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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

MERCADOS HOJE

Variante delta da covid-19 e queda brusca do petróleo trazem cautela e bolsa recua mais de 1%; dólar sobe a R$ 5,20

Com o Congresso nacional em recesso parlamentar, os investidores têm uma folga dos atritos políticos, mas a cautela com o coronavírus segue em alta

Jasmine Olga
Jasmine Olga
19 de julho de 2021
10:38 - atualizado às 16:09
Petróleo em queda
Imagem: Shutterstock

O sonho de uma volta à normalidade com o avanço da vacinação contra o coronavírus pelo mundo está em xeque. Ainda que o número de hospitalizações e mortes siga caindo, países da Europa, Ásia e os Estados Unidos voltam a se preocupar com o aumento no número de casos originados da nova cepa 'delta' da doença. 

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Com o potencial das vacinas atuais ainda desconhecido, os investidores reagem com cautela. O temor é que as medidas de isolamento social sejam mais uma vez necessárias, o que atrapalharia a recuperação econômica. 

Mesmo com a demanda incerta, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) chegou a um acordo para aumentar a produção da commodity em 400 mil barris por dia, a 3,5 milhões, já no mês que vem. Uma decisão era aguardada há mais de uma semana, mas a reação do mercado não foi positiva. Por volta das 15h15, tanto o petróleo WTI quanto o Brent recuavam cerca de 7%.

Na Ásia, os principais índices recuaram mais de 1%. Com as bolsas em Nova York e na Europa também no vermelho, o Ibovespa tem uma influência negativa, que se agrava com o forte recuo das ações da Petrobras. Por volta das 16h, o principal índice da bolsa recuava 1,64%, aos 123.860 pontos. O dólar à vista avança, com uma alta de 2,24%, aos R$ 5,2293. 

Outros riscos

A queda do minério de ferro também é um peso para a bolsa brasileira, mas o recuo das commodities alivia a pressão inflacionária no país. Por isso, mesmo com o câmbio pressionado, a curva de juros mostra movimentos menos amplos, mas com viés de queda. Confira as taxas do dia:

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  • Janeiro/22: de 5,79% para 5,78%
  • Janeiro/23: de 7,25% para 7,21%
  • Janeiro/25: de 8,20% para 8,15%
  • Janeiro/27: de 8,60% para 8,58%

Os riscos inflacionários nos Estados Unidos e na Europa também são monitorados pelos investidores, que tentam antecipar o movimento dos bancos centrais para conter a escalada dos preços ao mesmo tempo que garante as condições necessárias para que os países se recuperem da crise herdada pelo coronavírus.

Leia Também

No Brasil, o Congresso está em recesso parlamentar, o que deixa os negócios locais mais suscetíveis a seguir os seus pares internacionais. Além disso, o presidente Jair Bolsonaro segue gerando ruídos e há expectativas para que ele vete o aumento do fundo eleitoral aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022. 

Sobe e desce

Poucas empresas operam em alta nesta tarde, com destaque para as ações dos frigoríficos, que acompanham a aceleração do dólar, e do setor elétrico. Confira:

CÓDIGONOMEVALORVAR
LWSA3Locaweb ONR$ 26,230,88%
RAIL3Rumo ONR$ 20,600,68%
MRFG3Marfrig ONR$ 18,910,42%
JBSS3JBS ONR$ 28,660,14%
ENBR3Energias do Brasil ONR$ 17,820,06%

Na ponta contrária, a PetroRio acompanha a queda do petróleo e exibe perdas superiores a 4%. Na sequência temos a estreia de AMER3, junção das ações da B2W (que deixaram de ser negociadas) e Americanas S.A. 

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O temor de que a variante delta do coronavírus traga de volta as restrições de viagem derruba o setor aéreo no Brasil e no exterior. Confira:

CÓDIGONOMEVALORVAR
AMER3Americanas S.AR$ 63,35-6,84%
LAME4Lojas Americanas PNR$ 8,10-6,47%
LAME3Lojas Americanas ONR$ 7,79-6,37%
PRIO3PetroRio ONR$ 17,87-5,20%
VVAR3Via Varejo ONR$ 14,00-4,11%

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