Bitcoin saindo das sombras: especialistas em finanças perderam o medo de indicar criptomoedas
14% dos corretores já adicionaram criptomoedas ao portfólio dos seus clientes ou recomendam esse tipo de investimento em 2021, acima do 1,0% no ano passado
Os solavancos das últimas semanas afastaram muitos investidores menores das criptomoedas. As altas e baixas podem ser demais para o estômago sensível de algumas pessoas, mas não é isso que os consultores financeiros estão olhando.
Aliás, muito pelo contrário. Um estudo conduzido pela Financial Planning Association (FPA, “Associação de Planejadores Financeiros”, em português) perguntou para 529 consultores financeiros quais seus investimentos e recomendações para este ano.
O resultado mostrou que 14% deles já adicionaram criptomoedas ao portfólio dos seus clientes ou recomendam esse tipo de investimento. Pode parecer pouco, mas no ano passado, esse número era menos de 1,0%. E mais: pelo menos um quarto deles (ou 25%) pretende recomendar ou adicionar o investimento em criptoativos até ano que vem.
Pedido
Essa mudança de visão não veio apenas dos números exorbitantes que as criptomoedas apresentam. Os múltiplos chamaram a atenção também dos clientes, que passaram a não ter tanta preocupação com a volatilidade do mercado.
De acordo com a pesquisa, 52% dos consultores afirmaram que seus clientes perguntaram sobre a volatilidade do mercado nos últimos seis meses.
Além disso, os clientes também estão preocupados com o avanço dos impostos sobre criptomoedas. O presidente americano, Joe Biden, em seu Orçamento de US$ 6 trilhões para 2022, detalhou que pretende taxar transações de até US$ 10 mil em criptomoedas.
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A pesquisa aponta que 40% dos clientes fizeram perguntas sobre impostos aos seus corretores, bem acima dos 27% no ano de 2020.
Outros dados
Quanto à recomendação atual, as criptomoedas ainda ocupam o 13º lugar entre os consultores. Entretanto, quando perguntados quais investimentos os corretores devem recomendar ou ficar de olho nos próximos 12 meses, o resultado surpreende. As criptomoedas ocupam o segundo lugar, com 26% das respostas, ficando atrás apenas dos ETFs, com 36% das afirmativas.
E os corretores estão correndo atrás do prejuízo. A pesquisa perguntou qual o conhecimento deles sobre criptomoedas, e 48% respondeu que se sente confortável em conversar sobre o tema, lendo ocasionalmente sobre criptoativos e apenas 4% dos entrevistados respondeu que não conhece e não sabe debater sobre o tema.
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