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Sem o exterior para dar o tom, Ibovespa fica de olho no cenário interno para crescer, e os dados de emprego quem ditarão o tom
Os principais índices do mundo estão seguindo suas próprias histórias hoje. O mesmo discurso de dirigentes do Fed, sobre a manutenção da política de estímulos, mas “prontos para qualquer disparada da inflação”, colou, mas nem tanto.
Com o aumento dos preços, é esperado que o Banco Central americano aumente a taxa de juros antes do esperado. A instituição já afirmou que não tem planos de fazer maiores alterações nesse sentido até 2023, mas os investidores temem que, com a alta dos juros futuros, os Treasuries ganhem espaço.
Os títulos do Tesouro americano são um investimento muito seguro e, se eles tiverem um bom retorno, os investidores tendem a migrar para eles. Entretanto, a saída desse dinheiro da bolsa derruba os índices.
Analistas do mercado afirmam que os investidores estão “esperando impacientemente a inflação passar”, tendo em vista que o atual momento inflacionário é “passageiro”. Isso fez com que o Fed começasse a dar sinais de que poderia alterar sua política monetária, mas o discurso vai de encontro ao que diz o presidente da instituição, Jerome Powell.
Confira outros destaques para esta quarta-feira (26):
A CPI da Covid avança e, com ela, a pressão sobre o governo. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), não se conteve em dizer que o presidente da República, Jair Bolsonaro, está em seu “pior momento de governo”.
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Esse poderia ser um problema apenas do governo, mas é um entrave para a aprovação das reformas estruturais. Quanto mais ruído se gera, tanto na CPI, quanto na investigação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e na participação do ex-ministro da Saúde, o general da ativa Eduardo Pazuello, podem atrasar ainda mais a agenda liberal.
Mesmo assim, a aprovação da reforma administrativa na CCJ da Câmara pode ser considerada uma vitória do governo. Além disso, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já deu sinais de que deve elaborar um texto “equilibrado”.
Paulo Guedes, ministro da Economia, está apostando algumas fichas nos dados do Caged de hoje. Para ele, a criação de postos de trabalho pode auxiliar na movimentação da roda da economia.
Os principais índices asiáticos fecharam sem direção única no início da manhã desta quarta-feira (26), após dirigentes do Federal Reserve reduzirem os temores sobre pressão inflacionária. A inflação, de acordo com o vice-presidente do Fed, Richard Clarida, é “transitória” nos EUA, mas garantiu que o BC americano tem as ferramentas necessárias para lidar com uma alta nos preços.
Da mesma forma, a Europa também segue sem direção definida, acompanhando os movimentos da inflação dos EUA. Os investidores do Velho Continente, bem como em Wall Street, já não querem mais promessas do Fed, que vem reiterando sua política de compra de ativos, mas de olho na inflação, há meses. A expectativa por medidas mais concretas mantém os mercados em baixa.
Por falar em Wall Street, os futuros de Nova York operam em alta no início da manhã. As falas do presidente do Fed acalmaram os ânimos por lá, mas os investidores seguem de olho nos discursos da Secretária do Tesouro e dos dirigentes do Fed de hoje.
Confira os principais eventos e indicadores econômicos para esta quarta-feira (26):
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O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
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