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Nos últimos tempos, as ações da B3 (B3SA3) refletem cautela com a possibilidade de concorrência e taxaçãod e dividendos
A piora do clima político em Brasília tem feito muitas vítimas neste dia de ressaca das manifestações do 7 de setembro (08).
O tom bélico do presidente Jair Bolsonaro contra o Judiciário e as sinalizações de que os Três Poderes estão em pé de guerra levam o Ibovespa a amargar uma queda generalizada de quase 4%.
Por volta das 16h45, estatais e bancos recuam fortemente, liderando os piores desempenhos do dia, mas chama atenção também a queda de 8,45% das ações da B3, administradora da bolsa brasileira. Com a percepção de um maior risco político e uma fuga dos ativos de risco, a companhia tem um dia amargo.
Depois do feriado de 7 de setembro, o dia que foi considerado como divisor de águas para o mercado, as coisas na bolsa continuam ruins, com perspectivas de alta nos juros e cortes de crescimento do PIB. Entenda a situação da bolsa depois do aniversário da independência no post abaixo. Clique abaixo e confira, aproveite para nos seguir por lá para receber, em primeira mão, insights de investimento e conteúdos que impactam o seu patrimônio, basta clicar aqui.
Mas esse não é o único fator que pesa sobre os papéis. Vale lembrar que o texto da reforma do Imposto de Renda, que inclui a taxação de 15% sobre a distribuição de lucros e dividendos, não foi bem recebida pelo mercado e tem um impacto direto na atratividade da bolsa brasileira.
Após uma forte alta, impulsionada pela entrada expressiva de pessoas físicas e uma longa dila de oferta de ações, a companhia tem derrapado nos últimos tempos - no ano, o papel já acumula uma queda de 33%.
Para Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos, o movimento de realização das ações da B3 não é de agora. A instabilidade política adiciona pressão aos rumores de que uma nova empresa poderia entrar no Brasil, criando uma concorrência à única companhia que opera bolsa de valores no país. “Como ela tem liquidez para compra, também tem liquidez para venda, até mesmo em dias que a bolsa estava subindo. Tem muito investidor institucional desmontando posição nessa empresa”, aponta;
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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