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Depois de levar um tombo feio neste ano, papéis do Magazine Luiza (MGLU3) têm potencial de se recuperar a partir de 2022 e chances de entregar lucros para investidores
Com queda de quase 74% no ano, o Magazine Luiza (MGLU3) aparece entre as líderes de um ranking nada honroso: o de piores ações de 2021. A varejista registra a maior queda do Ibovespa - ao lado de Via (VIIA3) e Americanas (AMER3).
Tamanhas são as perdas que, recentemente, um investidor insatisfeito com o desempenho dos papéis enviou um e-mail um tanto incisivo para nós aqui do Seu Dinheiro.
Nele, o leitor chegou a dizer que o ativo já pode até “ser trocado por rolos de papel higiênico”. Considerando o preço de um pacote com 12 rolos (cerca de R$ 10) e o atual preço da ação (por volta de R$ 7), a comparação pode até parecer fazer sentido.
O papel higiênico sem dúvida tem sua utilidade. Mas a relação com MGLU3 não é justa. Afinal, os papéis da varejista ainda podem trazer bons frutos para os investidores pacientes.
De acordo com o trader e head de educação da Vitreo, Rogério Araújo, a queda representa uma oportunidade. Para ele, os papéis podem disparar nos próximos dois anos, veja a análise completa no vídeo abaixo:
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Na visão de Fernando Ferrer, analista da Empiricus, o potencial de alta chega a quase 160%, com o preço-alvo estabelecido em R$ 18, ante aos R$ 6,50 atuais.
Antes de explorar os motivos que podem sustentar a alta dos papéis no longo prazo, é preciso lembrar que apesar da possível alta, ainda trata-se de um investimento de risco.
O cenário macroeconômico, as eleições de 2022, alta dos juros, forte competição internacional e o alto índice de desemprego são alguns dos fatores que podem influenciar negativamente os ativos do Magalu. Por isso, o investidor que escolher se expor deve se limitar a uma pequena parte do patrimônio.
Dito isso, vamos ao que interessa: a possível alta. A queda brutal vista durante 2021 se deu por alguns motivos, são eles:
Não é possível estimar com certeza quando esses fatores vão deixar de assombrar a companhia. Mas, para Ferrer, com as diversas aquisições realizadas recentemente, a empresa conseguiu reforçar a posição em um setor muito promissor para os próximos anos: o e-commerce.
O Magalu montou um ecossistema extenso e se tornou um player relevante de cosméticos (Época), esportes (Netshoes), games e etc. E tem mais: a empresa segue crescendo quando o assunto é logística por meio da inauguração de novos Centros de Distribuição.
A companhia detém a agência Magalu, que funciona basicamente como um ‘correio particular’ e permite que vendedores integrados ao marketplace da empresa despachem seus produtos em 280 lojas espalhadas pelo país. O plano é levar a ideia a todos os 1,4 mil pontos físicos da varejista, garantindo entregas mais rápidas e baratas.
No final do terceiro trimestre de 2021, quase 60% dos produtos próprios do Magalu eram entregues em menos de um dia. No marketplace, onde a logística é bem mais desafiadora, a entrega em menos de 48 horas já chega a uma porcentagem de 28%.
E, mesmo com as condições desfavoráveis, o foco no desenvolvimento online permitiu que o volume de vendas no canal atingisse R$ 10 bilhões no último trimestre, volume três vezes maior do que o período que antecede a pandemia.
Há também iniciativas como o Magalu Play, que auxilia o vendedor e o cliente na hora de realizar transações. E, na análise do volume de vendas totais (GMV), a plataforma tem ajudado vendedores mais antigos a crescer de forma saudável durante os anos.
Para ter uma ideia, a empresa multiplicou o GMV de vendedores da safra de 2017 em 13 vezes, ao longo de 5 anos. De acordo com os analistas da Empiricus Richard Camargo e Ruy Hungria, isso é bom para o Magalu porque aumenta a diversidade de produtos disponíveis em seu marketplace.
“Essas características fortalecem a companhia e dificultam a vida dos concorrentes”, destaca Ferrer. O analista é claro ao afirmar que trata-se de um dos maiores players do e-commerce no Brasil, que deve se beneficiar do desenvolvimento desse segmento nos próximos anos.
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