O presidente do Banco Centroamericano de Integração Econômica (BCIE), Dante Mossi, afirmou que irá oferecer assistência técnica para El Salvador adotar o bitcoin o quanto antes. O anúncio ocorre menos de uma semana após o país adotar o bitcoin como uma das moedas oficiais.
Em entrevista coletiva, Mossi acrescentou que o banco também trabalhará com o ministério das finanças e o banco central de El Salvador para selecionar uma equipe para trabalhar na implementação. Especialistas afirmam que esse é um grande passo para o bitcoin, mas um avanço maior ainda para países que não têm estrutura para criar uma moeda própria.
Com isso, o bitcoin, que já engatava uma forte trajetória de alta após Elon Musk reatar relações com a criptomoeda, seguia com valorização de 12,68%, cotado a US$ 40.709,81. Por sua vez, o HASH11, primeiro ETF de criptomoeda da bolsa brasileira, se aproveitava da alta do mercado e também subia 7,09%, a R$ 37,18.
Países pequenos e com economias recentes e frágeis não costumam emitir moedas próprias. A maioria acaba adotando o dólar, como foi o caso da onda de dolarização das economias das Américas no início dos anos 2000, ou se reunindo em um grupo de nações para gerir uma moeda própria, como foi o caso do Banco Central dos Estados da África Ocidental, que criou o Eco para países como Benin, Burkina Faso e Guiné-Bissau.
El Salvador não deixará de usar o dólar, mas sim incluirá o bitcoin como forma de pagamento do dia a dia. Atualmente, a validação de cada bloco da criptomoeda leva aproximadamente 10 minutos, ou seja, esse é o tempo necessário para que a compra de um sorvete seja concluída.
Esses e outros pontos ainda precisam ser acompanhados, mas especialistas já afirmam que países da América Latina e África devem seguir o movimento de El Salvador.
*Com informações da Reuters