O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Para gestor da Helius Capital, preço do petróleo deve seguir em alta, o que favorece as ações da Petrobras (PETR4) e PetroRio (PRIO3), principais posições do fundo hoje
Com crises sucessivas no país e dúvidas sobre o processo de recuperação global da pandemia da covid-19, ganhar dinheiro na bolsa brasileira em 2021 tem sido uma missão para poucos.
Em meio a esse cenário turbulento, chama a atenção o desempenho do fundo Helius Lux Long Biased, que registra um retorno de 21,65% no ano (até 29 de setembro). Nada mal, ainda mais diante da queda de pouco mais de 6% do Ibovespa, o principal índice da B3.
Qual o segredo do bom desempenho, na contramão do mercado? Para saber o que deu certo e, principalmente, as principais posições do fundo daqui para frente, eu conversei com William Leite, sócio e gestor da Helius Capital.
A gestora faz parte das novas assets independentes que surgiram com a popularização das plataformas de investimento. A Helius foi criada no ano passado por profissionais rodados no mercado. Antes da Helius, Leite passou por gestoras como Garde e SPX e pela tesouraria do Credit Suisse.
A Helius possui um total de R$ 550 milhões sob gestão e atua com um único fundo com a estratégia long biased. Ao contrário dos fundos de ações tradicionais, no long biased o gestor tem mais flexibilidade para diminuir a exposição na bolsa se entender que o momento de mercado não é favorável. Nesse sentido, tem um estilo de gestão mais próximo dos multimercados.
O fundo da Helius pode ficar de zero a 130% comprado em bolsa — nesse último caso, com derivativos que permitam uma exposição maior do patrimônio. No momento, o percentual está na faixa dos 80%.
Leia Também
“Estamos com dedo no gatilho para comprar mais ao primeiro sinal de melhora”, me disse Leite, em uma entrevista por videoconferência.
O fundo também trabalha com estruturas de proteção (hedge) da carteira para momentos mais críticos de mercado — que vêm acontecendo com frequência, aliás.
Mas afinal, o que deu certo para a Helius enquanto a maior parte do mercado amargou perdas? Leite diz que o retorno veio de várias posições, com destaque para PetroRio (PRIO3), Braskem (BRKM5) e Pão de Açúcar (PCAR3).
Retornos passados não são garantia de retornos futuros, já diz a conhecida máxima do mundo dos investimentos. Mas é claro que o gestor espera manter a escrita, e a principal aposta do fundo para isso hoje está nas ações da Petrobras (PETR4).
Não se trata de uma escolha óbvia, ainda mais diante da ameaça constante que a estatal sofre da intervenção do governo na política de preços dos combustíveis.
A escolha vem da visão da Helius para a dinâmica dos preços do petróleo, que devem se manter em níveis altos. Trata-se de um movimento contrário das outras commodities, que vêm sofrendo com a desaceleração chinesa.
“O petróleo está menos ligado à China e mais aos Estados Unidos”, diz Leite. O processo de reabertura em curso da economia global também deve contribuir para sustentar a cotação do barril, com a maior demanda por transporte, lazer e consumo.
A expectativa da Helius vai na linha da análise de bancos como o Goldman Sachs, que elevou a projeção de preços para o final do ano de US$ 80 para US$ 90 o barril.
OK, a força das cotações do petróleo nas últimas semanas mostra que a visão da gestora para a commodity tem fundamento. Mas por que apostar na commodity logo via Petrobras?
“Sabemos de todos os riscos envolvendo a Petrobras. Mas a ação está tão barata que já embute boa parte dessa desconfiança. Ao mesmo tempo, se a situação der uma acalmada os papéis têm espaço para andar.”
William Leite, sócio e gestor da Helius Capital
Nem todas as fichas da Helius no setor de petróleo estão depositadas na Petrobras. A gestora mantém uma posição relevante na PetroRio (PRIO3), que já trouxe ganhos para o fundo após a alta de mais de quase 70% dos papéis no acumulado de 2021.
Leite também tem uma visão positiva para as demais petroleiras que abriram o capital recentemente na bolsa. A escolha por PetroRio ocorre apenas por uma questão de liquidez neste momento.
Outra ação que faz parte da carteira da Helius é Embraer (EMBR3). A escolha tem duas razões principais. A primeira é a pouca dependência da economia brasileira, com as receitas em dólar vindas das exportações, e a perspectiva de reabertura global que deve reaquecer o setor aéreo.
A Embraer conta ainda com um atrativo que o próprio gestor reconheceu ser difícil mensurar: as perspectivas com o projeto do eVTOL — o chamado “carro voador”.
A Eve, subsidiária da empresa brasileira que vai produzir aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, deve fazer as primeiras entregas apenas em 2026.
Mas as ações da Embraer dão um salto a cada novo anúncio de encomenda feito pela companhia. A alta acumulada das ações EMBR3 neste ano chega aos 180%.
Embora ainda seja difícil saber qual o real valor do projeto do carro voador, uma boa sinalização está na notícia de que a subsidiária da Embraer pode se unir a uma empresa listada nos Estados Unidos.
Na operação, a Eve pode abrir o capital e ser avaliada em US$ 2 bilhões — sendo que o valor de mercado da Embraer como um todo hoje gira na casa dos US$ 3 bilhões.
Mas nem só de ganhos vive o portfólio da Helius. Do lado que não foi bem no ano, o gestor segue acreditando no potencial das varejistas com o processo em curso de reabertura da economia. Entre as ações da carteira estão nomes como Arezzo (ARZZ3), Soma (SOMA3) e Lojas Renner (LREN3).
Do lado macro, o sócio da Helius vê problemas para a bolsa com a disparada da inflação e a consequente alta da taxa básica de juros (Selic).
A situação, que já não era boa, piorou com o imbróglio criado com a conta de quase R$ 90 bilhões em precatórios para 2022.
A fatura das dívidas reconhecidas pela Justiça, junto com a intenção do governo de elevar o benefício do novo Bolsa Família, aumentou consideravelmente o risco fiscal — e afetou a bolsa.
O fundo da Helius não escapou da turbulência recente nos mercados e acabou devolvendo parte da alta do ano, que era ainda maior até junho. A incerteza permanece, mas o gestor espera uma solução satisfatória para a questão, com reflexos na bolsa.
“Tenho a visão de que o problema vai ser resolvido com algum acordo para o pagamento dos precatórios e o reajuste do Auxílio Brasil para R$ 300”, disse Leite, que faz a ressalva de que, neste caso, está errando a previsão há algumas semanas.
JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda
As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte
Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada
A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.
Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido
Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos
Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar
Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta
Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.
Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência
Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem
Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa
Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC
De acordo com o FII, a operação, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim de abril
Itaú BBA fez uma lista de ações que ganham e que perdem com a popularização do medicamento; confira o ranking
Do Caged ao Payroll, a semana será de temperaturas elevadas para a economia global; saiba como os indicadores e as tensões no Oriente Médio mexem com o seu bolso
Com o petróleo em alta e um carry trade atrativo, o BofA Securities aposta na moeda brasileira; confira os alvos da operação e como o cenário eleitoral pode ditar o ritmo do câmbio
Analistas se debruçaram sobre as diferenças das ações de shoppings e afirmam que a qualidade dos portfólios justifica o patamar de preços de cada papel
O setor caminha para uma redução no número de fundos imobiliários e um foco em veículos maiores, mais robustos e líquidos
Data máxima para investir nas ações da B3 e ter direito ao pagamento se aproxima; confira o valor por ação e o calendário para a renda extra cair na conta