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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

mercados hoje

Bolsa perde força após cravar nova máxima; dólar sobe a R$ 5,22 e puxa os juros futuros

Sem Wall Street para dar o tom, Ibovespa exibe ganhos leves; no câmbio, o dólar à vista sobe

Renan SousaVictor Aguiar
31 de maio de 2021
10:32 - atualizado às 16:49
Imagem: Andrei Morais / Montagem/Shutterstock

A semana começou com cara de preguiça. Se você está em São Paulo, viu garoa e tempo frio. A perspectiva do feriado na quinta-feira (03) pode animar uma parte da população, mas o investidor, sem bolsa, deve ficar duas vezes mais atento.

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Nesta segunda-feira (31), Wall Street permanece fechada causa do feriado Memorial Day, o que reduz a liquidez nos mercados acionários do mundo todo. E, nesse dia mais lento, as bolsas da Europa fecharam em leve queda.

Mas, por aqui, o Ibovespa tenta seguir direção oposta: o principal índice da bolsa brasileira chegou a avançar 0,43% mais cedo, batendo os 126.101,86 pontos — um novo recorde intradiário em termos nominais.

Mas nesta tarde, o ritmo de avanço já era menos intenso: ganhos de 0,35%, aos 126.005,82 pontos — vale lembrar que, na última sessão, o Ibovespa já tinha renovado as máximas. Com isso, o índice caminha para encerrar maio com ganhos de 5,8%; no ano, a alta é de 5,6%.

Na ponta positiva, destaque mais uma vez para o setor de mineração e siderurgia: o minério de ferro saltou mais de 4% hoje e, como resultado, as ações de empresas como Vale, CSN, Gerdau e Usiminas aparecem entre os destaques de alta do Ibovespa.

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Dólar: disputa da Ptax

O dólar à vista até começou o dia em queda, chegando a ser negociado abaixo dos R$ 5,20. No entanto, a moeda americana reverteu a tendência ainda durante a manhã e, na máxima, bateu os R$ 5,2629 (+0,97%) — vale lembrar que, hoje, foi definida a taxa Ptax (câmbio de referência) do fechamento do mês.

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"A gente brinca que dia de Ptax é dia de clássico, e hoje terminou 2 a 2", diz Jefferson Rugik, diretor da corretora Correparti. "Na primeira e segunda janela, os vendidos seguraram a taxa mais perto de R$ 5,21; na terceira e quarta, os comprados mostraram força e foram buscar um dólar a R$ 5,24".

A Ptax é calculada pelo Banco Central todos os dias e é definida pela média de quatro procedimentos de coleta, feitos durante a manhã. Hoje, a taxa ficou em R$ 5,2322 — é o valor que será usado em balanços corporativos e contratos futuros, por exemplo.

Veja como ficaram as cotações das quatro coletas do BC:

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  • R$ 5,2166
  • R$ 5,2179
  • R$ 5,2470
  • R$ 5,2474

Por volta de 16h45, boa parte da pressão no câmbio já tinha arrefecido: o dólar à vista, agora, sobe 0,22%, a R$ 5,2234.

OCDE e o Brasil

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 3,7% em 2021 e 2,5% em 2022, impulsionados pela recuperação do consumo das famílias e de investimentos.

A Organização revisou a previsão para a economia mundial, e apontou para um crescimento de 5,8%, destacando a prioridade da vacinação para a volta das atividades.

Com isso, a demanda por minério de ferro e petróleo deve aumentar nos próximos meses, o que se reflete nos preços das commodities.

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Commodities e a bolsa

O petróleo opera em alta neste início de semana e ajuda a dar impulso ao Ibovespa, em meio à expectativa em relação à reunião ministerial da Opep+ — acredita-se que o cartel irá debater os planos de ampliar a produção da commodity, em resposta à perspectiva de retomada da economia global.

Nesse cenário, os contratos para o petróleo Brent com vencimento em agosto subiam 0,95%, a US$ 69,37; o WTI para julho avançava 0,93%, a US$ 66,94. O minério de ferro fechou alta de mais de 4% hoje — dados de produção industrial na China serão divulgados nesta noite.

Veja abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa no momento:

CÓDIGONOMECOTAÇÃOVARIAÇÃO
CSAN3Cosan ONR$ 23,497,16%
ENEV3Eneva ONR$ 18,454,53%
RADL3Raia Drogasil ONR$ 28,243,33%
TOTS3Totvs ONR$ 34,432,62%
VALE3Vale ONR$ 114,402,52%

Entre as altas, destaque para Cosan ON (CSAN3), reagindo à notícia de que a gestora Atmos irá liderar um aporte de R$ 810 milhões na Compass, que reúne os ativos de gás natural da companhia.

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Confira também as maiores baixas do índice:

CÓDIGONOMECOTAÇÃOVARIAÇÃO
EQTL3Equatorial ONR$ 24,37-4,13%
BRKM5Braskem PNAR$ 49,74-3,87%
SBSP3Sabesp ONR$ 38,95-2,53%
BRML3BR Malls ONR$ 11,04-2,30%
CPLE6Copel PNR$ 6,33-2,16%

Fora do Ibovespa, chama a atenção a estreia das ações ON da Dotz (DOTZ3): o programa de fidelidade exibe ganhos de mais de 6% nesta segunda-feira.

Juros

As curvas de juros futuros acompanham o movimento do dólar à vista e passam por um movimento de abertura, tanto na ponta curta quanto na longa. Veja como estão os contratos mais líquidos:

  • Janeiro/2022: de 5,04% para 5,06%;
  • Janeiro/2023: de 6,61% para 6,66%;
  • Janeiro/2024: de 7,38% para 7,42%;
  • Janeiro/2025: de 7,83% para 7,85%.

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