuando de forma expressiva. Com sinais de que a economia chinesa pode colocar o pé no freio, já que foi a primeira a sair da crise gerada pelo coronavírus, o minério de ferro - que subiu expressivamente nos últimos meses - passa por uma correção. Confira as principais quedas:

CÓDIGONOME R$VARIAÇÃO
EMBR3Embraer ON         13,44-7,37%
AZUL4Azul PN         39,50-5,93%
PRIO3PetroRio ON         90,25-3,92%
GOLL4Gol PN         20,80-3,21%
USIM5Usiminas PNA         17,21-3,21%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar