MERCADOS AGORA: Bolsas americanas operam em queda, mas ativos brasileiros em NY sobem
Dados da balança comercial da China mexem com os mercados em mais um dia de liquidez reduzida; o ETF de Brasil em Nova York opera em alta

A bolsa brasileira estará fechada nesta terça-feira (7) por causa do feriado do Dia da Independência, mas, lá fora, temos uma sessão normal — e, ao menos nos EUA, o tom é negativo. Ainda assim, os ativos brasileiros negociados em Nova York, como o fundo de índice EWZ e os ADRs de empresas negociadas em bolsa, destoam do restante e têm ganhos firmes.
Por volta de 15h20, o Dow Jones recuava 0,58% e o S&P 500 tinha baixa de 0,22%, enquanto o Nasdaq operava em leve alta de 0,18%. Vale lembrar que os mercados americanos estiveram fechados ontem por causa do feriado do Dia do Trabalho; sendo assim, os índices se ajustam após a parada.
Por lá, os investidores mostram certa cautela em relação às perspectivas de crescimento da economia. O Goldman Sachs cortou suas projeções de alta do PIB no ano; o avanço da variante Delta nos EUA inspira o temor de que o ritmo de atividade no país irá se recuperar de maneira mais lenta que o previsto.
Ainda assim, o EWZ — o principal ETF de Brasil negociado em Nova York — operava em alta de 0,85% no mesmo horário; há um componente de ajuste ao avanço de 0,80% do Ibovespa na segunda-feira, quando as bolsas americanas estiveram fechadas.
No entanto, dada a magnitude da alta do EWZ, é possível interpretar que, ao menos por enquanto, os investidores internacionais estão olhando para as manifestações de 7 de setembro no Brasil sem grandes preocupações — há o temor de um agravamento ainda maior da crise entre os poderes como resultado das manifestações populares.
Os ADRs — recibos de ações de empresas brasileiras negociados em Wall Street — também têm um dia positivo, em sua maioria:
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- Petrobras (PBR): +0,86%
- Vale (VALE): -1,47%
- Itaú Unibanco (ITUB): +1,68%
- Bradesco (BBD): +0,82%
- Ambev (ABEV): +2,23%
- Gerdau (GGB): +2,71%
- CSN (SID): -0,98%
- Embraer (ERJ): -0,33%
- Eletrobras (EBR): +2,11%
Europa e Ásia
Do outro lado do oceano, destaque para os números da balança comercial chinesa, que vieram em linha com as expectativas do mercado. As exportações do gigante asiático aumentaram 25,6% em agosto, enquanto as importações subiram 33% — a demanda por minério de ferro pelo mercado chinês segue bastante aquecida, aumentando a confiança quanto à retomada da economia local no pós-pandemia.
Como resultado, as principais bolsas asiáticas fecharam a sessão desta terça-feira em forte alta; o minério de ferro disparou 4,22% no porto chinês de Qingdao, recuperando-se parcialmente do tombo de 8,52% visto no dia anterior.
Na Europa, o PIB do segundo trimestre foi revisado para cima, mostrando um crescimento de 2,2% — o consumo tem sido um dos motores da atividade no velho continente. Ainda assim, as principais bolsas europeias fecharam em leve queda; veja como ficou a sessão europeia e asiática hoje:
| Alemanha (DAX) | -0,54% |
| Reino Unido (FTSE 100) | -0,46% |
| França (CAC 40) | -0,20% |
| Espanha (IBEX 35) | -0,12% |
| Itália (FTSE MIB) | -0,74% |
| Japão (Nikkei) | +0,86% |
| China (Shanghai) | +1,51% |
Câmbio
No mercado de moedas, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta com as principais divisas do mundo, opera em alta de 0,46% neste momento — indicando o fortalecimento da moeda americana. O dólar também avança na comparação com as divisas de países emergentes.
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