🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Paris-Dakar-B3

Bolsa começa a ficar barata, mas precisa cair mais para ficar atrativa, diz gestor da Kinea, responsável por R$ 33 bilhões

Marco Aurélio Freire, sócio-gestor da Kinea, compara a missão de investir em bolsa hoje com pilotar no “Paris-Dakar”, o famoso rali que tem boa parte do percurso percorrido em dunas e conhecido pela extrema dificuldade

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
23 de agosto de 2021
6:06 - atualizado às 7:34
carro rali bolsa
Gestora aposta em "carros" resistentes e com bons pilotos na bolsa Imagem: Shutterstock

Enquanto os mercados internacionais surfaram em mais uma onda de recordes recentes, a bolsa brasileira, só para variar, ficou para trás. Apenas em agosto, o Ibovespa amarga um tombo de 3,08% e passou a acumular queda em 2021.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse descolamento entre as ações brasileiras e estrangeiras criou uma grande oportunidade de compra na B3, certo? Errado. Para Marco Aurélio Freire, sócio-gestor da Kinea, a bolsa local começa a ficar barata nos níveis atuais, mas teria que cair ainda mais para ficar realmente atrativa.

A justificativa para a maior cautela não está na bolsa em si, mas nos juros, me disse Freire, que é responsável pela gestão de R$ 33 bilhões dos fundos multimercados, ações e de crédito da Kinea, gestora controlada pelo Itaú Unibanco.

A alta da Selic e a disparada dos juros futuros no mercado aumentaram o chamado custo de oportunidade — o retorno que os investidores abrem mão para correr o risco em ativos mais arriscados, como é o caso da bolsa.

A Selic está hoje em 5,25%, mas a taxa de dez anos já ronda os 11% ao ano. Incluindo um prêmio de risco para investir em bolsa na casa de 4,5%, chegamos a quase 15%. Esse deveria ser o patamar de retorno para a compra de uma ação na B3 valer a pena, nas contas do gestor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“As empresas precisam fazer milagre para bater esse custo de oportunidade, em um país que vai crescer pouco no ano que vem e que ainda tem incerteza política.”

Leia Também

Freire compara a missão de investir em bolsa hoje com pilotar no "Paris-Dakar", o famoso rali que tem boa parte do percurso percorrido em dunas e conhecido pela extrema dificuldade. “Nesse cenário, eu quero ter um carro resistente e com bom piloto.”

Marco Aurelio Freire, sócio-gestor da Kinea
Marco Aurelio Freire, sócio-gestor da Kinea - Imagem: Divulgação

ASAI3, VAMO3 e PSSA3: as ações da Kinea para a bolsa

Na bolsa, os principais “carros” dos fundos da Kinea para encarar o rali são ações de empresas cujo crescimento dependa menos do desempenho da economia como um todo.

Um dos destaques da carteira é o atacarejo Asaí (ASAI3). A visão da Kinea é que a empresa do Grupo Pão de Açúcar (GPA) ganhe mercado com a maior procura do consumidor por produtos mais baratos, com compra em grandes quantidades. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra aposta da gestora é na locadora de caminhões Vamos (VAMO3), empresa do grupo Simpar que abriu o capital em janeiro deste ano na B3. A visão é a de que esse é um segmento ainda pouco explorado no país, assim como era o próprio aluguel de carros. “Enxergamos a Vamos hoje como foi a Localiza no passado”, compara Freire.

Outra ação nos fundos da Kinea para enfrentar o Paris-Dakar da bolsa é a Porto Seguro (PSSA3). Além de beneficiar da alta da Selic, a seguradora tem algo que o mercado ainda não enxerga, segundo o gestor: o crescimento com a prestação de serviços financeiros aos clientes.

Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) estão baratas na bolsa, mas...

No quesito preço, as ações da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) seriam escolhas óbvias. Mas Freire espera tempos difíceis para ambas as companhias.

No caso da Vale, a pressão vem da queda do preço do minério após os dados que mostram a desaceleração da economia da China. Ainda que a companhia brasileira ganhe dinheiro mesmo se as cotações da commodity caírem para a casa dos US$ 100, o mercado pode penalizar as ações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações da Petrobras também estão “super baratas”, nas palavras do gestor. Na situação atual, a estatal é geradora de caixa e dividendos para os acionistas. Mas o risco está em como a companhia vai se comportar em 2022 com o calendário eleitoral.

O dólar está caro, mas...

De modo geral, os ativos brasileiros justificam o desconto pelos quais são negociados diante de todas as incertezas tanto fiscais como do ponto de vista político em relação ao país, segundo Freire.

Nesse contexto, ele avalia que o ativo mais descontado e, portanto, o melhor para se estar investido hoje no país é o real. Isso porque, conforme a taxa de juros sobe, a proteção na moeda norte-americana vai ficando mais cara.

Nas contas do gestor, o valor justo da moeda brasileira seria algo na casa dos R$ 4,20, muito acima do patamar atual de R$ 5,40. Mas então por que o câmbio não cai?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O problema é que, no meio do caminho, o risco fiscal do país aumentou. Ainda assim, o real não está com um desempenho pior que outras moedas, porque o dólar está subindo no mundo.”

Boa notícia: a inflação vai ceder

O risco fiscal, aliás, é o calcanhar de Aquiles da economia brasileira e a principal razão para a disparada dos juros de longo prazo negociados no mercado.

A tensão dos investidores aumentou com o projeto do governo de aumentar o valor do pagamento do Bolsa Família, ao mesmo tempo em que a conta para o pagamento de precatórios deve atingir os R$ 90 bilhões no ano que vem.

Nesse sentido, a proposta do governo de parcelar o pagamento das dívidas reconhecidas pela Justiça é “dos males, o menor”, segundo o gestor da Kinea.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A incerteza fiscal deve seguir pressionando os juros. Mas a boa notícia é que a inflação deve deixar de ser um grande problema para o Banco Central.

“O IPCA vai desacelerar forte em 2022, então o Copom não deveria colocar a Selic em um nível tão restritivo”, diz Freire.

Para o gestor, os juros não deveriam ir muito além dos 7% ao ano considerando apenas o comportamento dos índices de preços.

Até porque a inflação não vai ser a única a ceder no ano que vem. A economia brasileira também deve dar uma freada no ano que vem e crescer apenas 1,5%, pelas projeções da Kinea.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia também:

A maior oportunidade para a Kinea hoje

Embora boa parte da minha conversa com o gestor tenha girado em torno de temas locais, a maior parte das apostas dos fundos da Kinea hoje estão no exterior.

É lá fora que Freire e sua equipe enxergam as maiores oportunidades de ganhar dinheiro no mercado. E dentre elas uma especial se destaca: os juros nos Estados Unidos.

Depois de um pico de alta nos primeiros meses do ano, as taxas dos Treasuries, os títulos do Tesouro norte-americano, voltaram a cair forte em meio às incertezas sobre os impactos da variante delta da covid-19.

Mas o gestor entende que essa queda não é sustentável e as taxas logo voltarão a subir com o início da retirada dos estímulos monetários pelo Fed, o BC norte-americano, que hoje injeta US$ 120 bilhões mensalmente em compras de ativos. “Vai ser um período mais difícil para as bolsas quando essa liquidez sair.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Matheus Spiess analisa 3R Petroleum (RRRP3). Ações estão baratas e são vistas como nova PetroRio (PRIO3). Confira a análise e inscreva-se no nosso canal no Youtube:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar