🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

SD Premium

Os segredos da bolsa: ações e fatores para ficar de olho, independente do coronavírus

O coronavírus continua dando as cartas para a bolsa, mas há outros fatores que podem mexer com o preço das ações — e que podem fazer você ganhar dinheiro, mesmo em meio à onda negativa

Victor Aguiar
Victor Aguiar
2 de março de 2020
5:30 - atualizado às 16:00
Segredos da bolsa
Imagem: Shutterstock

Vamos encarar a realidade: o coronavírus ainda permanecerá no radar dos mercados por um longo tempo. Pode ser que não tenhamos mais correções tão intensas quanto as dos últimos dias, mas o surto certamente continuará sendo acompanhado de perto, trazendo forte volatilidade às negociações. Mas isso não quer dizer que a rotina da bolsa se resume à doença.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afinal, há muitos outros elementos que podem influenciar o mercado, dando impulso a algumas ações — ou tirando ainda mais força de determinados papéis. A política internacional, o noticiário de Brasília, a agenda econômica, a temporada de balanços... o leque é extenso.

Mas, veja bem: eu não estou dizendo para você ignorar o coronavírus. A doença ainda é o principal fator de influência para as bolsas globais no curto prazo, com o sentimento de maior aversão ao risco direcionando as negociações e inspirando cautela aos investidores.

E, ao que tudo indica, a segunda-feira (2) tende a ser mais um dia de cautela: os mercados da Ásia abriram em queda, enquanto os futuros dos índices acionários da Europa e dos EUA operavam no vermelho na noite de domingo (1), reagindo ao aumento nos casos da doença no mundo e à constatação de impactos à economia global.

A ideia, aqui, é mostrar que há outros fatores capazes de influenciar o preço dos ativos e que podem passar despercebidos, em meio ao caos gerado pela doença. E, caso você esteja atento, poderá tirar proveito da situação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Comecemos pelo front doméstico, especificamente pelo lado da agenda econômica. Afinal, um importante dado será divulgado nos próximos dias — e que pode mexer com as ações de muitas empresas.

Leia Também

Termômetro

Na próxima quarta-feira (4), será divulgado o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no quarto trimestre de 2019 e, consequentemente, do ano fechado. Uma informação que, por mais que reflita uma situação passada, fornecerá pistas importantes a respeito do futuro.

Os mais recentes dados relativos à economia brasileira têm mostrado uma certa fraqueza da atividade doméstica. Números de inflação, taxa de desemprego, produção industrial e vendas no varejo, entre outros, indicam que a retomada ainda é lenta.

De acordo com o monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV), a economia do país cresceu 1,2% em 2019. O levantamento, no entanto, indica estabilidade na passagem de novembro para dezembro — um sinal pouco animador a respeito das perspectivas para 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, tomando os resultados dessa pesquisa como referência, temos um cenário binário à frente: caso os dados oficiais do PIB fiquem abaixo das estimativas do monitor da FGV, o mercado tende a ficar mais desanimado quanto às perspectivas para a economia em 2020 — o que, consequentemente, irá reduzir a confiança quanto ao desempenho das ações das empresas na bolsa.

Mas, caso o PIB fique acima das projeções da pesquisa, é de se esperar uma mínima injeção de ânimo nos investidores, que podem receber um alento em meio à onda de notícias negativas vindas do exterior e do front local.

E quais ações podem reagir de maneira mais intensa ao noticiário do PIB? Naturalmente, os ativos de companhias mais expostas à economia local são os mais sensíveis — veja alguns exemplos abaixo:

  • Varejo e consumo: Magazine Luiza ON (MGLU3), Via Varejo ON (VVAR3), Lojas Renner ON (LREN3), Lojas Americanas PN (LAME4), B2W ON (BTOW3),
  • Construção e incorporação: MRV ON (MRVE3), Cyrela ON (CYRE3)
  • Shoppings centers: Iguatemi ON (IGTA3), Multiplan ON (MULT3)

