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MERCADOS HOJE

Inflação pressiona mercado de juros e Ibovespa cai 1%; dólar vira e passa a subir

A crise política segue pesando no cenário interno, com a reforma ministerial e os ruídos em Brasília

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Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Embora o clima no exterior seja positivo, a sexta-feira (23) é de queda para o principal índice da bolsa brasileira. 

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Lá fora, os principais índices seguem se recuperando após a queda brusca da última segunda-feira e sobem mais de 1%, embalados por perspectivas mais otimistas para a retomada econômica e uma maior confiança de que as vacinas disponíveis no mercado serão suficientes para impedir que a variante delta se torne um problema tão grande quanto a primeira onda do coronavírus. 

Mas dentro de casa o clima é outro. Os ruídos políticos seguem elevados em Brasília e a inflação não dá sinais de arrefecimento. Por volta das 16h20, o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 1,09%, aos 124.711 pontos. 

O IPCA-15 de julho, considerado a prévia da inflação oficial, teve a maior alta para o mês desde 2004, em uma alta de 0,72%. A aceleração da alta dos preços volta a pressionar a atuação do Banco Central Brasileiro na próxima reunião, que deve ocorrer em agosto.

Com o mercado de juros pressionado, o câmbio passou por um forte cabo de guerra. De um lado, dados mais fracos da atividade americana apreciaram o real frente ao dólar. Do outro, a inclinação da taxa de juros pressionou. Durante a maior parte do dia o viés de baixa se manteve, mas a tendência se reverteu na última hora. No mesmo horário, o dólar à vista avançava 0,15%, a R$ 5,2210.

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A pressão inflacionária mexe também com o mercado de juros, que volta a precificar uma elevação de um ponto percentual na próxima reunião do Copom. Essa posição havia sido desmontada após a divulgação da ata do último encontro. Confira as taxas do dia:

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  • Janeiro/22: de 5,81% para 6,00%
  • Janeiro/23: de 7,20% para 7,40%
  • Janeiro/25: de 8,11% para 8,26%
  • Janeiro/27: de 8,55% para 8,64%

O cenário político também segue gerando incertezas. Além da reforma ministerial recente, que dá mais poder para o Centrão e tira a secretaria do Trabalho da tutela de Paulo Guedes, os investidores monitoram as manifestações contra o governo que devem ocorrer durante o fim de semana. 

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Sorriso no rosto

Pela manhã, indicadores de atividade da zona do euro dispersaram momentaneamente a preocupação com a variante delta do coronavírus e a lentidão do processo de retomada econômica.

O PMI da Zona do Euro veio acima do esperado pelos analistas do mercado, indicando uma expansão mais intensa das atividades na região. De acordo com o IHS Markit, o índice do gerente de compras subiu de 59,5 para 60,6 na passagem de junho para julho deste ano. 

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Mas a inflação também é uma preocupação em terras europeias. Para o Banco Central Europeu (BCE), o momento é de cautela quanto à alta dos preços, mas a instituição afirmou estar pronta para agir assim que necessário.

Sobe e desce

Confira as principais altas do dia

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
HYPE3Hypera ONR$ 36,002,75%
USIM5Usiminas PNAR$ 20,211,46%
BEEF3Minerva ONR$ 9,430,75%
BBSE3BB Seguridade ONR$ 21,980,55%
GGBR4Gerdau PNR$ 30,690,43%

Confira também as principais quedas:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
BRKM5Braskem PNAR$ 59,00-5,45%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 22,46-3,40%
EZTC3EZTEC ONR$ 28,10-2,90%
AMER3Americanas S.A ONR$ 55,90-2,78%
ELET6Eletrobras PNBR$ 41,89-2,76%
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