Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Gestão na crise

Onde investir num mundo onde tudo sobe de preço? Dahlia Capital diz que é hora de comprar bolsa e dólar

Com R$ 12 bilhões em patrimônio, gestora vê bolsa atrativa mesmo com subida da Selic, mas espera dólar valorizado com desempenho da economia dos EUA

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
28 de abril de 2021
6:05 - atualizado às 17:57
Dinheiro injeção liquidez governo bolsas mercados
Programas de estímulo dos governos devem levar os preços de todos os ativos para cima, segundo os gestores da Dahlia Imagem: Shutterstock

Um mercado com bolsa, dólar e juros em alta como o que vivemos hoje está longe de ser um fenômeno comum. Historicamente, a valorização das ações tem como contrapartida a queda do câmbio e das taxas de mercado, e vice-versa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas essa realidade mudou como reflexo da resposta dos governos mundiais à pandemia do coronavírus. A enxurrada de dinheiro despejado na economia com os programas de estímulo fiscal e monetário provocou uma verdadeira inflação dos ativos negociados no mercado financeiro, como ações e commodities.

Com tudo subindo de preço, não há outra alternativa a não ser ir às compras na hora de investir. Essa é a visão de Felipe Hirai e Mauricio Fernandes, sócios da Dahlia Capital.

Com R$ 12 bilhões em patrimônio, a gestora formada por ex-profissionais do Bank of America e do antigo Garantia se tornou um dos destaques entre as casas independentes que surgiram nos últimos anos.

O Dahlia Total Return, fundo que é o carro-chefe da gestora e atualmente fechado para captações, acumula retorno de 85,95% desde o lançamento, em maio de 2018, contra 13,64% do CDI (indicador de referência) no mesmo período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bolsa na frente

Se o momento é para comprar, a dúvida que fica é: o que comprar? Dos três principais mercados, a Dahlia só não mantém exposição relevante em juros. As maiores posições dos fundos hoje estão compradas em bolsa, contaram os sócios da gestora durante uma conversa por videoconferência comigo e com a repórter Jasmine Olga.

Leia Também

A posição comprada da Dahlia no mercado de ações é bem conhecida. Ao participar de um evento em dezembro de 2019, José Rocha, um dos sócios-fundadores da gestora, fez uma projeção que provocou frisson na plateia: a de que o Ibovespa alcançaria os 250 mil pontos no fim de 2022.

Naquele momento, ninguém poderia imaginar que o mundo seria varrido por uma pandemia capaz de paralisar a economia global. Agora, os sócios da gestora preferem não falar em números, mas entendem que a perspectiva para a bolsa segue favorável.

Ainda que aos trancos e barrancos, o Ibovespa recuperou as perdas da crise e neste ano acumula uma pequena valorização de 0,31%. Mas será que o desempenho da bolsa não pode ser comprometido com o ciclo de alta de juros em meio ao repique da inflação?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A gente acredita que a configuração para a bolsa não é tão negativa assim quando se olha para o médio e longo prazo”, disse Hirai.

Sobre a inflação, o gestor avalia que a pressão deve persistir nos próximos meses, mas os preços devem começar a convergir de volta em direção às metas até o fim do ano.

Isso significa que o Banco Central não precisará de um ajuste tão drástico na Selic para conter a inflação. “A Selic deve ficar mais próxima dos 5% do que dos 10%.” Nesse cenário, o investimento em bolsa deve seguir atrativo.

Quanto ao desempenho abaixo do esperado do PIB, o sócio da Dahlia lembra que a bolsa não necessariamente reflete o estado da economia. “Na bolsa estão as melhores e maiores empresas do Brasil, que estão ganhando mercado das menores e sem o mesmo acesso a capital.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hirai também aponta uma preocupação menor — ou “menos catastrofista” com a situação fiscal do país. Ele aponta que o Brasil não tem um problema de dívida em moeda estrangeira e ainda conta com US$ 300 bilhões em reservas internacionais.

O nível de endividamento também não preocupa tanto porque o gestor considera que o número mais comparável com o de outros países é o da dívida líquida, que atualmente se encontra na casa dos 60%.

Os setores favoritos

Na hora de selecionar o que comprar na bolsa brasileira, os gestores da Dahlia passam em revista as premissas macroeconômicas de longo prazo.

Diante da visão de que a Selic deve permanecer em níveis baixos, a gestora coloca o setor elétrico entre os favoritos. “Não é o segmento de maior crescimento da bolsa, mas oferece uma remuneração atrativa para o acionista em relação ao nível de juros.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra tese da Dahlia, essa sim baseada em crescimento, é a do chamado “financial deepening”, que é a tendência de as pessoas buscarem alternativas de investimentos fora da prateleira dos grandes bancos. “É daí que surgem novas XPs e BTGs”, disse Fernandes, sem mencionar, contudo, quais são as apostas específicas da gestora.

A Dahlia também tem uma expectativa positiva para as empresas de tecnologia. Como se trata de um segmento ainda carente de ações na B3, Fernandes estende a definição para empresas que se valem da tecnologia como vantagem competitiva, como as que atuam com comércio eletrônico.

