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2021-03-16T16:03:38-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
Cursando jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
MERCADOS HOJE

Ibovespa recua seguindo piora em Nova York e na expectativa por “Super Quarta”; dólar cai

Reunião do Copom e do Federal Reserve são destaques e mantém os investidores em compasso de espera

16 de março de 2021
10:29 - atualizado às 16:03
Selo Mercados Touro e Urso AGORA
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Depois de uma manhã de instabilidade, o Ibovespa parece ter se firmado em queda firme nesta terça-feira (16), acompanhando uma piora das bolsas americanas.

Com os investidores em compasso de espera pela "Super Quarta", quando teremos a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidirá a taxa básica de juros do país, e a decisão de política monetária também nos Estados Unidos, os investidores optam por posturas mais cautelosas.

Por volta das 16h o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 1,02%, aos 113.708 pontos. Após o estresse recente, o dólar à vista recua 0,42%, a R$ 5,6142.

A piora das bolsas americanas mais uma vez acompanha a disparada do retorno dos títulos públicos longos americanos, que começaram o dia em queda, mas reverteram o sinal há pouco.

No campo doméstico, temos a repercussão da queda de Eduardo Pazuello do Ministério da Saúde, com o governo tentando mostrar mostra um novo tom no enfrentamento da pandemia. 

De olho nos juros

Nos Estados Unidos, a expectativa do mercado está mais voltada para a coletiva que deve vir após o anúncio do Federal Reserve do que para a decisão em si. O Fed deve manter a sua política monetária inalterada, mas, diante da escalada da inflação, os investidores buscam sinais de que a instituição pode elevar a taxa de juros antes do esperado. 

No Brasil, o mercado já precifica um aumento da taxa Selic. Agora resta saber qual será o tamanho do ajuste realizado pelo Banco Central. 

O mercado de juros brasileiro, que começou o dia acompanhando o movimento visto nos Estados Unidos, diminuiu o ímpeto de queda. Confira as principais taxas do dia:

  • Janeiro/2022: de 4,29% para 4,25%
  • Janeiro/2023: de 6,04% para 5,96%
  • Janeiro/2025: de 7,40% para 7,32%
  • Janeiro/2027: de 7,94% para 7,84%

Calibrando expectativas

Agora cedo, dados do varejo americano decepcionaram os analistas, mas, com a perspectiva de que em breve os americanos comecem a receber os cheques de US$ 1,4 mil a reação dos índices futuros em Wall Street, que caminham sem direção definida, foi tímida. 

A produção industrial do país também decepcionou, caindo 2,2% em fevereiro ante janeiro. A previsão dos analistas era de uma leve alta de 0,3% no período.

O primeiro impaccto dos números mais fracos do que o esperado foi uma queda dos juros futuros e do rendimento dos títulos públicos, já que a leitura de um "superaquecimento" da economia ficou em segundo plano, mas o cenário começa a se reverter.

Nos Estados Unidos, as bolsas abriram sem um sinal único e tiveram uma piora significativa na última hora, coma recuperação dos T-Notes mais longos. Somente o Nasdaq avança.

Na Europa, as bolsas fecharam em alta, mesmo com a preocupação do mercado com a interrupção da vacinação feita com o imunizante produzido pela AstraZeneca.

Dança das cadeiras

A pasta da Saúde teve uma nova substituição. Depois de ser dirigida pelos médicos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, assumiu o general da reserva, Eduardo Pazuello, e agora o Ministério passa a ter novamente um profissional da saúde à sua frente: o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga.

A troca acontece no pior momento da pandemia, sendo o décimo primeiro ministro do governo de Jair Bolsonaro a sair por pressões externas. A volta de um médico para a pasta indica uma tentativa de mudança de tom do presidente no combate ao coronavírus, o que é bem visto pelo mercado.

Sobe e desce

A alta do minério de ferro no mercado internacional, após alguns recuos, puxam as ações de Usiminas e CSN, que sobe após a companhia decidir fazer reajustes em sua tabela de produtos. Confira as maiores altas do pregão desta terça-feira (16):

CÓDIGONOME VALORVARIAÇÃO
USIM5Usiminas PNAR$ 18,40 7,73%
CSNA3CSN ONR$ 37,15 3,68%
SUZB3Suzano ONR$ 75,37 3,46%
KLBN11Klabin unitsR$ 29,32 3,35%
BRKM5Braskem PNAR$ 35,66 3,15%

As empresas que tiveram uma alta expressiva na sessão de ontem ficam na parte de baixo da tabela neste começo de sessão. Confira as maiores quedas:

CÓDIGONOME VALORVARIAÇÃO
EMBR3Embraer ONR$ 13,96 -4,97%
CVCB3CVC ONR$ 18,08 -4,39%
AZUL4Azul PNR$ 41,17 -3,90%
GOLL4Gol PNR$ 23,15 -3,82%
JHSF3JHSF ONR$ 6,79 -3,55%
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