🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Gestão na crise

Onde investir num mundo onde tudo sobe de preço? Dahlia Capital diz que é hora de comprar bolsa e dólar

Com R$ 12 bilhões em patrimônio, gestora vê bolsa atrativa mesmo com subida da Selic, mas espera dólar valorizado com desempenho da economia dos EUA

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
28 de abril de 2021
6:05 - atualizado às 17:57
Dinheiro injeção liquidez governo bolsas mercados
Programas de estímulo dos governos devem levar os preços de todos os ativos para cima, segundo os gestores da Dahlia Imagem: Shutterstock

Um mercado com bolsa, dólar e juros em alta como o que vivemos hoje está longe de ser um fenômeno comum. Historicamente, a valorização das ações tem como contrapartida a queda do câmbio e das taxas de mercado, e vice-versa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas essa realidade mudou como reflexo da resposta dos governos mundiais à pandemia do coronavírus. A enxurrada de dinheiro despejado na economia com os programas de estímulo fiscal e monetário provocou uma verdadeira inflação dos ativos negociados no mercado financeiro, como ações e commodities.

Com tudo subindo de preço, não há outra alternativa a não ser ir às compras na hora de investir. Essa é a visão de Felipe Hirai e Mauricio Fernandes, sócios da Dahlia Capital.

Com R$ 12 bilhões em patrimônio, a gestora formada por ex-profissionais do Bank of America e do antigo Garantia se tornou um dos destaques entre as casas independentes que surgiram nos últimos anos.

O Dahlia Total Return, fundo que é o carro-chefe da gestora e atualmente fechado para captações, acumula retorno de 85,95% desde o lançamento, em maio de 2018, contra 13,64% do CDI (indicador de referência) no mesmo período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bolsa na frente

Se o momento é para comprar, a dúvida que fica é: o que comprar? Dos três principais mercados, a Dahlia só não mantém exposição relevante em juros. As maiores posições dos fundos hoje estão compradas em bolsa, contaram os sócios da gestora durante uma conversa por videoconferência comigo e com a repórter Jasmine Olga.

Leia Também

A posição comprada da Dahlia no mercado de ações é bem conhecida. Ao participar de um evento em dezembro de 2019, José Rocha, um dos sócios-fundadores da gestora, fez uma projeção que provocou frisson na plateia: a de que o Ibovespa alcançaria os 250 mil pontos no fim de 2022.

Naquele momento, ninguém poderia imaginar que o mundo seria varrido por uma pandemia capaz de paralisar a economia global. Agora, os sócios da gestora preferem não falar em números, mas entendem que a perspectiva para a bolsa segue favorável.

Ainda que aos trancos e barrancos, o Ibovespa recuperou as perdas da crise e neste ano acumula uma pequena valorização de 0,31%. Mas será que o desempenho da bolsa não pode ser comprometido com o ciclo de alta de juros em meio ao repique da inflação?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A gente acredita que a configuração para a bolsa não é tão negativa assim quando se olha para o médio e longo prazo”, disse Hirai.

Sobre a inflação, o gestor avalia que a pressão deve persistir nos próximos meses, mas os preços devem começar a convergir de volta em direção às metas até o fim do ano.

Isso significa que o Banco Central não precisará de um ajuste tão drástico na Selic para conter a inflação. “A Selic deve ficar mais próxima dos 5% do que dos 10%.” Nesse cenário, o investimento em bolsa deve seguir atrativo.

Quanto ao desempenho abaixo do esperado do PIB, o sócio da Dahlia lembra que a bolsa não necessariamente reflete o estado da economia. “Na bolsa estão as melhores e maiores empresas do Brasil, que estão ganhando mercado das menores e sem o mesmo acesso a capital.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hirai também aponta uma preocupação menor — ou “menos catastrofista” com a situação fiscal do país. Ele aponta que o Brasil não tem um problema de dívida em moeda estrangeira e ainda conta com US$ 300 bilhões em reservas internacionais.

O nível de endividamento também não preocupa tanto porque o gestor considera que o número mais comparável com o de outros países é o da dívida líquida, que atualmente se encontra na casa dos 60%.