Afinal, uma economia aquecida é sinônimo de estímulo ao consumo — e esses setores e empresas citados acima são alguns dos que mais dependem dos ciclos econômicos domésticos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Temporada de sucesso

Ainda no Brasil, fique atento à temporada de divulgação de resultados do quarto trimestre de 2019. Na semana passada, quase não tivemos balanços sendo divulgados por causa do Carnaval, mas, nos próximos dias, a safra de dados financeiros volta com tudo:

  • Segunda-feira (2): MRV
  • Terça-feira (3): BRF
  • Quarta-feira (4): CSN
  • Quinta-feira (5): B3, CCR, Cia Hering, Natura
  • Sexta-feira (6): Hypera

Meu colega Kaype Abreu fez uma matéria com todos os detalhes a respeito dos balanços a serem divulgados nesta semana — basta clicar aqui para saber de tudo.

Por mais que o coronavírus esteja dando um viés negativo à bolsa, um balanço forte pode neutralizar esse efeito — e um conjunto de resultados fracos tende a potencializar as perdas.

Veja o caso da Ambev: a fabricante de bebidas reportou seus números trimestrais na última quinta-feira (27), em meio ao forte estresse gerado pelo surto da doença. Os números foram considerados decepcionantes pelo mercado e, como resultado, os papéis ON da companhia (ABEV3) desabaram 8,34% naquele dia — o segundo pior desempenho do Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Super-terça

Passando para o exterior, o cenário político dos EUA tende a dividir os holofotes com o coronavírus nesta semana, já que a terça-feira (3) será decisiva para a corrida presidencial no país.

14 estados americanos realizarão as prévias eleitorais neste dia — e é provável que os primeiros favoritos à vaga do partido Democrata para a disputa pela Casa Branca sejam conhecidos nos próximos dias.

Até o momento, o senador Bernie Sanders aparece na dianteira, tendo conquistado a maior parte dos delegados dos quatro estados que já fizeram suas prévias. Um de seus rivais na disputa, Pete Buttigieg — ex-prefeito de South Bend, Indiana — desistiu da corrida neste domingo.

E como as prévias do partido Democrata podem mexer com as ações na bolsa brasileira? Bem, tudo depende do desempenho de cada candidato. Bernie Sanders e a senadora Elizabeth Warren são vistos como mais radicais, e a eventual indicação de um dos dois é vista como um fator de risco por Wall Street.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por outro lado, o ex-vice-presidente Joe Biden e o ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, aparecem do lado mais conservador do partido Democrata — opções que, certamente, são mais bem-vistas pelo mercado financeiro.

Assim, a depender do resultado da 'super-terça', as bolsas americanas poderão ter um alento e reagir positivamente, ou entrar numa espiral ainda mais negativa — e a reação de Nova York tende a pautar a bolsa brasileira.

Economia em foco

Por fim, atenção para os números do mercado de trabalho dos EUA em fevereiro, a serem divulgados na sexta-feira (6). O 'payroll' é um dos dados mais importantes da economia americana, sendo observado de perto pelo Federal Reserve (Fed, o banco central do país).

Em linhas gerais, a economia dos EUA tem se mantido relativamente sólida, em contraste com a desaceleração vista na Ásia e na Europa. Assim, o 'payroll' representa mais um teste para o ritmo de atividade do país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Caso o mercado de trabalho continue pujante, os investidores poderão se sentir mais à vontade para assumir riscos na bolsa, mesmo em meio à correção gerada pelo coronavírus; caso contrário, a cautela tende a prevalecer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ONDE INVESTIR

Onde Investir em março: as ações para ganhar com dividendos, uma pimentinha de olho na valorização e os FIIs e criptos favoritos para o mês

4 de março de 2026 - 7:00

Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos

MERCADOS HOJE

Medo generalizado com Irã vs. EUA toma conta e Ibovespa despenca quase 5%; dólar sobe acima de R$ 5,30

3 de março de 2026 - 12:19

O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045

DA ROÇA PARA A BOLSA

ROCA11: Ceres Investimentos semeia crédito do agronegócio entre investidores de varejo