Aposta no dólar forte e na bolsa dos EUA

As compras da gestora não se limitam à bolsa brasileira. A Dahlia também mantém posições em ações norte-americanas e está comprada em dólar contra o real.

As duas apostas partem de um mesmo fundamento: o de que a economia dos Estados Unidos manterá um ritmo de crescimento nos próximos anos capaz de mantê-la como protagonista global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“As bolsas e moedas que sobem mais são as de países que crescem mais, é muito difícil fugir disso”, disse Hirai.

Nesse sentido, o dólar valorizado deve se manter mesmo diante dos programas de estímulo trilionários do governo norte-americano. “Nós não acreditamos que a expansão fiscal vai enfraquecer o câmbio.” O risco para esse cenário é a trajetória do juro de longo prazo nos EUA, que pode afetar os mercados como um todo no caso de um ajuste muito abrupto.

Leia também:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE INVESTIR

‘Ações não são o patinho feio’. Gestores estão otimistas com os ganhos do Ibovespa mesmo diante da guerra e das eleições

7 de abril de 2026 - 15:42

Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa

A FOME DO 'PACMAN DOS FIIS'

O Zagros Renda (GGRC11) quer levantar até R$ 1,5 bilhão em nova oferta de cotas; entenda o que está na jogada para o fundo imobiliário

7 de abril de 2026 - 10:41

O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta

RECOMENDAÇÃO DE COMPRA

Copo meio cheio? Projeções para a Hypera (HYPE3) pioram, mas ação ainda pode saltar até 33%, diz Santander — e caneta emagrecedora é um dos motivos

6 de abril de 2026 - 18:02

Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?

NOVOS PATAMARES

Qual o próximo passo da JBS na bolsa norte-americana, segundo o BTG? Veja qual a vantagem para o investidor

6 de abril de 2026 - 15:01

Aos poucos, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, como entrar em certos índices de ações

FII DO MÊS

Fundo imobiliário com carteira ‘genuinamente híbrida’ é o favorito para investir em abril — e ainda está com desconto 

6 de abril de 2026 - 6:04

O FII do mês da série do Seu Dinheiro é avaliado como um dos maiores e mais diversificados fundos imobiliários do mercado brasileiro

CARTEIRA RECOMENDADA

Small caps: Minerva Foods (BEEF3) e Azzas 2154 (AZZA3) entram na carteira de abril da Terra Investimentos; veja quem sai

5 de abril de 2026 - 17:52

Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)

OPORTUNIDADE NA CARTEIRA

Dividendos em abril: veja as ações recomendadas pelo Safra para turbinar os ganhos

5 de abril de 2026 - 14:48

Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo

GRINGO NA ÁREA

Nem a guerra do Irã parou a bolsa: mercado brasileiro deve ter melhor 1º trimestre em fluxo de capital estrangeiro desde 2022

4 de abril de 2026 - 13:42

Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue

ENTRE ALTOS E BAIXOS

Natura (NATU3) sai na frente e RD Saúde (RADL3) é ação com pior desempenho; veja os destaques do Ibovespa nesta semana

4 de abril de 2026 - 12:49

Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda

ENTENDA

Tombo de quase 80%: Fictor Alimentos (FICT3) vira ação de centavos e recebe alerta da B3

3 de abril de 2026 - 17:41

A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

Maior alta do Ibovespa na semana: Natura (NATU3) salta 12% com “selo” de gigante global. Vem mais por aí?

3 de abril de 2026 - 14:30

Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar

HORA DE COMPRAR?

Ação da Embraer (EMBJ3) tem sinal verde de compra? Empresa aumenta entregas de aviões em 47% e analistas dão veredito

3 de abril de 2026 - 12:52

A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra

FOCO EM RENDA EXTRA

Não é Auren (AURE3) nem Engie (EGIE3): a elétrica favorita do Santander pode pagar dividendos de até 24%

3 de abril de 2026 - 11:04

Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? Os ativos para se proteger do risco geopolítico e ainda ganhar dinheiro; Petrobras (PETR4) se destaca com dividendos no radar

3 de abril de 2026 - 7:01

Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas

MERCADOS HOJE

Trump promete força total na guerra contra o Irã e espalha medo, mas Ibovespa consegue se segurar, enquanto petróleo dispara

2 de abril de 2026 - 10:56

Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos

AÇÃO DO MÊS

Axia Energia (AXIA6) segue nos holofotes com dividendos no radar — mas não é a única; confira as favoritas dos analistas para investir em abril

2 de abril de 2026 - 6:04

A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros

PORTFÓLIO INTERNACIONAL

Tchau, Ozempic? Empiricus corta Novo Nordisk e outras gigantes de carteira para abril — e reforça aposta em IA, streaming e petróleo

1 de abril de 2026 - 18:33

Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio

VEJA O CASO A CASO

Guerra no bolso: BofA rebaixa Azzas 2154 (AZZA3) e corta projeções de Magazine Luiza (MGLU3), GPA (PCAR3) e mais — veja quem sofre e quem escapa no varejo

1 de abril de 2026 - 17:28

O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados

QUEM VAI SE DAR MELHOR

Sai Prio (PRIO3), entra Petrobras (PETR4): dividendo com o fim da guerra é o alvo do BTG para abril

1 de abril de 2026 - 15:51

Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês

RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia