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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

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MERCADOS AGORA: Bolsas americanas operam em queda, mas ativos brasileiros em NY sobem

Dados da balança comercial da China mexem com os mercados em mais um dia de liquidez reduzida; o ETF de Brasil em Nova York opera em alta

Victor Aguiar
Victor Aguiar
7 de setembro de 2021
8:20 - atualizado às 15:22
Foto de um semáforo com a luz verde no cruzamento de Wall Street; imagem ilustra os mercados acionários e o comportamento da bolsa e do Ibovespa
Imagem: Shutterstock

A bolsa brasileira estará fechada nesta terça-feira (7) por causa do feriado do Dia da Independência, mas, lá fora, temos uma sessão normal — e, ao menos nos EUA, o tom é negativo. Ainda assim, os ativos brasileiros negociados em Nova York, como o fundo de índice EWZ e os ADRs de empresas negociadas em bolsa, destoam do restante e têm ganhos firmes.

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Por volta de 15h20, o Dow Jones recuava 0,58% e o S&P 500 tinha baixa de 0,22%, enquanto o Nasdaq operava em leve alta de 0,18%. Vale lembrar que os mercados americanos estiveram fechados ontem por causa do feriado do Dia do Trabalho; sendo assim, os índices se ajustam após a parada.

Por lá, os investidores mostram certa cautela em relação às perspectivas de crescimento da economia. O Goldman Sachs cortou suas projeções de alta do PIB no ano; o avanço da variante Delta nos EUA inspira o temor de que o ritmo de atividade no país irá se recuperar de maneira mais lenta que o previsto.

Ainda assim, o EWZ — o principal ETF de Brasil negociado em Nova York — operava em alta de 0,85% no mesmo horário; há um componente de ajuste ao avanço de 0,80% do Ibovespa na segunda-feira, quando as bolsas americanas estiveram fechadas.

No entanto, dada a magnitude da alta do EWZ, é possível interpretar que, ao menos por enquanto, os investidores internacionais estão olhando para as manifestações de 7 de setembro no Brasil sem grandes preocupações — há o temor de um agravamento ainda maior da crise entre os poderes como resultado das manifestações populares.

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Os ADRs — recibos de ações de empresas brasileiras negociados em Wall Street — também têm um dia positivo, em sua maioria:

Leia Também

  • Petrobras (PBR): +0,86%
  • Vale (VALE): -1,47%
  • Itaú Unibanco (ITUB): +1,68%
  • Bradesco (BBD): +0,82%
  • Ambev (ABEV): +2,23%
  • Gerdau (GGB): +2,71%
  • CSN (SID): -0,98%
  • Embraer (ERJ): -0,33%
  • Eletrobras (EBR): +2,11%

Europa e Ásia

Do outro lado do oceano, destaque para os números da balança comercial chinesa, que vieram em linha com as expectativas do mercado. As exportações do gigante asiático aumentaram 25,6% em agosto, enquanto as importações subiram 33% — a demanda por minério de ferro pelo mercado chinês segue bastante aquecida, aumentando a confiança quanto à retomada da economia local no pós-pandemia.

Como resultado, as principais bolsas asiáticas fecharam a sessão desta terça-feira em forte alta; o minério de ferro disparou 4,22% no porto chinês de Qingdao, recuperando-se parcialmente do tombo de 8,52% visto no dia anterior.

Na Europa, o PIB do segundo trimestre foi revisado para cima, mostrando um crescimento de 2,2% — o consumo tem sido um dos motores da atividade no velho continente. Ainda assim, as principais bolsas europeias fecharam em leve queda; veja como ficou a sessão europeia e asiática hoje:

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Alemanha (DAX)-0,54%
Reino Unido (FTSE 100)-0,46%
França (CAC 40)-0,20%
Espanha (IBEX 35)-0,12%
Itália (FTSE MIB)-0,74%
Japão (Nikkei)+0,86%
China (Shanghai)+1,51%

Câmbio

No mercado de moedas, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta com as principais divisas do mundo, opera em alta de 0,46% neste momento — indicando o fortalecimento da moeda americana. O dólar também avança na comparação com as divisas de países emergentes.

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