2 de março de 2026 - 19:35

Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça

ATÉ QUANDO

Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) em alta com conflito no Oriente Médio; vale investir? Veja por que a resposta não é tão simples

2 de março de 2026 - 14:32

O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda

SUCESSOR DO ORÁCULO DE OMAHA

Novo CEO da Berkshire Hathaway destaca 4 ações favoritas na primeira carta pós era Warren Buffett

2 de março de 2026 - 13:10

Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa supera medo da guerra entre EUA e Irã e fecha em alta; petroleiras dominam o pregão

2 de março de 2026 - 8:56

Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu

SOBE E DESCE

Raízen (RAIZ4) desaba quase 40% e vira a pior ação do Ibovespa em fevereiro; MRV (MRVE3) dispara no mês

28 de fevereiro de 2026 - 15:01

Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques

SOB TENSÃO

Petróleo a US$ 100? O que a escalada das tensões no Oriente Médio significa para o mercado — e para a Petrobras (PETR4)

28 de fevereiro de 2026 - 13:21

Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras

DEU RUIM?

Ação da Cosan (CSAN3) cai 5% após Fitch rebaixar a empresa com perspectiva negativa

27 de fevereiro de 2026 - 18:24

A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)

BALANÇO DESAPONTOU?

Ex-Eletrobras, Axia (AXIA3) cai no Ibovespa apesar de ter dobrado o lucro líquido ajustado no 4T25: o que desanimou o mercado?

27 de fevereiro de 2026 - 15:01

Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)

VEJA O QUE FALTA ATÉ LÁ

O maior IPO reverso da história da B3: quando a Bradsaúde vai começar a ser negociada na bolsa?

27 de fevereiro de 2026 - 13:55

Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM

EXPECTATIVA VERSUS REALIDADE

Onda de IPOs está voltando? Diretor do BR Partners (BRBI11) vê mercado ‘tentando acreditar’ na reabertura da janela

27 de fevereiro de 2026 - 13:12

Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez

DE VENDA PARA NEUTRO

BB Investimentos eleva recomendação da Copasa (CSMG3), mas alerta: alta na ação vem da expectativa pela privatização, não do desempenho operacional

27 de fevereiro de 2026 - 10:17

O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento

ATENÇÃO, INVESTIDOR

A bolsa vai mudar de horário — confira o novo cronograma de negociação da B3 a partir de 9 de março

26 de fevereiro de 2026 - 14:01

Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior

'OPORTUNIDADE DOURADA'

Com potencial de alta de 23% em 2026, Aura Minerals (AURA33) é o pote de ouro da carteira do JP Morgan; entenda

25 de fevereiro de 2026 - 18:32

Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa

BTG SUMMIT 2026

‘Experimentem, vocês vão viciar’: mercado de ETFs pode chegar a R$ 1 trilhão no Brasil em alguns anos, dizem gestores

25 de fevereiro de 2026 - 17:46

Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos

CHEGA AOS 250 MIL?

Tem espaço para mais: Ibovespa pode chegar aos 200 mil pontos “logo logo”, diz Itaú BBA; veja previsão para Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4)

25 de fevereiro de 2026 - 17:03

No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo

VENCEDORA DA TEMPORADA?

A favorita entre os frigoríficos: JBS (JBSS32), Minerva (BEEF3) ou MBRF (MBRF3)? BTG diz o que esperar do 4T25 e dá o veredito

25 de fevereiro de 2026 - 15:41

Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques

HORA DE COMPRAR?

Mercado Livre (MELI34): ação cai 10% após 4T25, mas isso não significa que a empresa está no caminho errado. O que explica o movimento?

25 de fevereiro de 2026 - 14:38

Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante

BALANÇO 4T25

Mercado Livre (MELI34) tem lucro menor no 4T25, mas frete grátis ‘mostra a que veio’ no Brasil; veja os números

24 de fevereiro de 2026 - 18:54

A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar