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Renan Sousa
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo
Sem autorização

Agência reguladora italiana proíbe a exchange Binance de atuar no país; Reino Unido também coloca restrições

A Consob estendeu o alerta para os ativos criptográficos em geral, alegando que a negociação “pode ​​implicar na perda total das somas de dinheiro investidas”

15 de julho de 2021
10:06 - atualizado às 20:28
A exchange Binance, corretora de criptomoedas
A exchange Binance, corretora de criptomoedas - Imagem: Shutterstock

A Itália se juntou ao grupo de países que estão investindo contra a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo. A agência reguladora italiana Consob afirmou que a exchange não tem autorização para oferecer serviços financeiros no país. 

A Consob estendeu o alerta para os ativos criptográficos em geral, alegando que a negociação "pode ​​implicar na perda total das somas de dinheiro investidas", e destacou a alta volatilidade e complexidade, além de "mau funcionamento e ciberataques”.

De acordo com especialistas, o investimento em criptomoedas é altamente arriscado, o que fez a China levantar uma série de leis que limitam o uso de criptomoedas.

Outros países

Além da Itália, o Reino Unido também proibiu a Binance de atuar no país. Em comunicado, a Autoridade de Condução Financeira (FCA, na sigla em inglês) alega que a empresa não tem as autorizações necessárias para atuar no país.

Por volta das 9h, o bitcoin (BTC) recuava 1,70%, aos US$ 31.944,77, acumulando queda de 1,94% nos últimos sete dias. A principal criptomoeda do mercado está sofrendo para ultrapassar a barreira dos US$ 35 mil, tocada pela última vez na primeira semana de julho.

Motivos

Os especialistas atribuem esse cerco fechado contra a Binance a dois principais fatores. Em primeiro lugar, a exchange é investigada por não encerrar contas suspeitas de envolvimento com crimes digitais. O CEO da corretora, Changpeng Zhao, conhecido como CZ, já afirmou que está tomando as medidas cabíveis em caso de irregularidades.

Outro fator que tem pesado na decisão das agências regulatórias é a estratégia global da Binance. Em março deste ano, a Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) acionou o Ministério Público Federal (MPF) para o ajuizamento de ação pública de responsabilidade contra a Binance.

"Há um preocupante desprezo pelo cumprimento das normas brasileiras que regem o bom funcionamento do mercado financeiro e de capitais", apontou a ABCripto, que considera que as supostas irregularidades da Binance fazem parte de uma estratégia deliberada da marca global.

*Com informações do Market Watch

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