Os setores favoritos

Na hora de selecionar o que comprar na bolsa brasileira, os gestores da Dahlia passam em revista as premissas macroeconômicas de longo prazo.

Diante da visão de que a Selic deve permanecer em níveis baixos, a gestora coloca o setor elétrico entre os favoritos. “Não é o segmento de maior crescimento da bolsa, mas oferece uma remuneração atrativa para o acionista em relação ao nível de juros.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra tese da Dahlia, essa sim baseada em crescimento, é a do chamado “financial deepening”, que é a tendência de as pessoas buscarem alternativas de investimentos fora da prateleira dos grandes bancos. “É daí que surgem novas XPs e BTGs”, disse Fernandes, sem mencionar, contudo, quais são as apostas específicas da gestora.

A Dahlia também tem uma expectativa positiva para as empresas de tecnologia. Como se trata de um segmento ainda carente de ações na B3, Fernandes estende a definição para empresas que se valem da tecnologia como vantagem competitiva, como as que atuam com comércio eletrônico.

Aposta no dólar forte e na bolsa dos EUA

As compras da gestora não se limitam à bolsa brasileira. A Dahlia também mantém posições em ações norte-americanas e está comprada em dólar contra o real.

As duas apostas partem de um mesmo fundamento: o de que a economia dos Estados Unidos manterá um ritmo de crescimento nos próximos anos capaz de mantê-la como protagonista global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“As bolsas e moedas que sobem mais são as de países que crescem mais, é muito difícil fugir disso”, disse Hirai.

Nesse sentido, o dólar valorizado deve se manter mesmo diante dos programas de estímulo trilionários do governo norte-americano. “Nós não acreditamos que a expansão fiscal vai enfraquecer o câmbio.” O risco para esse cenário é a trajetória do juro de longo prazo nos EUA, que pode afetar os mercados como um todo no caso de um ajuste muito abrupto.

Leia também:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AÇÕES EM QUEDA FORTE

Amazon (AMZO34) aposta pesado em IA. Por que investimentos de R$ 1 trilhão assusta mercado e até o BTC pagou o pato?

6 de fevereiro de 2026 - 11:58

Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas

FII DO MÊS

FII de papel ou tijolo? Em fevereiro, os dois são queridinhos dos analistas; confira os fundos imobiliários no pódio

5 de fevereiro de 2026 - 6:14

Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora

HORA DE COMPRAR?

A Prio (PRIO3) já deu o que tinha que dar? Depois de subirem 20% no ano, papéis ainda podem disparar; Itaú BBA aponta gatilhos

4 de fevereiro de 2026 - 18:42

A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas

VAI PERDER O BONDE?

“Investidor pessoa física só gosta de bolsa quando já está cara”, diz Azevedo, da Ibiuna

4 de fevereiro de 2026 - 17:31

Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa

TOUROS E URSOS #258

Ibovespa nos 200 mil pontos? Gringos compram tudo — mas cadê os investidores brasileiros

4 de fevereiro de 2026 - 14:00

Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano

BRASIL NO CENTRO DO MUNDO

Bolsa com força total: gringos despejam R$ 26,3 bilhões em janeiro na B3 e superam todo o fluxo de 2025

3 de fevereiro de 2026 - 20:00

Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes

MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

DEPOIS DE A HOLDING PEDIR RJ

Fictor Alimentos (FICT3) desaba 40% na B3. Por que o mercado não acreditou que a empresa ficará de fora da RJ da holding?

2 de fevereiro de 2026 - 15:34

Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) dispara, volta a ser negociada acima de R$ 1 e lidera as altas do Ibovespa na semana; veja os destaques

1 de fevereiro de 2026 - 15:00

Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice

CRIPTOMOEDAS HOJE

US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?

1 de fevereiro de 2026 - 12:01

Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

DESCE E SOBE

Fundo imobiliário TGAR11 cai 14% em três dias, mas BB-BI diz que não é hora de vender — entenda o que pode impulsionar o FII na bolsa agora

30 de janeiro de 2026 - 12:55

O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar