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Com caixa robusto e perspectiva de bons dividendos para 2022, iniciativa dos Estados Unidos pode ser um fator de ânimo para ações da mineradora; entenda mais a fundo
O pacote de US$ 1,2 trilhão em estradas, banda larga e outras melhorias de infraestrutura "pesada" foi aprovado na Câmara dos Representantes dos EUA. Serão cerca de US$ 550 bilhões em novos gastos em estradas, pontes, ferrovias, hidrovias, rede elétrica, internet de alta velocidade e outras obras públicas. Essas obras demandam commodities, como o aço, podendo beneficiar as ações da Vale (VALE3), importante empresa nesse campo devido ao seu minério de ferro de referência no mercado global.
E não se trata de algo pontual: os gastos com infraestrutura devem ter "um impacto positivo nos próximos anos" à medida que projetos em estradas, pontes e ferrovias de alta velocidade estão em andamento.
No entendimento do analista de ações e economista Matheus Spiess, as commodities de mercados emergentes, principalmente em meio à crise energética global, são ganhadoras bastante claras dos pacotes de infraestrutura nos EUA.
É importante destacar que a Vale gerou uma enormidade de caixa e está negociando em seus menores patamares históricos dos últimos anos. Além disso, analistas estimam um dividend yield de 13,54% para 2022. Essa distribuição de proventos segue firme sobretudo devido ao baixo endividamento da companhia, inferior ao limite de US$ 15 bilhões.
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Em sua coluna semanal para o Seu Dinheiro, Spiess afirma que estamos num contexto no qual a pandemia de Covid-19 deve continuar a arrefecer, amenizando alguns desafios da cadeia de suprimentos à medida que desaparece.
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"Além disso, o crescimento econômico global deve ser robusto, principalmente nos EUA, e ainda há muito dinheiro injetado na economia, tanto no bolso dos consumidores quanto nas carteiras dos investidores", afirma.
"Mesmo diante do possível pico do crescimento econômico e resultados corporativos, paralelamente ao início das restrições de política monetária nos EUA, as taxas de juros no mundo desenvolvido continuarão extremamente baixas, suportando valuations de ações acima da média histórica", completa.
Você pode ler a coluna completa neste link. Vale dizer também que apresentamos no nosso Instagram como Warren Buffett, maior investidor da história, CONSEGUIRIA COLOCAR O BRASIL NO BOLSO. Com a fortuna bilionária que está sobrando nos cofres de sua empresa, ele conseguiria ser o maior banqueiro do país, ser dono de 100% da Vale, Petrobras, dentre outras coisas mais.
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Como qualquer investimento, nem tudo são flores e há riscos: o menor otimismo da macroeconomia global, em especial devido ao crescimento chinês gerando temores no mercado, tem provocado uma série de revisões para a demanda de minério de ferro. Isso pode gerar um certo estresse no mercado.
É importante destacar, ainda, que a performance da divisão de metais de base foi abaixo do esperado no relatório do 3º trimestral.
A receita líquida ficou em US$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre, acima dos US$ 10,7 bilhões vistos no mesmo período do ano passado. O número, porém, é cerca de 24% inferior ao resultado do trimestre anterior e não alcançou a projeção média de US$ 13,5 bilhões dos três bancos consultados pelo Seu Dinheiro.
A queda também foi observada no lucro líquido de US$ 3,9 bilhões entre julho e setembro, que passou longe — a 48,7% de distância, para ser mais exata — dos US$ 7,5 bilhões registrados no segundo trimestre e US$ 5 bilhões projetados.
O indicador que mais se aproximou das expectativas foi o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) proforma, que exclui despesas com Brumadinho e com a covid-19. Foram US$ 7,7 bilhões no trimestre, US$ 4,1 bilhões a menos do que no 2T21.
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