🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Problemas no paraíso

Cesp, Engie, AES Brasil e mais: seca reduz brilho de ações do setor de geração hídrica

Com menos água, as empresas geram menos em hidrelétricas, mas não ficam livres de cumprir os contratos de fornecimento de energia

Usina hidrelétrica da Cesp
Usina Hidrelétrica Souza Dias (Jupiá), que fica na divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul. - Imagem: Clayton de Souza/Estadão Conteúdo

Desde que o governo emitiu alerta de emergência para a crise hídrica, em 27 de maio, os investidores no mercado financeiro começaram a buscar opções no setor que estejam imunes à crise.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desta forma, as ações da Eneva, geradora que tem foco na energia térmica, e a Omega, de energia eólica, mostram maior resiliência.

De acordo com especialistas, embora o risco de racionamento neste ano pareça baixo, o mercado já prevê perdas financeiras para as geradoras hídricas. E isso reduz o brilho de suas ações, muito demandadas em períodos de bonança graças aos fortes dividendos que pagam.

Desde o anúncio da crise, as ações ON da Eneva têm alta de 0,58%, enquanto as da Omega avançam 4,98%. Mesmo no caso da Eneva, o baixo desempenho é positivo: Cesp PNB, por exemplo, acumula queda de 2,88%, AES Brasil ON cai 1,15% e Engie Brasil ON recua 1,11%.

Golpe duro

Cesp e AES são consideradas as empresas listadas mais afetadas pela crise porque suas usinas estão na Bacia do Paraná, que foi alvo do alerta. No subsistema Sudeste/Centro Oeste, os reservatórios tinham no domingo, 13, 30,8% da capacidade preenchida, de acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com menos água, as empresas geram menos em hidrelétricas, mas não ficam livres de cumprir os contratos de fornecimento de energia. Neste caso, para honrar o compromisso, as geradoras têm de comprar de outros agentes no mercado à vista (spot).

Leia Também

Com a crise, a tendência é de que esse preço, chamado de Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), suba. Na região Sudeste/Centro Oeste, afetada pela seca, ele avança 10% neste mês.

"Mesmo com as empresas trabalhando com um colchão maior, com 15% a 20% de hedge (do fornecimento) em caso de emergência, é possível que com um ajuste na garantia física, elas tenham que recorrer ao mercado spot", diz Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

Atualmente, estima-se que 100% da receita da Cesp venha da geração hidrelétrica. Na AES, esse total é de 80%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As geradoras se protegem de emergências vendendo menos energia do que têm capacidade de produzir, mas a margem de manobra varia entre uma e outra. A AES, por exemplo, tinha em março 85% da capacidade hídrica para este ano vendida, o que indicava certa folga. Já a Cesp previa ter de comprar em média 11 MW no ano para cumprir seus contratos.

Isso pode impactar o lucro das companhias, mexendo em um aspecto sensível do setor: os dividendos. Geradoras de energia costumam pagar fortes proventos a seus acionistas, mas com um lucro menor, estes pagamentos cairiam.

Com isso, as que dependem mais de hidrelétricas perdem um atrativo no mercado financeiro. "Comparando a performance da Cesp com a Eneva, vemos a Eneva próxima das máximas. O mercado está, sim, fazendo essa diferenciação", aponta Fernando Ferreira, estrategista-chefe e head de análise da XP Investimentos.

Ferreira aponta que outro fator preponderante para as ações do setor, a curva de juros futuros, está sob controle. Com isso, as perspectivas para a operação e o desempenho financeiro das empresas ganham ainda mais importância aos olhos do investidor. "O mercado tem operado mais o fundamento, e vendo quais têm mais exposição ao risco hídrico ou não têm", explica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aperto

Um eventual racionamento de energia poderia afetar os papéis do setor de forma ainda mais intensa. Arbetman, da Ativa, acredita que além de Cesp e AES, Engie e Eletrobras também seriam impactadas, assim como empresas integradas de uma ponta à outra - ou seja, que vão até a distribuição -, como Copel, EDP e CPFL.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, o governo avalia medidas que abririam as portas para um racionamento. Analistas de mercado, porém, veem poucas chances de que isso ocorra neste ano.

O que dizem os analistas

Arthur Pereira, Murilo Freiberger e Gustavo Faria, analistas de energia no Bank of America, destacaram que segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o risco de racionamento neste ano é baixo. A situação para os reservatórios, porém, ficaria dramática.

"De acordo com a CCEE, os reservatórios do sudeste e do centro oeste (70% do total do País) poderiam chegar a 9% da capacidade ao final da temporada de seca", escreveram, em relatório a clientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também em texto a clientes, os analistas Marcelo Sá, Matheus Saliba e Luiza Candiota, do Itaú BBA, reforçaram a corrente que acredita que não haverá racionamento de energia em 2021. Eles apontam, no entanto, que a expectativa é de que a situação gere pressão nas tarifas de energia por mais tempo.

"Prevemos uma bandeira tarifária vermelha para o resto do ano, que vai colocar pressão sobre a inflação. Portanto, esperamos aumentos acima da inflação nas tarifas de energia em 2022", dizem os especialistas, em relatório. O aumento das tarifas deverá impulsionar ainda mais a inflação e, consequentemente, os juros, prejudicando ainda mais nos preços das ações ao longo do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TOUROS E URSOS #258

Ibovespa nos 200 mil pontos? Gringos compram tudo — mas cadê os investidores brasileiros

4 de fevereiro de 2026 - 14:00

Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano

BRASIL NO CENTRO DO MUNDO

Bolsa com força total: gringos despejam R$ 26,3 bilhões em janeiro na B3 e superam todo o fluxo de 2025

3 de fevereiro de 2026 - 20:00

Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes

MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

DEPOIS DE A HOLDING PEDIR RJ

Fictor Alimentos (FICT3) desaba 40% na B3. Por que o mercado não acreditou que a empresa ficará de fora da RJ da holding?

2 de fevereiro de 2026 - 15:34

Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) dispara, volta a ser negociada acima de R$ 1 e lidera as altas do Ibovespa na semana; veja os destaques

1 de fevereiro de 2026 - 15:00

Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice

CRIPTOMOEDAS HOJE

US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?

1 de fevereiro de 2026 - 12:01

Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

DESCE E SOBE

Fundo imobiliário TGAR11 cai 14% em três dias, mas BB-BI diz que não é hora de vender — entenda o que pode impulsionar o FII na bolsa agora

30 de janeiro de 2026 - 12:55

O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar