Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Problemas no paraíso

Cesp, Engie, AES Brasil e mais: seca reduz brilho de ações do setor de geração hídrica

Com menos água, as empresas geram menos em hidrelétricas, mas não ficam livres de cumprir os contratos de fornecimento de energia

Estadão Conteúdo
14 de junho de 2021
19:49
Usina hidrelétrica da Cesp
Usina Hidrelétrica Souza Dias (Jupiá), que fica na divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul. - Imagem: Clayton de Souza/Estadão Conteúdo

Desde que o governo emitiu alerta de emergência para a crise hídrica, em 27 de maio, os investidores no mercado financeiro começaram a buscar opções no setor que estejam imunes à crise.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desta forma, as ações da Eneva, geradora que tem foco na energia térmica, e a Omega, de energia eólica, mostram maior resiliência.

De acordo com especialistas, embora o risco de racionamento neste ano pareça baixo, o mercado já prevê perdas financeiras para as geradoras hídricas. E isso reduz o brilho de suas ações, muito demandadas em períodos de bonança graças aos fortes dividendos que pagam.

Desde o anúncio da crise, as ações ON da Eneva têm alta de 0,58%, enquanto as da Omega avançam 4,98%. Mesmo no caso da Eneva, o baixo desempenho é positivo: Cesp PNB, por exemplo, acumula queda de 2,88%, AES Brasil ON cai 1,15% e Engie Brasil ON recua 1,11%.

Golpe duro

Cesp e AES são consideradas as empresas listadas mais afetadas pela crise porque suas usinas estão na Bacia do Paraná, que foi alvo do alerta. No subsistema Sudeste/Centro Oeste, os reservatórios tinham no domingo, 13, 30,8% da capacidade preenchida, de acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com menos água, as empresas geram menos em hidrelétricas, mas não ficam livres de cumprir os contratos de fornecimento de energia. Neste caso, para honrar o compromisso, as geradoras têm de comprar de outros agentes no mercado à vista (spot).

Leia Também

Com a crise, a tendência é de que esse preço, chamado de Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), suba. Na região Sudeste/Centro Oeste, afetada pela seca, ele avança 10% neste mês.

"Mesmo com as empresas trabalhando com um colchão maior, com 15% a 20% de hedge (do fornecimento) em caso de emergência, é possível que com um ajuste na garantia física, elas tenham que recorrer ao mercado spot", diz Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

Atualmente, estima-se que 100% da receita da Cesp venha da geração hidrelétrica. Na AES, esse total é de 80%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As geradoras se protegem de emergências vendendo menos energia do que têm capacidade de produzir, mas a margem de manobra varia entre uma e outra. A AES, por exemplo, tinha em março 85% da capacidade hídrica para este ano vendida, o que indicava certa folga. Já a Cesp previa ter de comprar em média 11 MW no ano para cumprir seus contratos.

Isso pode impactar o lucro das companhias, mexendo em um aspecto sensível do setor: os dividendos. Geradoras de energia costumam pagar fortes proventos a seus acionistas, mas com um lucro menor, estes pagamentos cairiam.

Com isso, as que dependem mais de hidrelétricas perdem um atrativo no mercado financeiro. "Comparando a performance da Cesp com a Eneva, vemos a Eneva próxima das máximas. O mercado está, sim, fazendo essa diferenciação", aponta Fernando Ferreira, estrategista-chefe e head de análise da XP Investimentos.

Ferreira aponta que outro fator preponderante para as ações do setor, a curva de juros futuros, está sob controle. Com isso, as perspectivas para a operação e o desempenho financeiro das empresas ganham ainda mais importância aos olhos do investidor. "O mercado tem operado mais o fundamento, e vendo quais têm mais exposição ao risco hídrico ou não têm", explica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aperto

Um eventual racionamento de energia poderia afetar os papéis do setor de forma ainda mais intensa. Arbetman, da Ativa, acredita que além de Cesp e AES, Engie e Eletrobras também seriam impactadas, assim como empresas integradas de uma ponta à outra - ou seja, que vão até a distribuição -, como Copel, EDP e CPFL.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, o governo avalia medidas que abririam as portas para um racionamento. Analistas de mercado, porém, veem poucas chances de que isso ocorra neste ano.

O que dizem os analistas

Arthur Pereira, Murilo Freiberger e Gustavo Faria, analistas de energia no Bank of America, destacaram que segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o risco de racionamento neste ano é baixo. A situação para os reservatórios, porém, ficaria dramática.

"De acordo com a CCEE, os reservatórios do sudeste e do centro oeste (70% do total do País) poderiam chegar a 9% da capacidade ao final da temporada de seca", escreveram, em relatório a clientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também em texto a clientes, os analistas Marcelo Sá, Matheus Saliba e Luiza Candiota, do Itaú BBA, reforçaram a corrente que acredita que não haverá racionamento de energia em 2021. Eles apontam, no entanto, que a expectativa é de que a situação gere pressão nas tarifas de energia por mais tempo.

"Prevemos uma bandeira tarifária vermelha para o resto do ano, que vai colocar pressão sobre a inflação. Portanto, esperamos aumentos acima da inflação nas tarifas de energia em 2022", dizem os especialistas, em relatório. O aumento das tarifas deverá impulsionar ainda mais a inflação e, consequentemente, os juros, prejudicando ainda mais nos preços das ações ao longo do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar