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O fechamento do fundo sob gestão da Quatá Investimentos, que possui patrimônio de R$ 103 milhões, abrange inclusive os resgates que já foram solicitados e ainda não foram pagos
Os investidores do fundo de investimentos Select Light estão impedidos desde ontem à noite de fazer o resgate de seus recursos. Sob gestão da Quatá Investimentos, o fundo de crédito privado investe a maior parte do patrimônio em debêntures, títulos de dívida emitidos por empresas.
O fechamento do fundo Select Light foi determinado pela administradora BRL Trust em razão das incertezas e instabilidade dos mercados gerada pela pandemia do Covid-19.
“Neste cenário há risco de que a venda dos ativos do fundo para providência de liquidez poderá ser dificultada ou acarretar deságio excessivamente desfavorável aos cotistas”, informou a BRL.
No fim de fevereiro, o fundo contava com patrimônio líquido de R$ 103 milhões, dos quais 76% estavam aplicados em debêntures.
O Select Light era distribuído nas plataformas da Ativa, Azimut, Guide, Modal, Órama, Genial e RB, segundo o site da administradora.
O fechamento do fundo abrange inclusive os resgates que já foram solicitados e ainda não foram pagos. A BRL informou ainda que vai convocar uma assembleia de cotistas para decidir o futuro do fundo. Eu procurei a Quatá, mas ainda não tive retorno [Atualização: leia aqui a resposta da gestora].
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O mercado de renda fixa privada vem sofrendo diante do sentimento de aversão a risco generalizado em consequência da epidemia do coronavírus. Apenas neste mês, o índice de debêntures calculado pela gestora JGP acumula uma perda de 6,4%.
A crise vem sendo provocada principalmente pela redução da liquidez no mercado secundário de debêntures. Com muito mais vendedores do que compradores, os poucos negócios acabam saindo com taxas mais altas – o que representa uma perda para quem havia adquirido os papéis com taxas menores. Eu conto em detalhes o que acontece no mercado nesta matéria.
Diante da restrição de liquidez no mercado, o Banco Central anunciou ontem a liberação de até R$ 91 bilhões em recursos do compulsório para os bancos comprarem debêntures, dentro do “arsenal” de medidas para conter os efeitos do coronavírus na economia.
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